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Culturama

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 Nova montagem de texto de Thom Galiano e Brisa Rodrigues é realizada pela Pipa Produções

| Foto: Fernando Pereira |

A história da Rapunzel, menina trancada dentro de uma torre, ganhou uma nova montagem em Petrolina (PE). A montagem da Pipa Produções com direção de Thom Galiano traz outros elementos à história para falar sobre meio ambiente para crianças, como a falta d’água e acúmulo de lixo. Ambientada em um futuro não tão distante, a peça traz uma personagem que compra muito através da internet e uma mãe que privatiza a única fonte de água limpa para enriquecer.

“Esse texto foi criado em 2012, à quatro mãos, por mim e Brisa Rodrigues. É um trabalho que, infelizmente, passou a fazer ainda mais sentido com o tempo, pelas questões ambientais urgentes. Então, acredito que fazer essa peça, é para tocar em assuntos complexos, como o consumo e a  produção de lixo, com as crianças a partir de um clássico”, explica o diretor Thom Galiano.

| Foto: Fernando Pereira |

Em sua temporada de estreia, realizada semana passada no CEU das Águas, mais de 200 crianças de escolas públicas assistiram a obra. Em todas, os pequenos espectadores puderam interagir com o elenco, formado por Natália Agla e Adriano Alves, em bate-papos com mediação cultural. Houve também sessão acessível em Libras, em que pessoas surdas acompanharam a história com tradução de Rita Silva e Dirceu Rodrigo.

“Apresentar para as crianças da rede pública foi emocionante, principalmente por possibilitar que o teatro chegasse até elas. Ao mesmo tempo, essa temporada foi muito emocionante por ver as crianças interagindo com o espetáculo, reagindo, perguntando e trazendo suas próprias realidades para dentro daquela experiência”, diz a atriz Natália Agla.

O projeto conta com o apoio da Prefeitura de Petrolina, através da Secretaria Municipal de Educação, e incentivo do Governo de Pernambuco, através do Edital Funcultura Geral da Fundarpe e Secretaria de Cultura.




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 Grupos realizam apresentações em espaços abertos e gratuitos

| Foto: ACCARDI |


Jesus de Nazaré - ACCARDI de Itamotinga


O maior espetáculo ao ar livre do Vale do São Francisco e da Bahia, o espetáculo Sacro 'Jesus de Nazaré' promete tocar corações e levar o público a uma profunda experiência de fé, reflexão e emoção. Nos dias 02 e 03 de abril, às 20h, o distrito de Itamotinga, em Juazeiro (BA), se transforma em um grande palco para contar a história que mudou a humanidade: a missão de Jesus Cristo.



A Crucificação - Guterima


O espetáculo 'A Crucificação' do Grupo de Teatro Imaginativo, Guterima, é uma celebração tradicional de Petrolina (PE). A crucificação e ressureição de Jesus Cristo é retratada em uma produção com elenco de 150 pessoas e 48 cenas em nove cenários. Dias 02 e 03 de Abril, às 20h, na Concha acústica de Petrolina.



Jesus de Nazaré - Companhia Imaginarte


A Companhia de Teatro Imaginarte apresenta o espetáculo ‘Jesus de Nazaré - Uma História de Amor’ neste sábado (4), às 20 horas, no Pátio de Eventos do bairro José e Maria em Petrolina (PE). 



Crucificação - Juc do N9


A apresentação da peça da ‘Crucificação’ é uma realização do Grupo Jovens Unidos com Cristo uma encenação que retrata amor, fé e esperança. A apresentação será nesta quinta-feira (2), às 19h, no Projeto Senador Nilo Coelho - Núcleo 9.






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 Celebramos a trajetória de 20 anos de cena do grupo teatro do Vale do São Francisco

| Trup Errante em cena de Palavras Andantes | Foto: Lizandra Martins |


Fazem 20 anos desde que as cortinas se abriram para a estreia da Trup Errante. Ao longo das duas décadas de trabalho, foram também 20 espetáculos produzidos, muitos autorais e com uma estética que valoriza o próprio teatro como mote. 

Nós visitamos a sede do grupo e reunimos depoimentos dos seus atuais integrantes, que continuam a tocar esse barco de histórias. Agora, você é o convidado para viajar com eles.


➡️ Confira a publicação completa no Portal Culturama, link da bio!

✍️ @marii_gaudencio @adriano.alves
📷 divulgação

❣️ Portal Culturama:
Este projeto foi contemplado nos Editais da Paulo Gustavo Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. Paulo Gustavo Bahia (PGBA) foi criada para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, visando cumprir a Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022.



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 Confira nossas dicas

| Foto: Agência Multiciência |

No Dia Mundial do Teatro - Bora de programação cultural para animar o final de semana? Estamos cheio de dicas! 😍

Na nossa agenda cultural do Vale do São Francisco, você sabe o que teremos de teatro, música, cinema, artes visuais e muito mais!!!
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🥰 Compartilhe pros amigos que vão pegar esse rolê com você!!!

✍️ @adriano.alves
📷 reprodução

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Teatrólogo, poeta e gestor cultural de Juazeiro construiu uma obra marcada pela identidade ribeirinha e segue influenciando cenas

| Foto: arquivo pessoal |

por Eduarda Silva

Natural de Juazeiro (BA), Wellington Monteclaro (1968–2015) construiu uma trajetória multifacetada. Teatrólogo, poeta, carnavalesco e artista plástico, ele se tornou uma figura central da cena cultural do Vale do São Francisco ao traduzir em arte uma identidade atravessada pelas raízes afro-indígenas, pela vivência periférica e pela afirmação de sua homossexualidade. 

Registrado como Wellington Coelho, ele foi o quinto e último filho de Dona Dalva Coelho, e foi criado em Juazeiro, cidade que descrevia como seu lugar de maior afeição. Sua jornada se iniciou, a partir da observação atenta do cotidiano ribeirinho e dos ritos locais, elementos que mais tarde definiriam sua assinatura artística.

