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 Até o dia 31 tem atividades de artes cênicas, artes visuais, audiovisual, literatura e música


| Bailarina Jhanaina Gomes realiza a Live Diálogos #Dançacomigo com vida | Foto: Espetáculo Mi Madre |

A programação do #CulturaEmRedeSescPE continua com uma série de debates, cursos e apresentações artísticas. Entre os dias 19 e 31 de agosto, os projetos selecionados na chamada pública nas áreas das artes cênicas, artes visuais, audiovisual, literatura e música serão transmitidos nos canais do Sesc Pernambuco. Para os cursos pagos, os valores variam entre R$ 15 para funcionários do comércio de bens, serviços e turismo e seus dependentes e R$ 30 para o público geral.

Confira a programação da até o fim de agosto:


Artes Cênicas

De 24/08 a 29/08. Curso “Meu Pequeno Mundo”. Conteúdo: ministrada pelo ator, contador e produtor Joesile Cordeiro, tem como objetivo fomentar, difundir e multiplicar o Teatro Lambe-Lambe para mostrar uma forma alternativa de fazer teatro principalmente em tempos de isolamento social, de forma simples e econômica. São 15 vagas. Inscrição: https://cutt.ly/pd9oDQA.  Valor R$ 15 (comerciário e dependente) e R$ 30 (público geral).

18/08, às 15h. Episódio 3 do Podcast Like Bac Life: Educação Bactéria. Transmissão no Spotify.

19/08, às 16h. Live Diálogos Produção Cultural Fora do Eixo: Gestão de recursos e pessoas. Exibição no canal do Sesc PE no Youtube.

20/08, às 15h.  Episódio 3 do Podcast do Bote de Teatro: Solo sim, sozinha nunca: As necessidades de agrupamento de uma artista não associada a grupo, com Flávia Pinheiro. Transmissão no Spotify.

22/08, às 17h. Live Diálogos #Dançacomigo com vida", de Jhanaina Gomes Convidada: Lucélia Albuquerque / PE). Exibição no canal do Sesc PE no Youtube.

24/08, às 20h. Live-Apresentação CRIAÇÃO 1 "Livro Acontecido", com Kennyo Freitas. Exibição no canal do Sesc PE no Youtube.

25/08, às 15h. Episódio 4 do Podcast Like Bac Life – Anarcos: Bactéria x Virus, Transmissão no Spotify.

26/08. Live - Formação- Divulgação - 'Teatro Laboratório Cênico - Raphael Bernardo. Exibição no canal do Sesc PE no Youtube.

26/08, às 16h. Live Diálogos - Produção Cultural Fora do Eixo: Gestão de recursos e pessoas. Exibição no canal do Sesc PE no Youtube.

26/08, às 16hs. Live Diálogos - Produção Cultural Fora do Eixo: Formação de redes. Exibição no canal do Sesc PE no Youtube.

27/08, às 20h. Live Diálogos - Circo Tradicional e Contemporâneo Pós Pandemia. Exibição no canal do Sesc PE no Youtube.

27/08. Episódio 4 do Podcast do Bote de Teatro - Capital viral: o lugar da internet como ferramenta de comunicação e o teatro pós-pandêmico com Aslan Cabral (Saquinho de Lixo). Transmissão no Spotify.

28/08, às 19h. Live Fruição - Microclima, de Iara Campos. Exibição no canal do Sesc PE no Youtube.

31/08, às 20h. Live-Apresentação "O Evangelho Segundo Vera Cruz", de Marcone Bispo. Exibição no canal do Sesc PE no Youtube.

 

Artes Visuais

De 17/8 a 20/08. Curso “Lab.Foto: Produção e Gestão de Projetos Culturais em Fotografia Contemporânea”. Com Rennan Peixe. Conteúdo aborda a gestão e planejamento de projetos culturais em Artes Visuais, com recorte em fotografia potencializando a cadeia produtiva de Pernambuco na formação de agentes culturais e na difusão do conhecimento de forma virtual.  Inscrição: https://cutt.ly/xd9oHJc.  Valor R$ 15 (comerciário e dependente) e R$ 30 (público geral).  

Dia 18/8, às 20h. “As letras e as ruas”, a arte urbana é o destaque da live com Nomes bate um papo sobre as experimentações de letras, a técnica do Bomb e Throw-up, a construção criativa de formas, personagens e a formação de palavras. Exibição no canal do Sesc PE no Youtube.

 

Audiovisual

De 24 a 29/8. Curso “Cinema de Arquivo: o uso de imagens pré-existentes no documentário e no cinema experimental”. Ministrado pela produtora, curadora e mestre em Comunicação Sabrina Luna, o curso tem como objetivo oferecer um panorama sobre a produção de documentários e filmes experimentais feitos a partir de arquivos e imagens pré-existentes. Entre essas práticas se encontram o found footage, o filme ensaio, o documentário de compilação e o remix. São 40 vagas. Inscrição: https://cutt.ly/hd9oBoL. Valor R$ 15 (comerciário e dependente) e R$ 30 (público geral).

De 24 a 29/8. Curso “Cinema e Identidade em Pernambuco”. A produtora e especialista em Cultura Pernambucana Alba Azevedo vai trazer as características fundamentais da produção do cinema em Pernambuco e analisar a possibilidade da construção de uma identidade que une os realizadores locais. O curso também aborda questões práticas sobre a produção audiovisual no estado para quem quer se aperfeiçoar nessa área. São 40 vagas. Inscrição: https://cutt.ly/1d9o0iD. Valor R$ 15 (comerciário e dependente) e R$ 30 (público geral).

19/08, às 20h. Cinema Presente. Debate sobre a realização de eventos de exibição cinematográfica em Pernambuco. Trazendo para a conversa o realizador e produtor Caio Dornelas, da Mostra Canavial de Cinema, que acontece na Zona da Mata Norte e como mediadora a produtora Bruna Tavares, organizadora da Mostra Pajeú de Cinema, no Sertão.

21/08, às 17h. Curta “Um aniversário para Nida”. De Bruna Monteiro Em meio a pandemia, mãe, Cristina, e filha, Bruna se isolam do resto da família e acabam descobrindo sentimentos isolados e esquecidos que surgem ao pensar no falecimento da avó, Vanilda. Uma conversa íntima sobre a relação delicada da presença e ausência materna, medo de viver a pandemia e a importância dos afetos na formação de quem somos. 

