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Itinerância passa por espaços independentes e lares de idosos

| Foto: Richard Silvestre |

As poéticas ribeirinhas dançadas no espetáculo “Janelas Para Navegar Mundos”, do Coletivo Trippé, chegarão à mais quatro cidades de Pernambuco. Começa neste sábado (16) a primeira circulação estadual da obra, incentivada através do Funcultura. Os artistas desembarcam em Surubim (PE), no Agreste Setentrional, para realizar duas sessões gratuitas.


A primeira apresentação é aberta ao público e acessível em Libras. Será no sábado, às 20h, no espaço cultural Reduto Coletivo, um parceiro do projeto. Logo após, será realizado um bate-papo com os artistas e o público, permitindo uma troca de experiências entre as cenas de dança do interior do estado.


No domingo (17), o coletivo fará uma sessão especial no Lar Amélia França, às 15h. A ação dá continuidade ao programa de mediação cultural que o Trippé tem desenvolvido com dança e idosos, principalmente os que estão em abrigos, levando arte e acolhimento. 


“Estamos sempre repensando nossas rotas de circulação e dessa vez vamos para quatro cidades do estado, em todas com sessões abertas e outras para o público idoso. Nosso espetáculo foi criado a partir do afeto, da delicadeza das poesias ribeirinhas, e poder levá-lo para outros públicos é algo que nos empolga”, afirma Adriano Alves, diretor do espetáculo.



A circulação segue ainda em maio para Arcoverde (PE), no Sertão do Moxotó. Em uma segunda etapa, deve também passar por Garanhuns (PE), no Agreste Meridional, e Triunfo (PE), no Sertão do Pajeú.


Essa realização está sendo possível após aprovação do projeto no Edital Funcultura Geral 2023/2024, contando assim com o incentivo da Secretaria de Cultura, do Governo de Pernambuco, da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura).


Sinopse da obra:

O que acontece quando nos permitimos olhar? Contemplar o mundo em seus pequenos detalhes é momento de entendimento, de amplitude, de também se enxergar. Após um mergulho nas correntezas que são as palavras dos poetas da ribeira do São Francisco, entregamos em cena o que ficou úmido nos corpos que se propõem poéticos, nesse doce desejo de ser dança. Rasgos, memórias, nuvens, cheiros e um pouco mais do que até então nos habita deságua agora nessas janelas para que você trace sua própria rota de navegação. Viajemos!

 

Sobre o coletivo:


O Coletivo Trippé é um espaço que une desejos em comum, vontade de ser cena e afetividade entre corpos. Criado em 2011 com a união de novos criadores do forte movimento que transborda na ribeira do São Francisco, além de espetáculos, também vem investindo em projetos de pesquisa, produção de mostras e experimentações nas áreas de intervenções e performances. 


Serviço:



Espetáculo ‘Janelas Para Navegar Mundos’ + Bate-papo com artistas.

Dia 16/05/2026, às 20h.

Local: Reduto Coletivo, Surubim (PE).

Classificação Livre.

Acesso gratuito.


Espetáculo ‘Janelas Para Navegar Mundos’

Dia 17/05/2026, às 15h.

Local: Lar Amélia França, Surubim (PE).

Classificação Livre.

Acesso gratuito.



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Bailarino, pesquisador e gestor cultural desenvolve trabalhos que conectam cena, artes visuais e o imaginário do Rio São Francisco

| Foto: reprodução do filme 'Onde Ele Anda É Outro Céu |

por Eduarda Silva

Entre o corpo e o território, a dança de André Vitor Brandão se constrói como campo de atravessamentos, onde arte e a política caminham juntas. Nascido em Campo Formoso (BA) e radicado desde a infância em Petrolina (PE), o artista encontrou no Vale do São Francisco não apenas um lugar de formação, mas também o ponto de partida para uma trajetória em diálogo com o território.

Foi ainda na escola que começou a se aproximar das artes, integrando grupos de dança e teatro em um período de intensa movimentação cultural na cidade. Nesse contexto, passou pelo Brasílica de Dança e ampliou seu contato com artistas da cena local. Pouco tempo depois, em 2006, ingressou na Cia. de Dança do Sesc Petrolina, onde constrói uma trajetória de dezenove anos como bailarino e assistente de direção.