Sob o olhar da mãe e maior incentivadora, o menino já demonstrava uma determinação que ela define como um “brilho nas ações”. Wellington encontrou no seio familiar o espaço para que sua curiosidade e determinação começassem a moldar o artista que viria a ser.

| Foto: arquivo pessoal |

A gênese do ‘artista total’


O contato inicial de Wellington com a pintura ocorreu de forma autodidata, ainda na juventude. Ele utilizava as artes plásticas para materializar sua visão sobre o território e as figuras de Juazeiro. Essa habilidade técnica com as cores e formas serviu de base para sua futura atuação como cenógrafo e figurinista, permitindo que ele concebesse a estética visual de seus espetáculos como uma extensão do corpo do ator.

O ingresso no teatro aconteceu durante sua formação acadêmica. Embora tenha cursado pedagogia na Universidade do Estado da Bahia (Uneb), foi nas oficinas de artes cênicas que ele encontrou sua principal via de expressão. Nesse cenário, em 1994, o método de Wellington cruzou o caminho de Maísa Lins, então uma jovem aluna de suas oficinas e hoje professora, doutora e pesquisadora que resgata a memória do mestre.

Seus primeiros trabalhos no início dos anos 1990, como a peça “A Coroa de Orquídeas”, de Nelson Rodrigues, e o texto autoral “Não Quero Esquilos”, já demonstravam sua capacidade de liderança e seu rigor técnico na direção de atores. Segundo a pesquisadora, “ele era muito dedicado, muito disciplinado e muito exigente”. 

Wellington não aceitava o amadorismo e acreditava piamente na profissionalização do artista no interior, lutando contra a ideia de que a arte feita fora dos grandes centros deveria ser menor. Mas, ele não se limitava a atuar, se interessava pela engrenagem completa do espetáculo, trabalhava com materiais rústicos como  juta, palha e barro, e os transformava em figurinos e máscaras. 

Wellington assinava a encenação, a dramaturgia e as visualidades, como se viu na estreia de “Supra-Anjos”, em 1998. O diretor Thom Galiano, que assistiu à montagem ainda adolescente, destaca que a obra possuía uma assinatura provocativa que soava à frente do seu tempo. Essa busca pela perfeição fez dele um “artista total”.

| Foto: arquivo pessoal |

Para além dos centros


Além dos palcos, Wellington ocupou espaços estratégicos na gestão pública como gerente de cultura de Juazeiro e manteve uma presença ativa na Casa do Artesão. Ele defendia a ocupação de espaços periféricos, acreditando que a arte não deveria se restringir aos centros institucionais, mas habitar onde a vida acontecia. 

Essa visão política era sustentada por uma organização técnica, materializada no projeto “Alto da Liberdade”. O documento, que reúne detalhamentos de cenários, figurinos e planilhas orçamentárias, revela sua preocupação em garantir não apenas a viabilidade da cena, mas a preservação da memória de cada produção cultural.

| Foto: arquivo pessoal |

Canção póstuma para o Nego D’água


A maturidade artística de Wellington Monteclaro encontrou na literatura uma forma de registrar sua percepção sobre o território ribeirinho. Sua obra-prima, o livro de poesias “Canção de Ninar Nego d’Água”, apresenta-se como um mergulho que atravessa a superfície espelhada do Rio São Francisco para alcançar o que há de mais profundo na identidade local.

Sob a escrita de Wellington, o rio deixa de ser apenas geografia para se tornar uma entidade mística e política. Nele, a figura do Nego d’Água é despida do folclore meramente ilustrativo e revestida como um símbolo de resistência e proteção do território ribeirinho.

“É um livro muito revelador, muito intimista. Ele mergulha na alma de Juazeiro indo nos becos, nas lendas e no rio”, afirma Maísa Lins. Para ela, Wellington conseguia falar da realidade do Vale de uma maneira que qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, entenderia.

O processo de escrita e finalização do livro foi interrompido por sua partida de forma prematura, em junho de 2015. Wellington deixou seu livro pronto para a edição, mas não chegou a vê-lo impresso. O lançamento ocorreu apenas em janeiro de 2017.

Para Dona Dalva, a publicação foi o cumprimento de uma missão coletiva: garantir que o legado literário do artista fosse compartilhado com a cidade que ele amava.

Essa mesma devoção à memória se transformou em páginas escritas pela própria mãe. Em sua obra biográfica “Wellington Monteclaro: Um belo jardim”, ela resgata a cronologia do artista e a essência do filho que, desde cedo, manifestava a urgência do criar. O livro funciona como um diário afetivo que preserva as raízes de Wellington, servindo hoje como uma das principais fontes para conhecê-lo.

| Foto: arquivo pessoal |

Flores de um jardim eterno


Atualmente, o legado de Wellington Monteclaro é objeto de pesquisa e salvaguarda pela Uneb, através do projeto “Wellington Monteclaro: Vida e Obra”, coordenado por Maísa Lins. O trabalho envolve a higienização e digitalização de manuscritos, fotos e projetos inéditos que corriam o risco de se perder pelo desgaste do tempo. As monitoras Edna Barbosa, Andréa de Deus e Kauane Rainara trabalham para catalogar esses materiais e ampliar o acesso à obra do artista.

Paralelamente, na prática teatral, a Trup Errante mantém a obra em movimento com o espetáculo “Réquiem: Wellington Monteclaro Presente”, onde a poesia de Wellington é reencarnada em “corpo coletivo”. A montagem utiliza poesias e depoimentos deixados por ele para construir uma leitura dramatizada performática. 

O esforço acadêmico e artístico busca suprir a lacuna deixada pela irregularidade de políticas públicas, como o Festival de Teatro Wellington Monteclaro, criado pela Lei Municipal nº 2.663/2016, que tem sido sistematicamente ignorado pelas gestões, tendo sido realizado apenas duas vezes desde a sua criação.

Wellington Monteclaro permanece como uma presença vivida e insubstituível. Entre os papéis restaurados e os aplausos que ainda ecoam nos palcos do Vale, sua trajetória lembra-nos que a memória, assim como a arte, é uma forma de resistência.



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Coletivo Abordagem Teatral ocupa o Centro de Cultura João Gilberto nos dias 25 e 26 de março

| Arte de divulgação |

por Eduarda Silva

O teatro em Juazeiro retoma um de seus gêneros mais populares nesta semana. O espetáculo “O Anúncio”, do Coletivo Abordagem Teatral, estreia hoje no Centro de Cultura João Gilberto. Trazendo de volta a comédia de costumes, a peça estará em cartaz a partir das 20h nos dias 25 e 26 de março. 