22/08, às 16h. Live/Manifesto do Cinema do Futuro. Nesta “LIVE COM CELSO MARCONI”, o jornalista e documentarista Helder Lopes – que há mais de um ano vem produzindo material para um documentário sobre Celso Marconi – mediará a conversa que deve relembrar a trajetória e a obra deste importante personagem da história cinematográfica brasileira e pernambucana. Além disso, e principalmente, o diálogo deverá se concentrar nas expectativas e projeções que Celso faz para o cinema do futuro.

28/08, 17h. Curta “Assintomática”. De Cleiton Carbonel. Quando esta pandemia vai acabar? Até onde o medo e a necessidade do isolamento nos pode levar? O curta "Assintomática" conta a história de EVA, uma mulher que vive a pandemia na sua cabeça até que descobre que ela já tinha acabado há três meses atrás. Ela acaba sendo resgatada pela própria rádio comunitária que escutava e cujo ruído se cruzava com sons impertinentes que ecoavam na cabeça dela, principalmente vindos da pressão informativa das notícias da tv. Aliada à forte presença sonora, o curta traz a presença do surrealismo, próprio do momento que atravessamos, em cenas que parecem de um filme de Luís Buñuel, como a formiga que passeia na máscara branca ou a cena do beijo entre os dois mascarados.

29/08. Debate Circuito Periférico Audiovisual. De Erick Sousa. Debate sobre as dimensões para a cadeia produtiva do audiovisual, a resposta comunitária dos grupos locais de comunicação e audiovisual que assumem protagonismo com ações de divulgação e fruição cultural, que informam e tranquilizam as experiências do período de isolamento. A live debate acontece mediada por Erick Sousa, realizador periférico, estudante de mestrado em Antropologia/UFPE, onde os debatedores PHILIBE BANDEIRA, pesquisador de grupos urbanos de produção audiovisual e curador do Festival do Filme Etnográfico – FIFER (Recife) e Karoline Kalor, cocriadora da Série Bia-Desenha, realizadora oriunda de Camaragibe, produtora da Mostra do Filme Periférico de Camaragibe – PE, irão compor comentários através de eixos de debate.

 

Literatura

De 24 a 28/08. Curso “Oficina de Cordel, Embolada, Glosa e Rap”. Com Clécio Rimas. Conteúdo: A ideia é possibilitar o conhecimento e a elaboração de estrofes nos diversos tipos de métrica e rima (quadras, sextilhas, septilhas, oitavas e décimas), técnicas para criação de glosas, declamação e elaboração de poemas individuais e coletivos, assim como interpretação poética, conhecimento, relações, elaboração e aprimoramento de letras de rap. São 30 vagas. Inscrição: https://cutt.ly/rd9o3cT. Valor R$ 15 (comerciário e dependente) e R$ 30 (público geral).

 

Música

26/08, às 20h. Live–debate da gestora cultural Taciana Enes com mediação de Fernanda Pinheiro. Exibição no canal de YouTube do Sesc PE. 

 
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 Criação do Coletivo InComum e Diego Ravelly Designer está disponível no Youtube


| Carol Andrade interpreta 'Isolamente' | Foto: reprodução. |

Como o nosso corpo está vivendo/sobrevivendo nessa pandemia? Como o isolamento social nos afeta corporalmente? Continuamos em movimento ou inertes? São questionamentos que ficaram na minha cabeça ao assistir a videodança ‘Isolamente’. A criação produzida pelo Coletivo InComum com Diego Ravelli Designer foi lançada no Youtube pelo projeto #CulturaEmRedeSescPE.

Já no início da trama, elas estão lá ocupando a casa, as câmeras. A falta de paredes e os olhares vigias logo me remetem a um reality show, afinal presos em uma casa e cada vez mais superexpostos nas redes sociais, estamos vivendo um imposto Big Brother Brasil, em um país onde de grandes irmãos há poucos, mas há muitos para impor opiniões com base no “falta de intimidade“ dentro de confessionários virtuais.

A confinada do programa na tela é Carol Andrade, bailarina que nos palcos sempre transmite uma forte presença tendo que se adaptar a esse novo formato do mover. Pontuo que é interessante perceber que foram construídas coreografias que podemos chamar de detalhistas, focando em pequenos movimentos e gestos. Hora olhos, hora dedos ou um breve virar de cabeça. O que no palco provavelmente não funcionaria, aqui ganha uma possibilidade de diálogo direcionando com a câmera o olhar do público.

O grande símbolo dessa quarentena, as máscaras estão fortemente presentes na videodança, é o nosso big fone. Diego Ravelli e seu talento para criar imagens para a Dança mais uma vez surpreende. Nesse visual tão estranho ao primeiro olhar, mas tão significativo com as tantas línguas soltas que estão surgindo nas redes sociais e as vozes que gritam em nossas cabeças ao estar presos dentro de casa, pois fomos obrigados a lidar com a nossa própria companhia.

Venha comigo assistir esse novo reality. Vou pegar meu café, deitar no meu bom amigo de isolamento chamado sofá e entrar no "mood" espera. Quem será que está no paredão?


Sinopse:

O videodança vem lançar uma reflexão sobre o valor da comunicação e relevante necessidade humana de se comunicar. E tudo isso reverberou na prática cotidiana de diversas formas, o que parecia acelerado de repente viu-se em um estado de pausa e silenciamento do corpo. Tudo isso, revela a Inquietude humana em um tempo em que tentamos impedir que nosso corpo entenda o necessário toque de recolher que nos foi delegado.


Ficha técnica:

Criação, coreografia e edição: Carol Andrade

Confecção de adereços, filmagens e edição: Diego Ravelly

Produção e locação: Carlos Tiago

Ilustração visual: Diego Ravelly


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Sempre ameaçados pelo setor imobiliário, os prédios quando não tombados correm risco de destruição

| Área da Petrolina antiga | Foto:Victor Peixoto / Jornadas Fotográficas do VSF |


Somos uma região que cuida da nossa memória Cultural? Trazemos esse questionamento para a Semana do Patrimônio Cultural, celebrando o dia 17 de agosto como Dia Nacional do Patrimônio Histórico. Precisamos discutir o que está acontecendo no Sertão do São Francisco, onde há poucas políticas públicas para a Cultura e uma situação generalizada de descuido dos gestores públicos com os patrimônios culturais. Juntas, Petrolina-PE e Juazeiro-BA só tem três bens culturais tombados, são construções históricas que guardam nas suas estruturas muito sobre o povo ribeirinho e o desenvolvimento local ao longo dos anos.