É nesse percurso que também se consolida uma de suas principais linhas de investigação: a presença do corpo masculino na dança. Ao refletir sobre o contexto do sertão, marcado por imagens rígidas de masculinidade, André passa a compreender o homem que dança como um corpo que desloca expectativas. 

| Foto: Thierri Oliveira |


Sua atuação com a Qualquer Um dos 2 Companhia de Dança contribui diretamente para esse debate, levando à cena trabalhos que abordam gênero, afetividade e desejo. Essa pesquisa também aparece no livro “O homem que dança: a presença do corpo masculino na dança contemporânea”, publicado em 2020.

Esse pensamento atravessa suas criações autorais. Na videodança “Para não dançar em segredo”, premiado pelo júri popular na Mostra Absurda de Cinema, o movimento aparece como forma de tensionar padrões e expor camadas invisibilizadas da experiência masculina. Já no solo “Onde Ele Anda é Outro Céu”, o artista estabelece um diálogo mais direto com as artes visuais, utilizando referências como René Magritte para pensar composição, luz e imagem dentro da cena.

A partir daí, a relação entre dança e artes visuais passa a operar de forma mais integrada em sua pesquisa. Em seus espetáculos e filmes-dança, os elementos visuais deixam de ser apenas suporte e passam a estruturar a criação, organizando o espaço e orientando o movimento.

Esse mesmo princípio se desdobra nos trabalhos solos mais recentes. Em “Nêgo d’água”, o processo parte de investigações no corpo e de relações com o espaço, a memória e o território. Ainda que esteja sozinho em cena, o trabalho se constrói a partir de referências coletivas e de uma escuta contínua do que emerge durante a criação. Nesse sentido, o corpo é pensado em relação com o imaginário e com as cosmologias ligadas ao Rio São Francisco.

A relação entre o individual e o coletivo, aliás, atravessa toda a sua trajetória. Mesmo nos solos, a experiência com grupos e companhias segue presente, fazendo com que cada trabalho seja atravessado por encontros, colaborações e trocas acumuladas ao longo do tempo.

| Foto: Nohara Serafim |


Paralelamente à criação artística, André desenvolve um trabalho na área de gestão cultural. No Sesc, onde atua desde 2010, coordena ações que envolvem curadoria, formação e circulação artística, incluindo projetos na Galeria de Artes Ana das Carrancas. Entre as iniciativas, está a Mostra Flutuante de Artes Visuais, criada em 2012, que leva exposições em um barco pelas margens do rio, conectando cidades e comunidades ribeirinhas e ampliando o acesso à produção artística.

Essa atuação também se estende a projetos voltados à economia criativa e à formação cultural em diferentes territórios do Vale do São Francisco, como ações desenvolvidas na Ilha do Massangano e em comunidades quilombolas, articulando cultura, educação e geração de renda.

Ao olhar para a cena de dança da região, André reconhece um crescimento nos últimos anos, com a ampliação de grupos, artistas independentes e ações formativas. Ao mesmo tempo, aponta a necessidade de fortalecer redes entre artistas, instituições e políticas públicas, de modo a garantir continuidade e maior articulação entre as iniciativas.

Entre a criação e a gestão, seu percurso se organiza a partir dessas conexões. Mais do que percorrer linguagens diferentes, o artista constrói um trabalho em que corpo, imagem e território se encontram como parte de um mesmo processo.



| Foto: Thierri Oliveira |

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Programação oferece atividades formativas para crianças, jovens e adultos no Centro de Cultura João Gilberto

| Foto: NED |

por Eduarda Silva

O Núcleo de Estudos em Dança (NED) promove, ao longo do mês de abril, uma série de oficinas gratuitas de dança no Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro (BA). As atividades integram a programação formativa da 7ª edição da Mostra Juazeiro Tem Dança e são voltadas para diferentes públicos. A inscrição pode ser feita através do formulário disponível no Instagram do núcleo.

Abrindo a programação, a “Oficina de Performances Populares, Tradicionalidade e Condicionamento Físico”, ministrada por Marcos Aurélio da Companhia Balançarte, será nos dias 11 e 12 de abril. A atividade propõe um mergulho nas expressões populares aliadas ao preparo físico, fortalecendo o corpo como instrumento de criação.