O grupo, que trabalha com autores do Vale do São Francisco desde 2004, aposta no resgate da memória cultural da região. Para Elder Ferrari, criador e diretor do grupo, a peça é um elo com o sucesso do gênero em décadas passadas.

“O Anúncio” transforma o cotidiano em gargalhadas ao abordar como um simples anúncio de relacionamento vira fofoca, notícia distorcida e fake news. O enredo brinca com os meios de comunicação e traz elementos da identidade juazeirense, como a Praça do Boi e referências a Luiz Galvão, convidando o público a “ler as letras miúdas” da era digital.

“Nós somos de uma geração anterior que vimos a comédia de Juazeiro lotar teatros aqui durante os anos 90. A gente tem essas lembranças e a gente veio agora, nesse momento, trazer um pouco dessa comédia de costume que foi de sucesso nos anos 90 e no início dos anos 2000”.

Além do resgate do estilo, a montagem homenageia figuras que construíram a cena local. “Acho que é importante trazer a memória de Cláudio Damasceno, de Jorge Gargamel, de Wellington Monteclaro. E dizer que nós continuamos fazendo. Eles deixaram esse legado que é para a gente continuar e dar a Juazeiro tudo aquilo que o Juazeiro merece”.



A estreia ocorre estrategicamente durante a semana em que se celebra o Dia do Teatro (27 de março). Além da celebração artística, o momento levanta discussões sobre as políticas públicas para o setor no Vale do São Francisco.

Ferrari pontua que a política de territorialização de recursos ainda enfrenta obstáculos. “A gente vê que 80% dos projetos contemplados são da capital. Então o interior da Bahia não está sendo contemplado como deve”, observa o diretor, reforçando a necessidade de leis de incentivo municipais com recursos próprios para fortalecer os artistas da região.

“A gente vem fazendo um trabalho de resgate, de trazer o público novamente de volta para assistir os espetáculos locais [...] e trazer novamente para o costume da sociedade juazeirense ir ao teatro, que sempre foi”.




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Espetáculo do Coletivo Entre Rios e Sertões percorre residenciais da cidade e encerra temporada com apresentação aberta na Ilha do Massangano

| Foto: divulgação |

O espetáculo “Encantarias do Velho Chico”, do Coletivo Entre Rios e Sertões, chega ao  Residencial Parque São Gonçalo (14/03) e à Ilha do Massangano (15). A circulação do projeto leva a montagem às comunidades periféricas de Petrolina (PE) com o objetivo de ampliar o acesso ao teatro.

A peça apresenta uma narrativa inspirada no imaginário dos povos ribeirinhos do Rio São Francisco. A história acompanha Surubim, pescador e contador de causos que, em suas viagens, encontra o misterioso Fogo Corredor e outros seres encantados das águas, como o Compadre d’Água e a Serpente dos Olhos de Fogo.

Antes, o espetáculo passou pelo Residencial Brasil (20/02) e Residencial Nova Petrolina (24/02), em sessões voltadas principalmente aos moradores dessas comunidades. 



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 Programação gratuita é aberta ao público em vários locais 

| Foto: divulgação |

A Trup Errante, grupo teatral de Petrolina (PE), dará início, entre os dias 28 de fevereiro e 5 de março, às comemorações dos seus 20 anos de trajetória na arte, com o lançamento de um novo filme e a reestreia de espetáculo. A partir deste sábado (28), às 18h, será exibido no Espaço Cultural Janela 353 o curta-metragem Um Devaneio na Cabeça e um Abismo no Coração, com entrada gratuita. 

A obra também terá exibições no campus Juazeiro da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e no CEU das Águas ao longo da semana (ver quadro abaixo). Já nos dias 3 e 4 de março, às 14h e às 10h, respectivamente, as celebrações seguem com a temporada da peça Fabulosas histórias do Rio Opará, trabalho autoral que trata de questões ecológicas, educativas e culturais para o público infanto-juvenil, no CEU das Águas, com a presença de turmas de estudantes de escolas públicas.

Quinta edição da série Devaneios e dirigida por Thom Galiano e Adriel Marques, em Um Devaneio na Cabeça e um Abismo no Coração, a atriz Rafa Moraes - que integra a Trup Errante - reflete sobre a sua caminhada e diferentes fases da vida enquanto pessoa e profissional da arte que transita entre Pernambuco e Ceará; o sagrado, o profano e o cotidiano; o feminino e o masculino; o cinema e o teatro. 

O curta-metragem ajuda a contar a trajetória do grupo teatral, assim como o espetáculo Fabulosas histórias do Rio Opará, estreado originalmente em 2008 e que agora ganha este ano um novo olhar apurado sobre a crise climática e a importância da preservação da natureza. A narrativa conta as aventuras de uma menina que se chama Francisca, ou melhor Chiquinha, interpretada por Raphaela de Paula, que sempre sonhou com fabulosas histórias. Na margem do Rio Opará, ela se depara com o Nego d’água que lhe dá a missão de encontrar o Seu Monstro do Lixo Nicolau e Tal! Corajosa, então viaja pelo Rio no seu barquinho e encontra vários personagens do imaginário popular ribeirinho. 

Para o diretor da Trup Errante, Thom Galiano, os dois trabalhos têm um olhar forte para o que o grupo realizou durante o percurso. “Quando começamos nossas atividades em 2006, não tínhamos ideia de que chegaríamos até aqui. Ser grupo de teatro no interior do Brasil não é uma escolha; não é nada fácil. Mas ser grupo é o caminho para realizar, em cena, nossos desejos, ao mesmo tempo em que nos mantemos em estado constante de aprendizado. Somos uma família escolhida pelo teatro”, explica. As exibições de Um Devaneio na Cabeça e um Abismo no Coração serão gratuitas, assim como as sessões de Fabulosas histórias do Rio Opará, por sua vez destinadas, prioritariamente, às turmas de estudantes de escolas públicas de Petrolina, mas também abertas ao público geral, com entrega de ingressos 1h antes do início do espetáculo. 