Igreja Matriz de Petrolina | Foto: Cícero Benício da Silva / Jornadas Fotográficas do Vale do São Francisco

No lado Pernambucano, a Igreja Matriz de Nossa Senhora Rainha dos Anjos, construída entre 1858 e 1860, deu início a área urbana do município e suas paredes em tons amarelo viram a cidade crescer ao seu redor. A construção em estilo neocolonial, tombada pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco - Fundarpe, abriga a imagem da padroeira da cidade e está localizada na área central que se conhece como "Petrolina antiga", ruas cheias de história, mas pouco preservadas.


Antiga Estação Ferroviária de Petrolina | Foto: Maurício André / Jornadas Fotográficas VSF

Há menos de 900 metros dali, a antiga Estação Ferroviária de Petrolina foi construída quando a cidade era conhecida como "passagem para Juazeiro", com inauguração datada em 1923 e atualmente tombada pela Fundarpe. O local era ponto de parada dos trens que faziam o transporte de pessoas e cargas na época, sendo um marco para a economia e o desenvolvimento da região. Infelizmente, um prédio tão importante atualmente tem fins meramente comerciais de uma empresa funerária, deixando de lado a possibilidade de ser um espaço ideal para uso cultural.


Aqueduto na Uneb | Foto: Jennifer Lee Palmer / Jornadas Fotográficas VFS

Do outro lado da ponte, o Aqueduto do Antigo Horto Florestal, localizado no campus da Uneb Juazeiro, é símbolo do desenvolvimento da irrigação no Vale do São Francisco. Não se sabe ao certo a data exata de sua construção, realizada ainda sem cimento, mas há relatos de ser centenária. Hoje único em solo juazeirense tombado Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia - IPAC, o aqueduto apresenta problemas em sua estrutura que precisam de atenção para garantir sua conservação.


Cuidar desses bens culturais é um ponto chave para preservar a memória regional, como aponta o historiador Moisés Almeida, doutorando em História pela UFPE e professor da UPE em Petrolina. "Um prédio histórico carrega consigo uma longa história. Seus traços, modelo, material utilizado, representam um tempo e uma mentalidade. Por isso, todos os prédios de um lugar, dizem muito sobre aquele lugar, dizem muito sobre sua história. Nesse sentido, se queremos preservar a história e mantê-na na memória, temos que ter políticas responsáveis de preservação", explica o professor.


Palácio Diocesano de Petrolina | Foto: Victor Peixoto / Jornadas Fotográficas VSF

Seria importante para a região que mais bens culturais sejam tombados, para garantir a conservação e não cair nas armadilhas da especulação imobiliária tão forte nos últimos anos. Como o Palácio Diocesano de Petrolina que recentemente esteve em discussão, primeiro na possibilidade de ser destruído com boatos da construção de um shopping, depois com seu processo de tombamento.


O professor Moisés também acredita que o avanço imobiliário pode colocar em risco as construções históricas. "Infelizmente tudo vira mercadoria, inclusive os monumentos e espaços históricos, mesmo que revitalizados. No caso específico do palácio do bispo, um grupo de mobilizou de denunciou o que estava ocorrendo. Felizmente a denúncia serviu para barrar o "negócio" que estava por vir. A especulação imobiliária sim é risco e tem sido ao longo da história recente. Já vimos casos em Juazeiro - BA de casas serem destruídas, quando se ouviu falar em tombamento. Quem destruiu?", deixa a questão.


Fontes:

Projeto IPatrimônio

Fundarpe

Ipac-BA


Fotos:

Jornadas Fotográficas do Vale do São Francisco

20ª Jornada Fotográfica - Ago/2012 - Patrimônio histórico de Petrolina

73ª Jornada - Out/2017 - UNEB Campus Juazeiro

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 As cantoras Taline Clara e Andrezza Santos estão com aulas particulares pela internet

| Aulas de violão são uma das modalidades oferecidas |

Estar em isolamento social não impede experimentar novas atividades ou realizar desejos antigos. Quem tem vontade de tocar um instrumento ou cantar, pode fazer aulas online aproveitando o tempo livre da quarentena. Aqui na região, duas musicistas já estão com atividades formativas pela internet, Taline Clara e Andrezza Santos.

| Cantora Taline Clara dá aulas há bastante tempo | Foto: @joyseabrante |

Voz já bem conhecida dos palcos locais, a cantora Taline Clara está dando aulas de violão e de canto, incluindo iniciação para crianças e adolescentes. As aulas podem ser totalmente virtuais ou presenciais, garantindo as medidas de segurança necessárias ao período de pandemia. São realizadas uma vez por semana com duração de 1h e 30min.

Taline acredita que mesmo nesse novo normal, é possível ter boas experiências musicais e aprender sobre a linguagem. "Dou aulas há bastante tempo, então criei um método mais eficaz de aprendizagem, sempre usando referências cotidianas dentro do aprendizado", explica a artista. Para mais informações, o contato pode ser feito com a própria Taline, no telefone (87) 9.9930-2147 ou pelas suas redes sociais, Instagram e Facebook.

| Andrezza Santos ministra aulas de vários instrumentos | Foto: @lucianoart |

Andrezza Santos também está ministrando aulas pela internet. Há opções para iniciação ao violão, teclado, ukulele, canto e musicalização. São aceitos alunos a partir de 10 anos de idade. As aulas funcionam através da plataforma Hangouts e tem duração de 1h por semana. Também são disponibilizados materiais em PDF e vídeos com exercícios para os alunos praticarem durante a semana.

A artista afirma que a música e as artes são confortantes nesses tempos difíceis. "Como a tecnologia está ao nosso favor, não há motivos para não fazer, afinal, a arte é algo que tem nos confortado muito neste momento de pandemia, né? E, não tem nada melhor do que aprender um instrumento para tocar/cantar músicas preferidas pra acalmar ou agitar o coração", afirma Andrezza. Os contatos podem ser feitos pelo e-mail drezzasantos.oliveira@gmail.com, telefone (74) 9.8854-6775, quem também é Whatsapp, ou Instagram.
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Artistas da região realizam atividades online no Dia dos Pais

| Cia. Biruta apresenta espetáculo infantil no domingo | Foto: redes sociais |


Um Dia dos Pais bem diferente, como a maioria das datas comemorativas de 2020, requer uma programação especial. Uma boa opção é curtir a programação online realizada pelos artistas da região, hoje (09) tem atividades infantis para o pai curtir junto com o filho criança ou um bom som para os adultos.