No dia 12 de abril, o público infantil participa da oficina “Corpo em Descoberta - Brincar, Criar e Dançar” conduzida por Dijma Matos do NED. A ação é voltada para crianças de 4 a 8 anos e estimula a imaginação, a expressão corporal e o contato lúdico com a dança desde a infância.

Já nos dias 18 e 19 de abril, a oficina “Plantando raízes, colhendo movimento” oferece uma iniciação à dança afro-brasileira para participantes a partir de 5 anos. Ministrada por Itala Naiane e Dijma Matos, a atividade propõe a valorização das matrizes culturais afro-brasileiras por meio do movimento.

Também nos dias 18 e 19, haverá a “Oficina de Dança do Ventre: Arte e Expressão através dos Movimentos” com Tamara Ross. A proposta trabalha o equilíbrio entre força e leveza, explorando a consciência corporal e a expressividade.

As atividades antecedem a programação principal da mostra, que será realizada nos dias 24 e 25 de abril. Todas as oficinas são gratuitas e oferecem certificação.



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Evento do NED seleciona trabalhos de artistas da região; inscrições até 22 de março

| Foto: divulgação do NED |

O Núcleo de Estudos em Dança (NED) abriu inscrições para a 7ª edição da Mostra Juazeiro Tem Dança, que será realizada nos dias 24 e 25 de abril, em Juazeiro (BA). Realizada no mês de abril, em referência ao Dia Internacional da Dança (29), a mostra tem como proposta ampliar a visibilidade da produção em dança e fortalecer a circulação de trabalhos locais.

Podem se inscrever artistas, grupos, coletivos, companhias e nomes independentes do Vale do São Francisco. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 22 de março, por meio deste formulário. O resultado da curadoria será divulgado no dia 4 de abril, nos canais oficiais do projeto.

A mostra é aberta à participação de diferentes perfis de artistas e busca valorizar especialmente a produção local e descentralizada. A seleção será feita pela equipe organizadora com base nos materiais enviados no ato da inscrição.

Entre os critérios considerados estão a diversidade de linguagens, a participação de diferentes perfis de artistas, a valorização da produção local e a adequação técnica das propostas. Os trabalhos selecionados irão compor a programação oficial da mostra.

Além das apresentações, o evento propõe a troca de experiências entre participantes e o estímulo à formação artística, compreendendo a dança como linguagem cultural, social e política.



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Grupo de matrizes africanas Obá Ayiê circula com espetáculo e oficinas gratuitas

| Foto: divulgação |

Neste mês de janeiro, o grupo de matrizes africanas Obá Ayiê realiza o projeto "No Caminho das Águas - Do Litoral ao Sertão" entre o sertão e agreste de Pernambuco. O projeto promove uma conexão profunda entre a ancestralidade e o público, levando o espetáculo "Rainha das Águas, Mãe do Mar" e a oficina "Do Toque ao Passo". Todas as atividades são gratuitas e contam com tradução em Libras.

Serão contempladas quatro cidades: Bodocó, Santa Maria da Boa Vista, Bezerros e Garanhuns. Segundo os produtores, o objetivo é fortalecer a cultura de matriz africana dentro do estado de Pernambuco, combatendo o racismo e a intolerância religiosa através da arte e da ocupação de espaços públicos, terreiros e centros culturais.

| Foto: divulgação |

A oficina "Do Toque ao Passo" oferece uma experiência prática e educativa conduzida pelos integrantes do Obá Ayiê. Nela, o público aprende a executar toques tradicionais em tambores e atabaques, além dos movimentos de dança associados aos orixás, em uma transmissão de saber baseada na oralidade e na experimentação.

Já a performance "Rainha das Águas, Mãe do Mar", que tem Iemanjá como figura central, funde música e dança com inspiração no Candomblé e no Afoxé.  Estreado em 2019, a obra é um convite ao encantamento e ao conhecimento da riqueza do panteão africano.