Duas décadas de arte - A Trup Errante é um grupo de teatro nascido em 2006 no Vale do São Francisco e que transita pelo audiovisual e a literatura, valorizando dramaturgias insurgentes e personagens femininas. Com mais de 500 apresentações, percorreu cidades e festivais, conectando-se ao público com obras autorais e adaptações. Além dos palcos, o grupo atua na cena editorial e cinematográfica, promovendo livros, curtas e eventos culturais, com repertório que inclui textos próprios e releituras de clássicos, sempre explorando novas formas de narrativa. Junto às apresentações de Fabulosas histórias do Rio Opará e do lançamento de Um Devaneio na Cabeça e um Abismo no Coração, as celebrações do aniversário da Trup Errante contarão com atividades comemorativas ao longo de todo o ano.

Esse projeto foi contemplado nos Editais da Lei Paulo Gustavo Pernambuco, com apoio financeiro do Governo do Estado de Pernambuco e da Secretaria de Cultura do Estado, via Lei Paulo Gustavo do Ministério da Cultura – Governo Federal.

SERVIÇO:



Um Devaneio na Cabeça e um Abismo no Coração

28 de fevereiro (sábado)
Horário: 18h
Local: Espaço Cultural Janela 353 (Rua Antônio Santana Filho, nº 353, no Centro de Petrolina)
Gratuito

04 de março (terça-feira)
Horário: 19h
Local: Galpão de Artes Visuais da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Juazeiro
Gratuito

05 de março (quarta-feira)
Horário: 19h30
Local: CEU das Águas (R. do Tamarindo, bairro Rio Corrente, Petrolina)
Gratuito

Fabulosas histórias do Rio Opará

03 de março (segunda-feira)
Horário: 14h
Local: CEU das Águas (R. do Tamarindo, bairro Rio Corrente, Petrolina)
Gratuito

04 de março (terça-feira)
Horário: 10h
Local: CEU das Águas (R. do Tamarindo, bairro Rio Corrente, Petrolina)
Gratuito




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Além de sede do grupo, o espaço vai funcionar como um polo cultural multiuso

| Foto: divulgação |

informações da Ascom / Eneida Trindade

Um sonho que vem se tornando cada vez mais concreto. Essa é a sensação da Cia Biruta de Teatro ao ver erguida a primeira etapa da sede do grupo, no Projeto Senador Nilo Coelho (C1), zona rural de Petrolina (PE). O espaço vai funcionar como um polo cultural multiuso, com capacidade para 120 pessoas e destinado a oficinas, ensaios e apresentações artísticas.

Em fase final de construção da primeira parte do projeto, o grupo comemora o início da realização de um sonho coletivo. “A sede própria representa um marco cultural, transcendendo as necessidades do grupo para se tornar um equipamento público estratégico. Além da obra física, esse momento simboliza, para nós, a construção de um lugar de encontro, criação e permanência”, pontuou uma das fundadoras da Cia Biruta, Cristiane Crispim.


A proposta do grupo é descentralizar a gestão cultural, usando a criatividade como plataforma de diálogo com o semiárido. A sede está localizada em uma área carente de espaços culturais, próxima a outros Núcleos do Projeto Senador Nilo Coelho, como o N1, N2, N5 e N7. “Nossa ideia é estender o nosso raio de atuação nessa área e contribuir para ampliar a perspectiva dos jovens por meio da arte, fomentando a profissionalização cultural e fortalecendo o cenário local”, disse Antonio Veronaldo, também fundador da Biruta.

A primeira parte do projeto conta com incentivo da Secretaria Executiva de Cultura de Petrolina, por meio do Edital de Chamamento Público nº 07/2024, para Obras, Reformas e Aquisição de Bens Culturais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB). A iniciativa ainda conta com o apoio técnico voluntário da arquiteta Sandra Guimarães e do técnico Fernando Pereira.

Cia Biruta de Teatro


Fundada em 2008, a Cia Biruta atua ininterruptamente no sertão, com forte compromisso social. Desenvolve criação teatral e formação para jovens, mantendo há mais de uma década o Núcleo Biruta de Teatro. Desde 2015, ocupa o Cineteatro Massangano (CEU das Águas), promovendo acesso regular à cultura. Seus espetáculos dialogam com questões sociais brasileiras, baseados em pesquisa antropológica e culturas populares do São Francisco. No currículo do grupo, destaca-se ainda uma série de premiações e intercâmbios com grupos nacionais e internacionais, como o Odin Teatret (Dinamarca).


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Circuito de Arte Suburbana circulou por bairros do entorno do Quidé com apresentações itinerantes

| Foto: arquivo pessoal |

por Eduarda Silva

Entre setembro e novembro, escolas localizadas em bairros periféricos de Juazeiro (BA) receberam apresentações teatrais que não partiram de grupos culturais centralizados. O I Circuito de Arte Suburbana circulou por unidades de ensino do bairro Quidé e regiões próximas com um espetáculo produzido por estudantes do Colégio Estadual Professor Arthur Oliveira, a partir das atividades de um grupo de teatro formado no contraturno escolar.

A iniciativa surgiu no contexto do programa Educa Mais Bahia, mas ganhou outro alcance ao ser pensada para além do espaço da escola. “Eu fiquei me pensando por que não tornar isso público também, no sentido de sair do ambiente escolar”, afirma o educador e artista Rafael Neres, idealizador do projeto e morador do bairro Quidé.

O circuito teve como eixo o espetáculo “Rede Sem Peixe”, voltado para o público infantil e centrado em questões ambientais relacionadas ao Rio São Francisco. A montagem utiliza elementos do teatro de bonecos e da literatura de cordel como recursos narrativos e foi construída de forma colaborativa, com dramaturgia e direção assinadas por Neres e elenco formado por estudantes da própria escola.

As apresentações foram de forma itinerante em cinco escolas municipais localizadas nos bairros Quidé, Palmares I, Palmares II, Quidézinho e Pedra do Lorde. Todas as sessões foram realizadas dentro das próprias unidades de ensino, reforçando a proposta de levar o teatro aos territórios onde vivem as crianças e jovens atendidos pelo projeto.

A decisão de circular pelo bairro está ligada à trajetória do idealizador e à relação direta com o território. “Eu queria trazer isso de volta para a comunidade, fazer com que a comunidade fosse movimentada com arte e cultura e fazer com que os alunos fossem reconhecidos dentro do seu próprio espaço”, diz Rafael.

| Foto: divulgação |


Além das apresentações, o circuito estabeleceu parcerias com as escolas para a arrecadação de alimentos, que posteriormente foram distribuídos à comunidade em forma de cestas básicas. A ação integrou a circulação artística a uma dinâmica de mobilização local, articulada com os próprios espaços onde o projeto foi realizado.