Confira a programação local:


Chico e Flor Contra Os Monstros na Ilha do Fogo


Quem tem filho pequeno, pode curtir um momento artístico com a garotada. A Cia. Biruta de Teatro realiza a transmissão do seu espetáculo infantil 'Chico e Flor Contra Os Monstros na Ilha do Fogo' no Youtube, pelo Canal do Sesc Pernambuco. A atividade começa às 15h, integrando a programação do #CulturaemRedeSescPE. Após o espetáculo, haverá uma live no Instagram da companhia com uma conversa entre o diretor Antonio Veronaldo e a educadora Conceição Lima. O espetáculo conta com o recurso de tradução em Libras.


Um Samba Pra Meu Pai


O amor a música deixado pelo pai para os filhos em uma live para curtir em casa. Os irmãos Rogério Leal e Radamés Leal realizam na tarde de domingo uma live de samba em homenagem para seu pai. "Vai ter samba-canção, bolero e muita emoção", avisam. Durante a apresentação, eles arrecadam doações para o Grupo Samaritano. A transmissão começa às 14h, no canal do Youtube do Portal Zap e no Facebook do cantor.


Baile Dia dos Pais


Uma live para curtir com o papai, a cantora Fabiana Santiago promete uma apresentação para dançar, reviver e cantar em casa. A live começa às 18h, no canal oficial da cantora no Youtube e em seu perfil no Instagram.

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07 de agosto foi escolhido para comemorar o Dia Nacional do Documentário Brasileiro

| Imagem do filme 'Em nome das caras CARETAS' | Foto: reprodução |

Talvez o gênero cinematográfico mais fiel à realidade, o documentário retrata as pessoas, acontecimentos e mostra o quanto a sociedade rende boas histórias. Aqui na região do Vale do São Francisco, alguns artistas usaram suas câmeras para contar sobre a nossa Cultura Popular, personagens que circulam pelas ruas das cidades e problemas sociais.

No dia 07 de agosto, o Brasil comemora o Dia Nacional do Documentário Brasileiro. A data faz referência ao aniversário do baiano Olney São Paulo, cineasta de O profeta de Feira de Santana (1970) e Ciganos do Nordeste (1976). Importante ressaltar que Olney São Paulo foi um dos artistas que sofreram com a perseguição da Ditadura Militar brasileira, sendo preso e torturado por conta do filme Manhã Cinzenta (1969).

Convidamos você para uma sessão de Cinema em casa, conferindo uma lista que fizemos com 04 filmes locais:

o nome das caras CARETA

Direção: Chico Egídio



Sinopse:

Visualização do ambiente da manifestação folclórica “Caretas” no interior de Pernambuco e Bahia. Percurso e impressões das andanças das figuras emblemáticas que participam da malhação do Judas.

Meu Nome é Nega Tonha

Direção: André Calixto, Gabriel Marinheiro, Giúllian Rodrigues, Iara Bispo e Márcio Reges


Sinopse:

Na década de 1990, em Juazeiro (BA), surge uma figura emblemática no futebol amador local: Nega Tonha. Registrada como Antônio Carlos Alves dos Santos, desde cedo quebrou barreiras, quando decidiu que jogaria maquiada no meio dos homens. Sua carreira tem uma vitória importante que vai muito além das quatro linhas do campo.

Sob os olhos da Indiferença

Direção: Andressa Silva


Sinopse:

Imersos numa atmosfera cujas transformações acontecem a passos curtos, por vezes, estamos sem voz e sem vez, mas, nossos olhos que enxergam, nem sempre conseguem ver. É sobre essa perspectiva que lança-se a questão: O que fazer para que seus direitos sobre mobilidade urbana não lhe sejam negados? Recorrer. Comunicar. Colaborar. Compartilhar. Este documentário traz essas e outras reflexões sobre o Sistema de Transporte Público em Petrolina-PE.

Raoni da Multidão

Direção: Ana Patrícia Rodrigues


Sinopse:

Com uma caixinha de som, microfone, um figurino estiloso e um repertório único. É assim que, desde 2018, Fátima Raoni ganha as ruas de Juazeiro e Petrolina, levando irreverência e felicidade por onde passa.  Raoni é do povo, dos fãs, da multidão. Se você acha que tem limite de idade para realizar sonhos, ela vai te mostrar que nunca é tarde para ser feliz e fazer o que ama.
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A fundação dá continuidade ao Selo Funarte de Toda Gente com editais abertos

| Espaços culturais continuam sem previsão de retorno seguro no país | Foto: Veja Brasil |

A Funarte, Fundação Nacional de Artes, lançou em 2020 o Selo Funarte de Toda Gente, propondo uma série de prêmios de incentivo à projetos culturais no país. Mesmo com alguns pontos questionáveis, os artistas podem ter nesses editais espaço para propor criações e difusão de suas produções. Ao todo, estão abertas inscrições para seis seleções ligadas à instituição.

Prêmio Funarte RespirArte

(Inscrições prorrogadas até 18/08/2020)

Por meio deste edital, a Funarte vai premiar 1.600 vídeos online. Ação é foi a primeira integrante do programa Funarte de Toda Gente a ser divulgada. As áreas contempladas são: circo, artes visuais, música, dança, teatro e artes integradas. 

Saiba mais aqui.

VII Prêmio Ibermúsicas de Criação de Canções – Canções da Quarentena

(Inscrições até 15/09/2020)

Voltado para compositores, o Programa de Fomento das Músicas Ibero-Americanas – Ibermúsicas 2020, é financiado atualmente por 13 países, tendo a Funarte como seu representante no Brasil. Nessa edição atípica por conta da pandemia, serão contempladas até três obras oriundas de cada país participante do Ibermúsicas, com prêmios de mil dólares norte-americanos para cada compositor selecionado.

Saiba mais aqui.

Prêmio Funarte Artes Visuais 2020/2021

(Inscrições até 17/09/2020)

O edital traz como temática "O Diálogo Entre o Patrimônio Histórico da Cidade do Rio de Janeiro e o Brasileiro Presente nas Artes Visuais e nos Espaços Urbanos". Podem se inscrever artistas de todo o Brasil propondo exposições com entradas gratuitas. Serão contemplados 05 projetos, cada um com prêmio de R$ 130 mil (valor bruto).

Saiba mais aqui.

Edital Bolsa Funarte de Estímulo à Conservação Fotográfica Solange Zúñiga – 2020

(Inscrições até 17/09/2020)

Por meio desse edital serão concedidas bolsas de estímulo à conservação e preservação de fotografia. Recebendo propostas de todo o país, são aceitas pesquisas com textos nos campos da conservação e da preservação fotográficas. Serão distribuídos R$ 200 mil em cinco bolsas.