Serviço


Bodocó


Oficina "Do Toque ao Passo"
Data: 8 de janeiro de 2026
Local:  Sesc Ler Bodocó (Rua Luzia Couto Lossio de Alencar, s/n, Bairro São Francisco)
Horário: 18h30

Espetáculo "Rainha das Águas, Mãe do Mar"
Data: 9 de janeiro de 2026
Local: Sesc Ler Bodocó (Rua Luzia Couto Lossio de Alencar, s/n, Bairro São Francisco)
Horário: 18h30

Santa Maria da Boa Vista

Oficina "Do Toque ao Passo"
Data: 10 de janeiro de 2026 
Local:  Rua Nunes Machado,  centro (Poste Grande - ponto histórico do município) 
Horário: 16h

Espetáculo "Rainha das Águas, Mãe do Mar"
Data: 11 de janeiro de 2026 
Local: Rua João Paulo II - Orla da Maçanzeira
Horário: 18h

Bezerros

Oficina "Do Toque ao Passo"
Data: 15 de janeiro de 2026 
Local: AFABE - Associação dos Filhos e Amigos de Bezerros (Rua Vigário Manoel Clemente 136, Rosário)
Horário: 19h

Espetáculo "Rainha das Águas, Mãe do Mar"
Data: 16 de janeiro de 2026 
Local: AFABE - Associação dos Filhos e Amigos de Bezerros (Rua Vigário Manoel Clemente 136, Rosário)
Horário: 19h

Garanhuns 

Oficina "Do Toque ao Passo"
Data:  17 de janeiro de 2026 
Local:  CASA UFAPE (R. Padre Agobar Valença, 145 - Severiano Moraes Filho)
Horário: 18h

Espetáculo "Rainha das Águas, Mãe do Mar"
Data: 18 de janeiro de 2026 
Local: CASA UFAPE (R. Padre Agobar Valença, 145 - Severiano Moraes Filho)
Horário: 18h



 

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 Evento celebra a força da coletividade e homenageia o legado do bailarino Ailton Marcos

| Foto: redes sociais |

Ocupando espaços que promovem a cultura em Petrolina (PE), a Mostra 14 de Dança, realizada desde 2009 na região, começou nesta segunda-feira (8). A programação vai até domingo (14) na Casa Cores e no Teatro Dona Amélia, no Sesc Petrolina. Grande parte das ações é gratuita e aberta a todos os públicos. 

Em sua 14ª edição, o evento traz o tema “Corpos em Faísca”, propondo uma reflexão sobre coletividade e o trabalho em grupo, como um espaço onde tensões, encontros e diferenças acendem novos modos de criar e se mover.

O projeto homenageia o bailarino Ailton Marcos, um dos grandes nomes da dança na região, que faleceu em 2009. 

PROGRAMAÇÃO


12/12 | 20h | Casa Cores | Pague o quanto puder | Livre
Conversa de Boca Cheia: Corpos em Faísca – acendendo encontros, faiscando danças

13/12 | Teatro Dona Amélia | 20h | R$ 15 (meia) e R$ 30 (Inteira) | Livre
Estreia do espetáculo: Pedra de Fogo - Qualquer um dos 2 Cia. De Dança

14/12 | 18h | Casa Cores | Pague o quanto puder| Livre
Mostra de Dança Ailton Marcus



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Projeto do Coletivo Trippé foi aprovado no Edital Dinamizaê da Política Nacional Aldir Blanc Bahia

| Foto: Richard Silvestre |

Através do projeto “Eu Cá pelos jardins da cultura baiana”, o Coletivo Trippé leva o espetáculo “Eu Cá Com Meus Botões” para quatro espaços culturais da rede estadual da Bahia. Neste sábado (6), o palco será o Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro (BA). A sessão é gratuita e começa às 16h.

Além da cidade sede do coletivo, a circulação também chega a Feira de Santana (BA) e Alagoinhas (BA), respectivamente na segunda (8) e terça-feira (9), e já passou por Salvador na última sexta-feira (5). 

"Iniciamos mais uma sequência de viagens com esse espetáculo que tanto nos alegra. Serão mais encontros com as crianças através da dança, levando poesia para espaços culturais que potencializam as práticas artísticas na Bahia", diz o bailarino Adriano Alves.