Ao levar o teatro para dentro das escolas da periferia, o I Circuito de Arte Suburbana ampliou o acesso à linguagem teatral e deslocou o eixo de circulação cultural da cidade. “Muitas crianças tiveram contato com o teatro pela primeira vez. A gente pensou: por que não ir até eles e ocupar o espaço que já é deles?”, completa Rafael Neres.



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Trup Errante estreia espetáculo ‘Drummond, Confabulações Sertanejas’ em Petrolina (PE)

| José Lírio em cena | Foto: Lizandra Martins/divulgação |

por Adriano Alves com informações de Mayane Santos

O ator José Lírio, da Trup Errante, fez do Espaço Janela 353 o palco de estreia do seu primeiro monólogo. “Drummond, Confabulações Sertanejas” chegou ao público na última segunda-feira (1) e segue em temporada até o próximo dia 12. 

“Foi uma estreia muito significativa, eu não esperava tanto. Claro que toda estreia cria uma certa tensão, porque é quando você sai da sala de ensaio. Tudo aconteceu muito mágico e isso é fruto de muito trabalho”, afirma o ator.

A primeira noite contou com a presença de amigos, como Elisabeth Moreira, que fez parte do Clube Drummondiano de Poesia, grupo surgido no sertão nordestino em 1977 e que inspirou a criação. 

| José Lírio e Elisabeth Moreira | Foto: Lizandra Martins/divulgação |

A peça, com texto assinado pelo jornalista Luis Osete, entrelaça memória, ficção e poesia. A inspiração está na obra do consagrado poeta Carlos Drummond de Andrade e em episódios reais da história literária do Vale do São Francisco, além de experiências do ator. A encenação é de Thom Galiano, direção de Arte de Diego Ravelly e trilha sonora original composta pelo músico Moésio Belfort.

José Lírio diz desejar que o espetáculo “chegue principalmente aos jovens estudantes”. “Isso é muito importante, porque eu acho que isso completa uma parte do trabalho, que é justamente apresentar Drummond para esse público jovem”. As apresentações contam com ingressos gratuitos destinados a estudantes de escolas públicas, que podem fazer a retirada na bilheteria do espaço.

| Casa cheia em dia de estreia da Trup Errante | Foto: Lizandra Martins/divulgação |

Como estamos prestes a iniciar um novo ano, o ator que coloca em cena seu trabalho solo, lança expectativas para a continuidade de apresentações em breve. “Que a gente volte novamente com o trabalho e circule pelas escolas, circule por festivais. Eu acho que o trabalho tem muito o que dizer, tem muito o que ouvir da plateia”. 

Para o artista, a obra revela “sobre um fato que ocorreu e pouca gente sabe, fruto mesmo dessa questão do tempo que apaga”.

Realizada com o incentivo do Governo de Pernambuco, através do Programa Nacional Aldir Blanc (PNAB), as próximas sessões da temporada serão nos dias 3, 5, 8, 10 e 12 de dezembro, sempre às 19h30, com ingressos a R$20 (inteira) e R$10 (meia).

Serviço:


Espetáculo “Drummond, Confabulações Sertanejas” 
Datas: 1, 3, 5, 8, 10 e 12 de dezembro
Horário: 19h30
Local: Espaço Cultural Janela 353 (Rua Antônio Santana Filho, n° 353, Petrolina-PE)
Ingressos: R$ 20 (inteira) | R$ 10 (meia)
Classificação: 10 anos


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Ação conta com incentivo do Governo de Pernambuco através do Funcultura

| Foto: Fernando Pereira / divulgação |

Há seis meses, o projeto "Quebra-cabeça” oferece cursos gratuitos de teatro para crianças com autismo em Petrolina (PE). Para celebrar sua primeira temporada, será realizada nesta quinta-feira (16) uma mostra de talentos. O evento tem entrada gratuita e começa às 19h, no auditório do Transforma Petrolina, dentro do Parque Municipal Josepha Coelho.

Serão apresentadas cenas criadas pela instrutora Natália Agla com as crianças. “É um momento de mostrarmos um pouco como foram nossas aulas e o que eles experimentaram. Fico feliz de acompanhar o desenvolvimento deles e poder estarmos juntos em um momento tão especial que é uma estreia”, diz a atriz.

O curso, que funciona como um espaço para inclusão e desenvolvimento infantil, foi iniciado em abril, oferecido de forma gratuita semanalmente. “Durante os encontros, são realizadas atividades a partir do sensorial, fundamentando o sistema de jogos teatrais para estabelecer a conexão da criança com autismo e a arte”, explica a instrutora.

O projeto é uma realização da Pipa Produções e conta com apoio do Transforma Petrolina e da Aamavasf (Associação de Amigos do Autista do Vale do São Francisco). O incentivo é do governo de Pernambuco através do Edital Funcultura Geral 2022/2023. 

Serviço:


Mostra de Talentos
Quando: Quinta-feira (16/10/2025)
Horário: 19h
Onde: Transforma Petrolina – Parque Josefa Coelho, Centro, Petrolina-PE
Entrada gratuita.



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Espaço cultural será no Centro de Convenções de Petrolina com investimento de R$ 41 milhões

| Foto: Erlan Alexandre - Prefeitura de Petroliana |

por Eduarda Silva

A paisagem urbana de Petrolina (PE) está prestes a ganhar um símbolo aguardado por gerações de artistas e produtores culturais. A construção do Teatro Municipal, um sonho antigo da comunidade, integra a reforma do Centro de Convenções. Com um investimento de R$41 milhões, a obra começa a mostrar sua estrutura, sinalizando que a espera de mais de duas décadas pode, finalmente, estar chegando ao fim.

A conclusão do espaço, prevista pela prefeitura para 2026, representa a vitória de uma luta que se estendeu por anos. Para entender o peso desse momento, é preciso voltar no tempo.