Saiba mais aqui.

Programa Iberescena 2020/2021

(Inscrições até 15/10/2020)

O Programa Iberescena 2020/2021, Fundo de Ajuda para as Artes Cênicas Ibero-americanas, lançou sua convocatória anual para receber projetos nas categorias de Criação em Residência, Coprodução de Espetáculos de Artes Cênicas e Programação de Festivais e Espaços Cênicos. Podem participar artistas dos seguintes países: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Chile, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, México, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal e Uruguai.

Saiba mais aqui.

III Prêmio Ibermúsicas de Composição de Obra Coral

(Inscrições até 01/12/2020)

Também destinada aos compositores, essa outra chamada do Ibermúsicas selecionará uma obra inédita, escrita para coro misto.  O autor da obra vencedora será contemplada com um prêmio de oito mil dólares norte-americanos. 

Saiba mais aqui.

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Cia. de Dança do Sesc Petrolina comemora aniversário com série de lives

| Espetáculo 'Fuá na Casa de Zé Mané marcou a história da companhia | Foto: acervo da companhia |

Encontros online no projeto 'Live 5x5 - Vinte e Cinco Histórias Dançantes' celebram a trajetória de 25 anos da Cia. de Dança do Sesc Petrolina, comemorado em 2020. A série de lives acontecem já começou e segue até o dia 08, sempre às 18h30 no canal do YouTube do Sesc Pernambuco.

A companhia é a grande responsável pelo início das experimentações em Dança contemporânea na região, formando bailarinos entre as centenas de pessoas que passaram por suas aulas.  Cada dia do projeto, reúne cinco desses "personagens" de forma remota para falar sobre suas experiências, sejam eles do elenco atual ou das primeiras formações.

| Ex bailarinos da companhia iniciaram o projeto | Foto: reprodução |

Muitos dos bailarinos que passaram pela "Cia. do Sesc", como é carinhosamente chamada, seguiu carreira na Dança, como Kleber Candido, que participou da primeira noite de transmissão, ontem (04). O artista que começou em Petrolina-PE fazendo as aulas do Sesc, já integrou grupos em Recife-PE, Portugal, Japão e Canadá. "Foi lá onde eu comecei a ter o conhecimento da Dança. (...) Quando eu entrei no grupo, me veio esse desejo de poder viver da Dança, eu posso sobreviver da Dança, e é o que eu faço até hoje dançando. Tenho várias memórias e histórias lindas com cada um que está aqui", disse Candido. Também participaram Gracy Marcus, umas das primeiras bailarinas, Paulo de Melo, Thianny Martins e Leidy Costa, que fez a mediação.

Quem assistiu a primeira live ficou sabendo um pouco como começou a história da Dança de forma profissional aqui na região. Umas das figuras mais lembradas, com muito saudosismo, foi Ailton Marcus, bailarino que foi inspiração para muitos e faleceu em 2009. Emocionada, "Gracinha" lembra que foram muitos momentos bons ao lado de Ailton, inclusive o nome artístico em homenagem ao amigo com quem começou a dançar. "Ailton além de um excelente bailarino era um amigo, era um parceiro para toda hora. Sempre ajudando Jailson nas coreografias, sempre dando opiniões e sempre ajudando os bailarinos. Então, ele para mim é insubstituível, vai ficar sempre na minha memória", falou interrompida pelas lágrimas. 

A live de hoje (05) será com os artistas Djma D’Arc, João Rafael Neto, Ítalo Zazu e Leila Santos, contando com mediação de Thom Galiano. Na quinta (06), André Vitor Brandão conversa com  os bailarinos Carol Andrade, Mel Nascimento, Cristiano Santana e Osvaldo Júnior. A sexta (07) será com Clara Ísis e as participações de Julia Gondim, Cleybson Lima, Rafaedna Brito e Rafael Sisant. Encerrando no sábado (08), os bailarinos Alexandre Santos, Pedro Lacerda, Eliza Oliver, Alan Gerard e Tássio Tavares.

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A atriz e artista visual fala sobre a publicação e adianta que o processo da peça foi retomado

| A atriz com uma de suas criações | Foto: Robério Brasileiro |

"Mitos, Ritos e Tipos no Processo de Criação em Máscara" esse é o título do livro lançado pela atriz Cristiane Crispim, resultado de sua pesquisa final no curso de Artes Visuais pela Univasf. No livro, ela discute a máscara como processo criativo, traçando um levantamento histórico e também teórico-prático.

Essa pesquisa une sua formação teatral às acadêmicas em Literatura e Artes Visuais, já que surge a partir de um processo de criação de espetáculo da Cia. Biruta, da qual a artista é co-fundadora. A companhia estava adaptando a obra "A Hora da Estrela" de Clarice Lispector para os palcos e realizando estudos para produção de máscaras nesse projeto, que "ainda" nem chegou a estrear, mas rendeu a pesquisa que Cristiane levou adiante individualmente.

O livro foi publicado pela Editora CRV e pode ser adiquidido através do perfil @ciabiruta, no Instagram, por R$ 30.

Saiba mais sobre a pesquisa e publicação em uma breve entrevista com a artista

| Cristiane Crispim pesquisou máscaras em seu processo de atriz | Foto: Leonardo Carvalho |

Primeiro, como começa o seu interesse pelas máscaras? Foi algo da atriz?

Sim, é pelo teatro. Primeiramente como uma linguagem que exige do corpo de atriz uma consciência e um autopercepção ampla. A máscara tem um caráter pedagógico nesse sentido e contribui muito para formação de uma consciência corporal que dilata o corpo em cena. Mas, a pesquisa visual da máscara surge da necessidade de fazer convergir o meu trabalho no Teatro com a formação em Artes Visuais. Estava iniciando processo de montagem do espetáculo baseado no romance A Hora da Estrela no grupo, ao mesmo tempo que tinha que definir um trabalho de conclusão de curso de Licenciatura em Artes Visuais na Univasf, e a máscara foi um elemento de confluência, onde eu poderia agregar uma pesquisa teórica e prática nas artes visuais, com minha pesquisas e minhas práticas no fazer teatral. 

Achei super interessante saber que a pesquisa da máscara surgiu em um processo (ainda) não concluído de Teatro. Como foi esse processo inicial e depois seu desligamento para o estudo mais acadêmico? E a peça, ainda é um plano?