A obra de dança para crianças tem inspiração nas poesias e brincadeiras de rua. Para ampliar o alcance do projeto são realizadas mediações culturais com escolas da rede pública e projetos sociais que atendem crianças em comunidades, que visitam o espaço e recebem material educativo sobre o fazer artístico.

“Recebemos as crianças com atividades que vão além de assistir o espetáculo. Assim, tentamos plantar uma sementinha, para que tenhamos a formação de um público crítico e com afetividades às artes”, pontua Alves.

A proposta também garante acessibilidade para pessoas com baixa mobilidade através de adaptações de espaços e também comunicacional com a tradução simultânea para Libras.

Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura - Governo Federal.

TRIPPÉ - O Coletivo Trippé atua há mais de 14 anos na cena do Sertão do São Francisco, realizando diversas atividades entre a linguagem da Dança e seu encontro com outras artes. Esse é o segundo solo do elenco do coletivo e o terceiro espetáculo infantil de seu repertório. Outras novidades serão divulgadas em breve nas redes sociais: Instagram.com/trippecoletivo.

Serviço:

Local: Centro de Cultura João Gilberto
Dia: 06/12
Horário: 16h



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Projeto do Coletivo Trippé foi aprovado no Edital Dinamizaê da Política Nacional Aldir Blanc Bahia

| Foto: Karen Lima |

O projeto “Eu Cá pelos jardins da cultura baiana” começa nesta sexta-feira (5), em Salvador. O Coletivo Trippé apresenta o espetáculo “Eu Cá Com Meus Botões” às 09h, no Espaço Cultural Alagados. A sessão faz parte do circuito de quatro cidades que serão contempladas com a circulação da obra por espaços culturais da rede estadual da Bahia. 

Além da capital, as atividades serão realizadas em Juazeiro (BA), no sábado (6), e em Feira de Santana (BA) e Alagoinhas (BA), respectivamente na segunda (8) e terça-feira (9). Todas são gratuitas e abertas ao público.

"Iniciamos mais uma sequência de viagens com esse espetáculo que tanto nos alegra. Serão mais encontros com as crianças através da dança, levando poesia para espaços culturais que potencializam as práticas artísticas na Bahia", diz o bailarino Adriano Alves.

A obra de dança para crianças tem inspiração nas poesias e brincadeiras de rua. Para ampliar o alcance do projeto são realizadas mediações culturais com escolas da rede pública e projetos sociais que atendem crianças em comunidades, que visitam o espaço e recebem material educativo sobre o fazer artístico.

“Recebemos as crianças com atividades que vão além de assistir o espetáculo. Assim, tentamos plantar uma sementinha, para que tenhamos a formação de um público crítico e com afetividades às artes”, pontua Alves.

A proposta também garante acessibilidade para pessoas com baixa mobilidade através de adaptações de espaços e também comunicacional com a tradução simultânea para Libras.

Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura - Governo Federal.

TRIPPÉ - O Coletivo Trippé atua há mais de 14 anos na cena do Sertão do São Francisco, realizando diversas atividades entre a linguagem da Dança e seu encontro com outras artes. Esse é o segundo solo do elenco do coletivo e o terceiro espetáculo infantil de seu repertório. Outras novidades serão divulgadas em breve nas redes sociais: Instagram.com/trippecoletivo.

Serviço:

Salvador
Local: Espaço Cultural Alagados
Dia: 05/12
Horário: 09h

Juazeiro
Local: Centro de Cultura João Gilberto
Dia: 06/12
Horário: 16h

Feira de Santana
Local: Centro de Cultura Amélio Amorim
Dia: 08/12 
Horário: 10h

Alagoinhas
Local: Centro de Cultura de Alagoinhas
Data: 09/12 
Horário: 10h



 

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Espetáculo esteve em quatro comunidades do sertão com incentivo via Lei Paulo Gustavo Pernambuco

| Foto: Abajur Soluções |

Durante os meses de setembro e outubro, o Coletivo Trippé circulou por comunidades quilombolas do Sertão de Pernambuco. Foram quatro sessões do espetáculo infantil “Eu Cá Com Meus Botões”, uma obra que leva poesia coreográfica à espaços alternativos. A temporada foi concluída hoje (10), em Lagoa Grande (PE).