Em 2014, um protesto inusitado chamou a atenção da cidade: artistas petrolinenses, vestidos com roupas de banho, foram para as ruas em um “balé na lama”, cobrando a construção do teatro prometido. A ação era parte do movimento “Meu Partido é a Cultura”, criado em 2011 para reivindicar políticas públicas e fortalecer a produção cultural.

| Artistas saíram às ruas com roupas de banho para protestar em 2014 | Foto: redes sociais |

Antônio Veronaldo, ator, diretor e membro fundador da Cia Biruta de teatro, participou ativamente desses protestos e conta que a luta por um teatro municipal era indissociável de outras demandas, como a criação de um fundo municipal para a cultura, bem como a instituição de um conselho e Plano Municipal de Cultura. 

“A gente vem, desde 2004, 2005, lutando para que isso acontecesse”, afirma o artista. 

“Havia também o fortalecimento dos espaços que já existiam e a construção do teatro municipal, que levou um tempo de luta até a gente entender que a cidade precisava desse equipamento”.

A espera de mais de vinte anos gera sentimentos mistos. Veronaldo, que também faz parte do Fórum Popular de Cultura, comemora o avanço, mas ressalta a necessidade de manter o diálogo. “Lógico que a gente fica feliz, que é uma luta de vinte anos para que se consiga esse momento da construção desse teatro, mas a gente sabe que é só mais um passo agora para que a gente continue ainda organizados e lutando para que exista diálogo do poder público, do município, com os artistas e produtores culturais da região”.

| Foto: Erlan Alexandre - Prefeitura de Petroliana |

O novo teatro municipal foi projetado para acomodar quase 800 pessoas e promete ser um ponto de encontro para a cultura e o turismo de negócios. A estrutura abrigará salas de imprensa e técnica, camarotes, camarins e um foyer. Além disso, o projeto inclui depósitos para cenários, copas, bilheterias e entradas acessíveis. Resta saber quais eventos e artistas subirão em seu palco, como será a gestão de suas pautas e incentivo aos grupos locais.

A expectativa da classe artística é alta. Para Veronaldo, o teatro é um símbolo, mas a sua funcionalidade depende da continuidade da colaboração entre o poder público e a comunidade. “O teatro municipal é um símbolo de uma cidade que, de certa forma, tem um desenvolvimento cultural e artístico”, reflete.

 “A gente fica na espera que não seja só a construção do teatro, mas que todas as outras demandas para que se fomente esse espaço aconteçam”.

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Sessão é resultado do curso de formação teatral mantido pela Cia Biruta de Teatro e será apresentada no CEU das Águas, em Petrolina (PE)

| Foto: Fernando Pereira / divulgação |

por Eneida Trindade / Ascom

Será realizada neste domingo (28), às 19h, no CEU das Águas, em Petrolina, a mostra pedagógica 2025 do Núcleo Biruta de Teatro (NBT). O evento é resultado do projeto de formação teatral mantido pela Cia Biruta de Teatro no bairro Rio Corrente, com apoio da Prefeitura de Petrolina e incentivo do Governo de Pernambuco, através do Funcultura. A entrada é gratuita e as apresentações contam com interpretação em Libras.

Durante a Mostra, o público vai poder conferir um ensaio aberto da experimentação cênica construída colaborativamente pelos jovens atores durante o curso. “Esse é o momento em que abrimos ao público um processo de formação. A cada edição, o projeto explora diferentes linguagens e abordagens cênicas, através de encontros formativos, estudos teóricos e oficinas práticas. Mais do que uma apresentação, esta mostra é a partilha de um processo coletivo que busca provocar reflexões, encontros e novas formas de imaginar e existir”, conta a produtora e coordenadora geral do projeto, Camila Rodrigues.

Cristiane Crispim, uma das oficineiras do Núcleo também lembrou a trajetória do projeto em 2025 com a construção de máscaras como elementos que vão além da cena. “Neste ano, os participantes mergulharam na construção de máscaras, não como disfarces, mas como caminho de descoberta e confronto. Inspiradas pelas reflexões dos feminismos de Grada Kilomba e bell hooks, essas máscaras se tornaram pontes entre arquétipos ancestrais e as urgências do presente, um meio de elaborar coletivamente as marcas do patriarcado, do racismo e da desigualdade, transformando-as em narrativas de poder e reinvenção”. 

| Foto: Fernando Pereira / divulgação |


Núcleo Biruta de Teatro


Executado há dez anos pela Cia Biruta, o projeto vem facilitando o acesso e o contato mais próximo da periferia com o trabalho artístico teatral. Ao longo dessa trajetória foi possível montar espetáculos como ‘A Insurreição do Amor’ (2015), ‘Ponto Poético’ (2016), o premiado ‘Processo Medusa’ (2017), ‘Corpo Fechado’ (2019) e ‘Registro da Humanidade’ (2021). Este último um experimento cênico digital, criado a partir das provocações e reflexões trazidas pelos integrantes do Núcleo durante o processo de estudos e investigação poética que foi realizado de modo virtual.

Serviço


O quê: Mostra Pedagógica do Núcleo Biruta de Teatro
Quando: 28 de setembro (domingo), às 19h
Onde: CEU das Águas (Bairro Rio Corrente – Petrolina/PE)
Duração: 60 min
Entrada gratuita
Classificação: Livre




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Projeto é realizado entre os dias 27 e 29 de setembro

| Foto: divulgação / Rafael Passos |

por Eneida Trindade / Ascom

O grupo Parahyba Rio Mulher chega ao eixo Juazeiro (BA) / Petrolina (PE) entre os dias 27 e 29 de setembro, com programação gratuita contemplada pelo edital Myriam Muniz da Funarte.

Formado exclusivamente por mulheres nordestinas, o Parahyba Rio Mulher surgiu em 2018 e é composto por Natália Sá, Cely Farias, Kassandra Brandão, Jinarla Pereira e a produtora Gabriela Arruda. Com trajetória marcada por passagens em importantes festivais nacionais e temporadas em diferentes regiões do Brasil, o grupo desenvolve um trabalho que une teatro, memória e resistência, reafirmando o compromisso com a democratização do acesso à arte e com a valorização das narrativas femininas.