Iniciamos o processo com a ideia de levar a adaptação da Hora da Estrela para o palco e definimos a máscara como elemento fundamental da encenação, e por conta da inserção no curso se artes visuais e da minha predileção por modelagem, fui incumbida de confeccionar as máscaras para o processo e, como eu disse, resolvi fazer disso o meu processo de pesquisa na academia. A montagem não seguiu por desfalque no elenco, mas a pesquisa com a máscara tinha uma certa autonomia e segui com ela para conclusão do meu curso, ao fim realizei uma exposição das máscaras e do memorial do processo. A montagem sempre ficou como um projeto possível de ser retomado, mas com o lançamento do livro o desejo de concretizá-la e ver o potencial das máscaras em cena se tornou mais forte e decidimos retomar o processo criativo pra montagem. Resultado, já reconfiguramos o elenco, serei eu e um outro ator convidado em cena, inclusive, já iniciamos os encontros online, tudo muito devagar e sabendo que no meio da pandemia não temos previsão de uma  voltar a uma rotina presencial e  mais intensa, nem de quando poderemos estrear, mas estamos caminhando.

Esse livro é a concretização de um aprofundamento em várias linguagens, apresentado na conclusão do curso de Artes Visuais, mas com base na Literatura e um ponta pé do Teatro. Como foi poder trabalhar a integração dessas atuações?

A partir da máscara  investiguei processos de deslocamentos intersemióticos entre essas linguagens,  pois elas não só dialogam entre si no sentido de em todas elas a máscara ser um recurso estético potente, mas contribuem uma para o processo criativo da outra agregando a cada "tradução", novos procedimentos e efeitos, muito próprios de cada uma. É um processo muito rico que aprofunda e amplia o conhecimento sobre a máscaras num entrelaçamento entre seus aspectos históricos, antropológicos, culturais e artísticos, o que contribui para compreender melhor e poder fazer uso dos seus efeitos tanto plástico e como cênicos. Essa integração também se relaciona, sobretudo, com minha trajetória de formação dentro e fora da academia, fiz uma primeira graduação em Letras, escolhi fazer Teatro e busquei formação em artes, tendo como opção na região as Artes Visuais. Cada caminho que se escolhe lhe trás coisas ímpares, mas gosto muito dessa pluralidade e da riqueza dessas convergências.

Vejo como importante o ato da publicação do livro para que a pesquisa saia da academia. Como foi produzir e lançar o livro?

Foi bem significativo, sobretudo porque tem possibilitado novos diálogos com o fazer teatral. A partir dele já estabelecemos pontes com diversos grupos e artistas do país que se mostraram interessados na troca, sabe. Considero importante a publicação também por trazer como tema um processo criativo de um grupo local. Muitas vezes quando pensamos em uma montagem de teatro, se pensa esse trabalho ligado a relação com os ensaios e a produção para que tudo fique pronto no palco, e às vezes não dimensiona imediatamente quantos conhecimentos e saberes diversos ali são articulados, e não só, são também produzidos e que dizem respeito a muito mais coisas que a gente consegue ver em cena. É a poética de uma artista e de seu grupo que está ali e que é muito particular de uma vivência e que justamente por isso, contribui para formar uma multiplicidade de saberes. E, assim, a gente também registra  uma memória desses processos na nossa região. 

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Estão disponíveis mais de 170 vagas para formações em Audiovisual, Artes Cênicas, Artes Visuais e Literatura

| O Poste Soluções Luminosas ministra oficina de Teatro Antropológico | Foto: arquivo do grupo |

A maior disponibilidade de tempo em casa pode ser aproveitada pelos artistas para se capacitar em suas áreas ou experimentar novas linguagens. O Sesc PE está oferecendo formações online para Audiovisual, Artes Cênicas, Artes Visuais e Literatura. Ao todo são 170 vagas, distribuídas entre 10 oficinas e cursos. 

Como as aulas, as inscrições também são feitas online, no site da instituição. O valor para cada uma delas é de R$ 30 para o público geral e R$ 15 para comerciários e dependentes, professores e pessoas com mais de 60 anos. No site, também é possível saber mais sobre a programação do #CulturaEmRedeSescPE que oferece diversas atividades online selecionadas pela chamada pública que o Sesc realizou.

Detalhes sobre as oficinas:

Artes cênicas

“Um mergulho no Teatro Antropológico”, de 13/08 a 28/08

Conteúdo: ministrada pelo O Poste Soluções Luminosas, tem como objetivo inserir o participante no universo teatral, utilizando sua presença física e mental em estado de representação artística, buscando desenvolver técnicas e vivências para os atores/intérpretes dentro de uma dimensão transcultural, que é a relação de transformações ocorridas na junção de duas ou mais culturas distintas. A atividade oferece uma possibilidade de crescimento e conhecimento corporal, vocal, cultural e social e vai abordar o método de improvisação e interpretação onde o teatro físico e antropológico guiarão as ações nas aulas. São 15 vagas.

“Meu Pequeno Mundo”, de 24 a 29 de agosto

Conteúdo: ministrada pelo ator, contador e produtor Joesile Cordeiro, tem como objetivo fomentar, difundir e multiplicar o Teatro Lambe-Lambe para mostrar uma forma alternativa de fazer teatro principalmente em tempos de isolamento social, de forma simples e econômica. São 15 vagas.

“Oficina de Crítica Teatral”, de 18/08 a 03/09

Conteúdo: realizada pela pesquisadora e crítica cultural Lorenna Rocha e pelo professor e doutor em Arte Cênica Rodrigo Dourado, objetiva historicizar a atividade da produção crítica em Pernambuco e no Brasil, debater sobre crítica e artes cênicas na contemporaneidade, abarcando também as obras desenvolvidas no período pandêmico e as especulações do campo artístico para um mundo pós-pandemia. A atividade busca estimular a produção de textos críticos por meio de atividades guiadas pelos docentes, como forma de ampliação dos olhares para/sobre a cena teatral contemporânea. São 20 vagas.

Artes Visuais

“Oficina de VJ/Imagens em improviso”, com Gabriel Furtado, dia 03/08

Conteúdo: a atividade se propõe a oferecer uma apresentação às ferramentas e processos utilizados na criação artística estruturada a partir da manipulação de imagens em tempo real.

“A arte urbana brasileira como registro de memória”, com Geórgia Ramine, dia 10/08

Conteúdo: a arte urbana pode assumir um papel expressivo na conjuntura social, como objeto informativo, capaz de interferir na produção de conhecimento dos indivíduos e na construção de memória social. 