Essa última sessão foi realizada na Comunidade Quilombola do Lambedor, aproveitando o cenário rural em uma apresentação no pátio da igreja católica. Os 25 alunos da escola Escola Municipal Professora Águida Pereira Borges foram convidados para assistirem e conversarem com o bailarino.

“Foi mil maravilhas, muita alegria para as crianças. Isso incentiva as crianças a participar de apresentações, contar histórias e aprender. Eles são muitos curiosos e ficam felizes”, diz a professora Luzimar Bernardo Borges.

Na semana anterior, na sexta-feira dia 03 de outubro, o projeto chegou à Comunidade Quilombola de Inhanhum, em Santa Maria da Boa Vista. “Foi lindo ver nos olhos das crianças pela primeira vez uma apresentação aqui. Que venham mais vezes, porque interessou bastante, os meninos amaram”, afirma a agente comunitária Ana Lúcia, mestra de reisado.

 | Foto: Abajur Soluções |


A escola da comunidade também levou os alunos para acompanhar as atividades. E todas as crianças que participaram das quatro sessões receberam materiais pedagógicos que podem ser trabalhados após o projeto.

“Até as crianças que não prestam atenção ficaram maravilhadas. Foi uma coisa lúdica e bem dinâmica. Esperamos que venham mais vezes”, diz a gestora Sandra Coelho, da Escola Professor Cassimiro Lucas.

A programação do projeto, que antes passou por Salgueiro (PE) e Cabrobó (PE) em setembro, foi totalmente gratuita e com acessibilidade em Libras. “Encerramos mais um projeto com a sensação de que nossa arte só faz sentido quando tá junto do povo, dentro das comunidades. Vou guardar cada sorriso das crianças quilombolas que brincaram comigo”, afirma o bailarino Adriano Alves.

Este projeto foi contemplado nos Editais da Lei Paulo Gustavo Pernambuco e tem apoio financeiro do Governo do Estado de Pernambuco, através da Secretaria de Cultura do Estado via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura - Governo Federal.

TRIPPÉ - O Coletivo Trippé atua há mais de 14 anos na cena do Sertão do São Francisco, realizando diversas atividades entre a linguagem da Dança e seu encontro com outras artes. Esse é o segundo solo do elenco do coletivo e o terceiro espetáculo infantil de seu repertório. Outras novidades serão divulgadas em breve nas redes sociais: Instagram.com/trippecoletivo.



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Breve relato de experiência ao assistir o espetáculo 'Janelas Para Navegar Mundos' do Coletivo Tripé

| Foto: André Amorim |

por Ioná Pereira da Silva
Atriz, Dançarina e Coreografa (DRT pelo SATED/BA 2007), Historiadora, Mestra em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental, Coordenadora Geral do Instituto de Estudo e Práticas da Matriz Africana (ICMA), iona.pereira@gmail.com

A experiência se deu no dia 17 de setembro de 2025, a partir das 19 horas, no Centro de Cultura João Gilberto, situado no município de Juazeiro/BA, ao assistir a apresentação feita pelo Coletivo Tripé do espetáculo “Janelas Para Navegar Mundos”, que faz parte das atividades de circulação de espetáculos de dança que estão sendo realizados no estado da Bahia através do Edital Quarta que Dança – Circuitos Artísticos 2025, promovido pela  Fundação Cultural do Estado da Bahia, unidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (Secult-BA).

“A experiência de dar corpo a algo abstrato ou subjetivo remete ao processo do orador que dá voz (vida) ao discurso.” (MARTINS, 2003 p. 159)

A pessoa que dança empresta seu corpo para trazer à cena: comunicação, poéticas, reflexões e muito mais. O espetáculo “Janelas Para Navegar Mundos” traz um tom ribeirinho extremamente poético em cada uma das suas coreografias e na sequência de suas cenas trouxe sempre uma nova surpresa. Sua estética delicada demonstra que existiu muito cuidado na produção e isso se refletiu o tempo todo durante a apresentação.