No dia 27, o espetáculo de rua “Parahyba Rio Mulher” ocupa a Praça Céu, em Petrolina. No mesmo dia, ocorrerá a oficina “O Feminino em Cena”, em Juazeiro, além de intercâmbio com a Cia Biruta, de Petrolina. No dia 29, o monólogo “Fevereiro ou Fica, vai ter bolo!” será apresentado no Centro Cultural João Gilberto, em Juazeiro.

| Foto: divulgação / Rodrigo Leal |

Para a atriz Cely Farias, a circulação é um gesto de conexão: “Para mim, realizar o projeto O Rio Em Curso é fluir com nossa arte pelas veias fluviais do nosso Nordeste. É navegar no interior da nossa terra para encontrar com o interior da nossa gente. É remar irmanada às minhas companheiras buscando a conexão dos femininos plurais que se espalham em territórios e realidades diversas.”

Já a atriz Jinarla Pereira destaca a força do encontro: “Ser Parahyba Rio Mulher e poder fluir como um rio nas entranhas do Nordeste é um sonho! Estar rodeada de mulheres e ecoando nossas vozes, compartilhando nossa existência e trocando com tantas mulheres nordestinas, é um sonho realizado. É potência e empoderamento, é uma roda que gira e que cada vez fica mais forte.” 

Programação:


Dia 27 /09

Oficina O Feminino em cena
Local: Céu - Centros de Artes e Esportes Unificados
Horário: 09 h às 12h

PARAHYBA RIO MULHER
Local:  Céu - Centros de Artes e Esportes Unificados
Horário: 16:30h

Dia 28/09
Intercâmbio com a Cia Biruta - Espaço Céu - 09h às 11h

Dia 29/09
Fevereiro ou Fica, vai ter bolo
Local: Centro de Cultura João Gilberto
Horário: 19:30h

Dia 29/09
Fevereiro ou Fica, vai ter bolo
Local: Centro de Cultura João Gilberto
Horário: 19:30h
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Edital viabiliza apoio financeiro para 10 produções teatrais, divididas em duas categorias de circulação e investimento de R$ 520 mil

| Foto: Ascom Sesc BA |

Voltado para o fortalecimento de circuitos de difusão no âmbito do teatro baiano, a Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), unidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA) e cooperação cultural do Serviço Social do Comércio (Sesc-Bahia), lança o edital inédito Circula Cena. 

A iniciativa visa fomentar a circulação de 10 propostas para a realização de circulações teatrais e a realização de ações de formação. As inscrições são gratuitas e iniciam no dia 13 de agosto seguindo até 13 de setembro de 2025. Interessados (as) devem preencher formulário virtual disponível no site da Funceb.

Destinado a promover o encontro e articulação da rede criativa do teatro, o objetivo é promover a circulação de espetáculos teatrais baianos, a dinamização de espaços culturais, relações de troca, interação e aprendizado mútuo. A ideia é difundir saberes e fazeres artísticos na Bahia, ampliando o acesso e a fruição de produções teatrais baianas, na efetivação da cultura como um direito de todos (as). 

Seleção e investimento:


Serão selecionadas propostas de circulação teatral para compor a programação do projeto Circula Cena. O investimento totaliza R$520 mil reais, que viabiliza o apoio financeiro de 10 produções teatrais, divididas em duas categorias de circulação. Os espetáculos precisam ter em seu histórico o mínimo de 12 apresentações já realizadas até a data de inscrição da proposta neste edital.

Qualquer agente cultural - toda pessoa ou grupo de pessoas de teatro responsável por criar, produzir e promover espetáculos e atividades formativas - acima de 18 anos pode se inscrever, com residência ou estabelecimento no Estado da Bahia há pelo menos dois anos.  

O edital está dividido em duas categorias de apoio: 

Circulação teatral 01, no qual seis propostas serão contempladas no valor de R$ 60 mil cada, para espetáculos com equipe de viagem acima de cinco pessoas.

Circulação teatral 02 - quatro propostas de R$ 40 mil cada, para espetáculos com até cinco pessoas na equipe de viagem.



Circulação teatral:


Os selecionados irão realizar apresentações de teatro, com atividades formativas, em diferentes espaços culturais, em formato presencial. Cada proposta irá compor a programação de um Circuito Teatral, circulando por duas cidades de territórios de identidade distintos, em equipamentos culturais da rede Sesc-Bahia, além de apresentar uma proposta de atividade formativa em seu Plano de Trabalho. 

Serão previstas ações formativas nesses espaços culturais, ministradas por integrantes da própria equipe do espetáculo. O período de realização será entre os meses de outubro de 2025 a maio de 2026. O roteiro de circulação vai passar pelas seguintes cidades: Salvador, Santo Antônio de Jesus, Alagoinhas, Jacobina, Porto Seguro e Feira de Santana.
 

Serviço:

Quando: 13 de agosto até 13 de setembro de 2025

Como: via link de inscrição 

Quanto: Gratuito 

Acesse o edital AQUI



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 Evento será hoje (23) no Centro de Cultura João Gilberto

| Elder Ferrari em cena de "Quebranto" | Foto: Naiara Soares |

Da produção literária do escritor João Gilberto Guimarães Sobrinho, à parceria firmada com o ator de teatro Elder Ferrari, nasceu o monólogo 'Quebranto'. A obra trouxe ainda a musicalidade do compositor Mariano Carvalho e a plasticidade nos riscos e cores do artista Iehoshua Iahueh.

O lançamento do livro e apresentação do espetáculo 'Quebranto', com show de Mariano Carvalho, será hoje (23), às 20h, no Centro de Cultura João Gilberto. Nas palavras do escritor João Gilberto, "Quebranto reúne minha produção literária entre os anos de 2004 e 2011. Quando escrevi não imaginei que minhas palavras poderiam criar vida em um monólogo tão impactante. Para mim esse é o resultado da junção de vários talentos em prol da poesia, a atuação de Elder Ferrari, a arte de Iehoshua Iahueh e os acordes de Mariano Carvalho em um só espetáculo é uma grande realização da cultura do Vale do São Francisco", ressalta.

'Quebranto' traz à tona abordagem de temas que vão do amor à angústia e à solidão, que tem na apresentação de Elder Ferrari o visceral que prende os olhos, com a simbologia poética de João Gilberto que desperta no público a ebulição de sentimentos que intencionalmente arrebatam reações de corpo e alma. 