“Lab.Foto: Produção e Gestão de Projetos Culturais em Fotografia Contemporânea”, com Rennan Peixe, dia 17/08

Conteúdo: formação para agentes culturais na gestão e planejamento de projetos culturais em Artes Visuais, com recorte em fotografia, potencializando a cadeia produtiva de Pernambuco e a difusão do conhecimento de forma virtual. 

Literatura

“Poesia sonora”, de 10 a 14/08, com David Birigui 

Conteúdo: objetiva a produção e gravação de textos poéticos com a inserção de elementos musicais e sonoros utilizando telefones celulares para captação de áudio e softwares livres para mixagem. A formação se divide em produção poética, Captação de Áudio e Mixagem e a criação de um álbum de poemas sonoros que será disponibilizado na internet com a obra de cada participante. São 30 vagas.

“Oficina de Cordel, Embolada, Glosa e Rap”, de 24 a 28/08, com Clécio Rimas

Conteúdo: A ideia é possibilitar o conhecimento e a elaboração de estrofes nos diversos tipos de métrica  e rima (quadras, sextilhas, septilhas, oitavas e décimas), técnicas para criação de glosas, declamação e elaboração de poemas individuais e coletivos, assim como interpretação poética, conhecimento, relações, elaboração e aprimoramento de letras de rap. São 30 vagas.

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Vídeo produzido em distanciamento social está disponível no Youtube

| Artistas gravaram de suas casas | Foto: reprodução |
Enquanto os encontros presenciais para tocar juntos não são possíveis, os artistas encontram novas formas de produzir. Os músicos Andrezza Santos, Maurício Pizarro e Silas França romperam as limitações impostas pelos mais de cinco mil quilômetros que separam Juazeiro-Ba do Chile, gravando uma versão da música 'Um Dia de Domingo', cada um de sua casa através da internet.

Esse encontro virtual conecta a potente voz de Andrezza e a sanfona de Silas de Juazeiro-BA com o contrabaixo acústico de Maurício lá no Chile, formando um emocionante som. O resultado dessa parceria pode ser acessado no canal oficial da cantora no Youtube. O vídeo faz parte do projeto #ConectaSessions, em que ela grava parcerias com outros artistas.

A cantora explica que a escolha da música surgiu como proposta do chileno por ser muito ouvida no país dele e que ela resolveu adicionar elementos da nossa Cultura nordestina com o Xote. “Como moro no nordeste, quis fazer alusão a esse ritmo que é ‘uma das diversas caras’ dessa região. Chamei Silas para fazer parte do projeto, pois ele já possui uma pesquisa de adaptação da música brasileira, e de diversas outras culturas, para a sanfona. Essa conexão Bahia-Chile foi uma experiência incrível pois além da troca de aprendizados, mostrou que não há limites para a arte”, explica Andrezza Santos.

Nesse período em que estamos tão distantes fisicamente uns dos outros, ver esses projetos alimentam a alma. Não há como não se emocionar com essa canção e nesse momento é muito difícil escutar alguém dizer que é preciso "te encontrar de qualquer jeito". Então, "faz de conta que ainda é cedo" e escuta essas e outras músicas interpretadas por Andrezza Santos em seu canal do Youtube. "Deixa falar a voz do coração".

Dá play no vídeo ↴


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O eBook com uma coletânea de contos pode ser adquirido online

| Emanuel Lucas traz suas "escrevivências" de homem negro |

Quais histórias carrega a pele de um homem negro? Emanuel Lucas, educador, lançou recentemente um eBook com uma coletânea de contos que refletem sobre a vida de um jovem negro que encontra na educação um lugar de resistência. 'Contos Negros Marginais' está disponível para compra online (neste site) e integra o universo de ações do Afropolita.

Os recursos resultantes das vendas serão aplicados parte para a manutenção do próprio autor, mais que justo, e também investido na produção cultural do grupo de rap RSO MC's, jovens negros que movimentam a cena Hip-Hop em Remanso-BA, cidade natal de Emanuel. Essa é mais uma produção independente da cena literária do Vale do São Francisco, onde os autores precisam criar estratégias diante das dificuldades do mercado editorial. Em uma breve entrevista, o autor fala sobre o processo de construção da obra e seu papel de educador.

- Só pela descrição, já dá para saber o quanto o livro também é pessoal, partindo da experiência de quem vivenciou tudo na pele. O que você traz de seu na escrita do livro?

- Acredito que a escrita de qualquer pessoa negra sinaliza para um retrato da realidade que se vive. É o que Conceição Evaristo chama de escrevivências. Trago em minha escrita o Emanuel Lucas, que com todas as dificuldades imputadas às pessoas negras e não-brancas, conseguiu acesso à educação, moradia, acolhimento familiar e acessos à universidade e dispositivos construtores da política estatal. Este livro é marcado pela trajetória que faço na educação básica nas diversas modalidades de ensino e de forma precarizada. Apresenta também as diversas expressões de um corpo negro atravessado pelo racismo estrutural que é permeado e disseminado na sociedade através do racismo institucional sob a ótica da representatividade sem representação. Traz também a presença da minha essência enquanto ser humano e um convite para meu Povo ao caminho da compreensão e emancipação da nossa subjetividade, que é nossa consciência. Bem como um convite à autonomia da nossa Comunidade pautada a partir de Nós, das nossas formas de desenvolvimento e Cultura.

- A produção é feita de forma independente. Como você tem conseguido produzir? Como foi possível lançar esse e-book?

- É importante destacar que a produção é feita de forma independente, pois seria incoerente da minha parte falar de algo que não pratico. E claro, como a brancura, o mercado editorial é branco, elitista e dominante. Eu não sou a única pessoa negra que escreve de forma independente. Tem várias aí que vivem da forma que dá e até escrevem suas próprias coisas manuais para vender e manter sua sobrevivência. Acontece que a grande dificuldade da população negra é a falta de acesso à tecnologia, recursos e estruturas para alavancar os processos de organização e autonomia, propositalmente para nos escantear e marginalizar. Há um tempo estava sem computador e celular, e enquanto isso eu havia estudado muito, lido bastante sobre diversas fontes, de Ancestrais Antigos aos Ancestrais mais recentes do nosso tempo. Esse corre é um convite, inclusive. Consegui desaguar tudo isso nesse período de quarentena somente depois de um processo de reforma íntima, que me permitiu organização financeira individual e coletiva para então possibilitar o desenvolvimento dessa e de outras ações. O lançamento desse e-book e das diversas ações que empreitamos cotidianamente são possíveis a partir de toda manifestação Ancestral e através de qualquer pessoa neste país que me permite aprender a ler, aprender a escrever e aprender a falar. É possível através da coragem emanada a partir da captação de recursos e financiamento coletivo arrecadado na rede Afropolita.