Falar das relações de saberes implica antes falar de pessoas, de lugares, de formas de pensamento, de ser e de estar no mundo [...] Nas comunidades ribeirinhas, é possível afirmar que seus habitantes estão constantemente implicados tanto nas relações de saber quanto nas relações de aprender. Isso porque os saberes construídos por lá, bem como a forma de aprender a sobrevivência e as regras sociais envolve, necessariamente, a história da comunidade [...] O ribeirinho é um ser em aprendizagem. Um povo que aprende a fazer, fazendo. (LIMA, ANDRADE e DOS REIS, 2010 p. 67, 68, 70)

| Foto: André Amorim |

O uso e referência a elementos primordiais à vida ribeirinha como: “ água e terra” levam a uma reflexão muito grande sobre a força e resistência deste povo, seja no banho conduzido por um regador trazendo a lembrança dos momentos de escassez e ao mesmo tempo a importância da água na chuva tão desejada, que lava, que limpa e que dá vida, ou mesmo nas cores de alguns figurinos em tom terra, lembrando que ela é a base para tudo que se tem nas comunidades ribeirinhas, símbolo da vida, mas também da morte. Já a cena dos barquinhos azuis trazidos dentro de uma gaiola e que vão sendo libertados pelos dançarinos, remeteu a ideia de que seriam os sonhos ribeirinhos expressos no espetáculo e que com ele ganham o mundo.

Chamou a atenção também os corpos diversos dialogando intensamente, o tempo todo através da dança, que se tornam realmente janelas e levam para vários mundos, caminhos diferentes conduzidos através do rio que são apresentados de uma forma muito própria pelo Coletivo tripé, num espetáculo onde se pode ver corpos que dançam e que também declama, fazendo nascer uma “poética” que une gesto, música e palavra, se complementando mutuamente.

Um toque especial é a proposta de proximidade do público com a cena do espetáculo, onde as pessoas ficam sentadas em cadeiras dispostas de um lado e do outro do linóleo, trazendo uma certa intimidade para cada coreografia, possibilitando ver os detalhes e sentir-se parte dos momentos que a apresentação traz.

Este é um espetáculo fluido como o rio, com uma leveza muito grande, mas que não deixou de apresentar que também existem “dores”, ao trazer a cena: corpos/ cabeças que são diferentes, onde cada um tem suas dificuldades, desejos de inclusão, choro, e a imposição muitas vezes na vida de que se tem de: “engolir a dor” e morrer com ela. Porém,  apesar disso, algumas coreografias mostram que existem momentos de afago, de cuidado e superação, seja através de um toque carinhoso e inesperado ou ao final no algodão doce partilhado.

| Foto: André Amorim |

A proposta apresentada no Espetáculo Janelas Para Navegar Mundos conduz a um mergulho dançante nas Poéticas ribeirinhas e por isso na sua finalização deixa um desejo de: “Quero mais...”. 

Uma sugestão para futuras apresentações é que ao término do espetáculo seja aberta uma roda de conversa com o público, proporcionando um momento de escuta e troca, que pode contribuir para o fortalecimento, pois possibilita a partilha das impressões, sentimentos, reflexões e novas compreensões do espetáculo para os artistas. 

Vale a pena ressaltar por fim como é gratificante ver um espetáculo com artistas do interior circulando o estado e levando a “poética ribeirinha” para outros lugares, pois isso contribui de forma significativa para mostrar a capacidade, a qualidade e os valores que a arte do interior tem.

REFERÊNCIAS:

MARTINS, Marina. Dança, uma Poética do Corpo. Revista O que nos faz pensarv. 13 n. 16 (2003): Nº 16: novembro de 2003. Disponível em: https://oquenosfazpensar.com.br/oqnfp/article/view/173/172 Acesso em: 20 set. 2025.

RODRIGUES DE LIMA, Maria Aldecy; ANDRADE, Gusmão; DOS REIS, Erika. Os ribeirinhos e sua relação com os saberes Revista Educação em Questão, vol. 38, núm. 24, mayo-agosto, 2010, pp. 58-87 Universidade Federal do Rio Grande do Norte Natal, Brasil. Disponível em: https://www.redalyc.org/pdf/5639/563959970004.pdf  Acesso em: 18 set. 2025.