E é isso que o público terá a seu alcance, ao assistir ao monólogo, pois Quebranto, para o ator Elder Ferrari, foi um presente divino do poeta João Gilberto, ainda no início dos anos 2000 quando recebeu o livro na casa de cultura Trupizupi do amigo e também ator, produtor e diretor teatral Wellington Monteclaro. "Fiquei anos estudando e foi após muitas cobranças do poeta e ao participar de um edital municipal que conseguimos começar a pensar, montar e fazer todo o processo da construção do espetáculo, bem estudado e bem criado", afirma Elder.

| Foto: divulgação |

Quando relembra o processo de criação do monólogo, Elder Ferrari faz uma viagem em um tempo que começou com a escolha dos poemas e que veio com o sentimento de que seria um espetáculo para falar de amor. "As poesias eram lindíssimas, muito bem trabalhadas e, por isso, eu vi que precisaria de um personagem para que aquela palavra saísse da minha boca, não sendo apenas eu e o meu corpo. Como ator de teatro que sou, mastiguei, pesquisei, exercitei e encontrei uma figura andante que deu origem ao personagem", conta.

Na bagagem, 'Quebranto' traz a participação de sua equipe em diversas feiras literárias realizadas não só na capital e interior baianos como em outros Estados. Isso sem contar no ápice de ter conquistado em 2020, com o Abordagem Teatral, o Prêmio Respirarte da Fundação Nacional das Artes (FUNARTE).

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 Memórias do encontro da Trup Errante com a Teatro Circense Andança em Petrópolis (RJ)

| Trup Errante encontrou com o Teatro Circense Andanças em Petrópolis (RJ) | Foto: arquivo pessoal |


A beleza do céu não está em uma única estrela, mas em suas constelações. O que parece desordenado revela, na verdade, sua própria organização. Talvez o teatro de grupo funcione da mesma forma.

A Trup Errante, com quase 20 anos de trajetória entre Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), tem no encontro o centro da sua prática. Encontro entre artistas, com o público, com o território. A cena não se limita ao palco: transborda, alcança o outro, cria presença. Por isso, o desejo de intercambiar com outros coletivos – especialmente com o Teatro Circense Andança, de Petrópolis-RJ, grupo com mais de 30 anos de estrada e referência afetiva, ética e estética para a Trup.

Ao longo de 15 dias, os grupos compartilharam oficinas, visitas, mesas de conversa e apresentações. Um campo fértil de trocas. Além das afinidades poéticas —como o foco na arte do ator e da atriz, o trabalho colaborativo e o uso de espaços não convencionais— há também um vínculo pessoal: Thom Galiano, da Trup, é parente de integrantes do Andança, com quem estagiou em 2001. Esse reencontro aprofunda antigas conexões e projeta outras.

Foram realizadas oficinas com foco na fisicalidade do ator, ministradas por Madson José, Luísa Alves, Raphaela de Paula e Rafa Moraes. Foram trabalhados princípios como enraizamento, desequilíbrio, segmentação corporal, respiração, improvisação, poesia do gesto e linguagem do palhaço, além de compartilhamento de canções. 

“A escuta e o corpo-coletivo em estado de jogo foram o centro da experiência. O reconhecimento da base, lugar-pé... não tem voo sem enraizar”, diz Zuleika Bezerra em um dos seus relatos. 

| Trup Errante encontrou com o Teatro Circense Andanças em Petrópolis (RJ) | Foto: arquivo pessoal |


Foi criado um diário de bordo coletivo, onde foram registrados depoimentos e desenhos. Esses relatos oferecem um olhar interno. Renata Alves descreveu sua experiência em meio à natureza, no encontro guiado pela Trup na Fazenda Vira Mundo:

“Assim, sem amarras, a voz que é corpo, embalada em canções diversas, envolveu o espaço e nos transportou para outros tempos. Tempos de outrora onde tudo nasce e renasce, na beleza do que somos, sendo, e mais e mais: pássaro, sol, fogueira”.

Gabriel Alves comentou que havia músicas que davam um “quentinho no coração” e que “um dos momentos mais difíceis da oficina foi tirar o nariz de palhaço”. Já Rosi Assis escreveu: “Por fim, a dança dos dedos. Encontrei o Lírio, conduzi e fui conduzida. O momento especial foi abrir os olhos e encontrar nosso companheiro ali sorrindo, e selar esse momento com um abraço forte”.

Também foi realizado um Laboratório de Criação com mediação de Thom, onde os participantes puderam apresentar propostas cênicas e pensar caminhos futuros. Houve ainda uma mesa de conversa entre os dois grupos, voltada à escuta de experiências, afetos e metodologias.

| Apresentação de "Palavras Andantes" | Foto: arquivo pessoal |


Para o público em geral, foi apresentado o espetáculo “Palavras Andantes”, uma obra que entrelaça com a literatura do Sertão do São Francisco. A apresentação foi no Centro de Cultura Raul de Leoni, no dia 23 de junho, às 19h30, seguida de bate-papo com estudantes dos cursos de Palhaçaria e do Técnico de Teatro do ITA.

No dia 24, o grupo visitou o Projeto Social Casa Perfeita Alegria, na comunidade Osvaldo Cruz. O encontro se transformou em um espaço de troca genuína com as crianças, que assistiram ao espetáculo “Estelita – Entre Fadas e Outros Bichos”.

As vivências, segundo Madson, “revitalizam a vontade de estar junto novamente, sonhando formas de serestar no mundo”. 

| Trup Errante encontrou com o Teatro Circense Andanças em Petrópolis (RJ) | Foto: arquivo pessoal |

Agradecemos ao Andança pela acolhida generosa; aos alunos dos cursos de Palhaçaria e Técnico do ITA; a Luís Osete pela guiança; à Prefeitura de Petrópolis; ao Sesc Quitandinha; à UNIFASE; à Fazenda Vira-Mundo e ao Governo de Pernambuco, por meio do Programa Nacional Aldir Blanc (PNAB).

Vida longa aos grupos de teatro — e que nossas andanças se cruzem, errantes, outras vezes pelos caminhos da arte. Como o céu: impossível de nomear por completo. Mas ainda assim, seguimos olhando. 

por Trup Errante — 10 de julho de 2025.

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Jornalista, repórter em TV e impresso. Pernambuco-Bahia.

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