- Voce também atua como educador e o projeto está com parte da renda revertida para uma ação cultural na sua cidade natal. Quais as possibilidades que você tem encontrado para debater esses temas com jovens negros?

- As possibilidades de diálogo com a juventude negra faz parte do meu cotidiano por eu ser de quebrada e já ter morado em algumas outras quebradas em minhas andanças. E mesmo morando algumas poucas vezes nos centros de algumas cidades, a periferia nunca saiu de mim pois em todas as situações eu era/sou a periferia no centro. Enfim! Mas os diálogos são possíveis a partir do cuidado em "eaê irmão, tá tudo certo aí com tu e a família? A feita, a alimentação tá ok? Tá precisando de um salve?", "Ou quando Dona Terezinha chama a gente pra ir na casa dela onde funciona um bar para ajudar recarregar o freezer pois ela está com dor nas costas" ou “quando Seu Juão da esquina pede pra gente ler a bula do remédio de pressão e falar mal do Bolsonaro, do Lula, do FHC e do prefeito Zezin." É a política do cuidado e do afeto em vez da política do julgamento que só contribui pro genocídio e a necropolítica que extermina nossas crianças e jovens e destrói nossas famílias. As possibilidades do diálogo se dão a partir do giro de informações que a gente troca através do movimento Hip Hop que está parado por conta do isolamento social e das estratégias que estamos elaborando para a manutenção desses jovens que movimentam a cena do rap, mas precisam alimentar suas famílias em casa. Neste sentido, o Afropolita é parceiro da RSO MC's, um grupo de jovens negros que movimentam e alimentam a cidade há mais de sete anos com Cultura, Arte e Educação.


Adquira o livro aqui!

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Felipe Wander fala sobre a história da banda e algumas de suas histórias

| Felipe Wander em show da Sanitário Sexy | Foto: Arquivo do grupo |

Um power trio (agora quarteto) de nordestinos arretados, é assim que a Banda Sanitário Sexy se define. De nome mais que curioso, o som dessa turma já fez muito rock no Vale do São Francisco (Juazeiro-BA/Petrolina-PE).

No Dia do Rock (13/07) gravamos esse 'Papo com...' Felipe wander, integrante do grupo. Ele conta um pouco sobre como surgiu a banda, o que estão fazendo nesse período de pandemia e algumas histórias das estradas que eles percorreram.

Lembro bem dos shows que fui da Sanitário Sexy no projeto 'A Praça Convida' de Juazeiro-BA, que faz tanta falta no cenário cultural da região. O papo fluiu muito bem, acho que banda de rock tem esse jeito bom de levar a vida que até os problemas citados caem na graça.

Confira o videocast:



Ver essa foto no Instagram

No Dia do Rock (13/07) gravamos esse papo com uma das bandas que vem movimentando o cenário cultural do Vale do São Francisco, a @sanitariosexxy . Essa entrevista com @felipe__wander conta um pouco sobre como surgiu a banda, o que estão fazendo nesse período de pandemia e algumas histórias das estradas que eles percorreram. #diadorock #rock #bandas #música #bandaindependente #valedosaofrancisco
Uma publicação compartilhada por Culturama (@portalculturama) em 13 de Jul, 2020 às 5:14 PDT
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Sesc Petrolina realiza o projeto Live Dançar

| Marcos Aurélio apresenta 'Frevo na Rede' |

Quem está com saudade de assistir espetáculos de Dança tem programação garantida em todos os sábados de julho. O Sesc Petrolina está realizando o projeto Live Dançar, transmitindo performances de bailarinos pelo Instagram. Todos os sábados, sempre às 17h, há uma dança e uma conversa logo após.

Hoje (11/07), será apresentada a performance 'Freve na Rede'. O bailarino Marcos Aurélio dança ao som da guitarra baiana de Moraes Moreira, trazendo passos do frevo na rede de dormir de sua casa. Logo após, será realizado uma conversa com mediação do bailarino convidado Jefferson Figueiredo. A transmissão será pelos perfis de instagram @marcosbalancarte e @jefferson_figueiredo.

A primeira foi com Alan Barbosa e André Vitor Brandão, no dia 04/07. A 'Fabulações Cotidianas' e o bate-papo com a bailarina convidada Flávia Pinheiro ficaram disponíveis no IGTV.

A programação continua no dia 18/07 com “Revoada”, de Julia Gondim, com direção e filmagem de PollyanaMattana e mediação de Ana Paula Maich. Será transmitida pelos instagrans @gondimjulia e @anapaulamaich. Já no dia 25/07, encerrando a mostra, Fernando Barros apresenta 'Tá ok?', refletindo sobre o novo normal. O público poderá conferir a transmissão nos instagrans de @fernanduh.b e @_paulodemelo.
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Um festival virtual e duas lives de bandas marcam o sábado com Rock

 | Banda Sanitário Sexy no clipe 'A Saudade é uma Cela' | Foto: @voogc |

Segunda será o Dia Mundial do Rock, mas as comemorações no Vale do São Francisco começam já neste sábado (11). Curiosamente, o dia 13 de Julho foi escolhido por conta de um festival chamado Live Aid, organizado por Bob Geldof em 1985, que acontecia simultaneamente em duas cidades e transmitido pra o mundo. Essa característica de transmissão se repete em 2020 por conta da pandemia do novo coronavírus, já que as bandas farão shows online para celebrar a data.

O sábado começa com um festival virtual do Moto Chico, projeto que chega a sua 21ª edição, pela primeira vez apenas na internet. A "life" solidária, como eles batizaram, começa às 16h e será transmitida pelo Youtube. A programação conta com as atrações Estrada Norte, MPA, OuTrio e Munduri. Mais detalhes no Instagram do Moto Chico.

A banda Sanitário Sexy também tem live, será às 19h com transmissões pelo canal do Youtube e em seu perfil no Instagram. O grupo que toca Rock Latino está na programação #TudoemcasaFecomércio, promovida pelo Sesc CE.

No mesmo dia, o grupo Dubaia começa sua live às 20h. Eles prometem um "tratamento de xoterock" na boa mistura que fazem que vai do Baião ao Rock. Haverá música, bate papo e ações de solidariedade. A transmissão é pelo canal do Youtube. As doações são destinadas para a Casa Sementes do Amanhã, ONG que acolhe crianças em situação de vulnerabilidade social em Petrolina.

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