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Grupo leva ‘Eu Cá Com Meus Botões’ à quatro comunidades com incentivo via Lei Paulo Gustavo Pernambuco

| Foto: Karen Lima |

A comunidade quilombola Santana, em Cabrobó (PE), foi a segunda parada do projeto de circulação do espetáculo “Eu Cá Com Meus Botões”. A Escola Municipal Quilombola Manoel Pereira da Silva foi o palco, onde crianças e adultos se reuniram na manhã deste domingo (28) para assistir a obra do Coletivo Trippé.

"Foi um momento de diversão para elas e a gente ficou muito feliz. Deveria ter mais circulação de espetáculos porque é uma forma bem atrativa para as crianças quilombolas e para a comunidade", diz a gestora da escola, Islaiane Ferreira.

Entre setembro e outubro, o Coletivo Trippé realiza uma circulação por quatro comunidades quilombolas com incentivo do Governo de Pernambuco através da Lei Paulo Gustavo. A obra de dança para crianças, que tem inspiração nas poesias e brincadeiras de rua, é apresentada gratuitamente e realizados bate-papos com as comunidades.

| Foto: Karen Lima |

“Dançar nesses territórios é muito especial. Tem todo o histórico ancestral por conta da resistência desses povos e também encontros de aprendizados com as lideranças. Em Santana, toda a equipe visitou o museu, onde aprendemos sobre a comunidade, e provamos alimentos orgânicos produzidos por eles”, conta o bailarino Adriano Alves.

A programação do projeto, que antes passou por Salgueiro, segue com apresentações previstas em comunidades de Santa Maria da Boa Vista e Lagoa Grande. 

Este projeto foi contemplado nos Editais da Lei Paulo Gustavo Pernambuco e tem apoio financeiro do Governo do Estado de Pernambuco, através da Secretaria de Cultura do Estado via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura - Governo Federal.

| Foto: Karen Lima |

TRIPPÉ - O Coletivo Trippé atua há mais de 14 anos na cena do Sertão do São Francisco, realizando diversas atividades entre a linguagem da Dança e seu encontro com outras artes. Esse é o segundo solo do elenco do coletivo e o terceiro espetáculo infantil de seu repertório. Outras novidades serão divulgadas em breve nas redes sociais: Instagram.com/trippecoletivo.



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Projeto da Funceb retorna após 10 anos ocupando espaços culturais de toda Bahia

| Foto: Felipe Martins |

O Coletivo Trippé está na programação do projeto Quarta que Dança 2025, com apresentações gratuitas do espetáculo “Janelas Para Navegar Mundos” em três municípios baianos. Após a estreia da temporada em Salvador, o espetáculo segue nesta quarta-feira (17) para Juazeiro, com sessão no Centro de Cultura João Gilberto, às 19h. Promovida pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb/SecultBA), a iniciativa volta a ser realizada após 10 anos de pausa e busca fortalecer o encontro e articulação da rede criativa da dança baiana. 

Com uma proposta intimista, “Janela Para Navegar Mundos” mergulha no diálogo entre a literatura ribeirinha e a dança, a partir das palavras de escritores do Vale do São Francisco e a sua relação com a territorialidade. Em cena, a água é o elemento que se move simbolicamente, buscando traduzir as experiências dos habitantes da região e ressignificando os olhares poéticos sobre o Sertão, traduzindo-os em imagens cênicas que constroem um espaço lúdico. 

Desde a estreia, em 2017, o espetáculo inclui nas sessões a mediação cultural, com o intuito de aprofundar o contato do público com a obra e essa experiência também será realizada no Quarta Que Dança.

As sessões do Trippé compõem o segundo circuito artístico do projeto em 2025, que terá, junto aos espetáculos, mesas de debate, workshops e oficinas na área. Nas mesmas datas de apresentações, o coletivo conduzirá o seminário “Potências de uma dança descentralizada”, sempre às 16h. 

Todas as atividades serão abertas ao público, sem necessidade de inscrição e sujeitas à lotação de cada espaço cultural. A temporada de apresentação de “Janelas Para Navegar Mundos” contará, ainda, com sessão gratuita em Feira de Santana (BA).

Este projeto foi contemplado no Edital Quarta que Dança - Circuitos Artísticos 2025, realizado pela Fundação Cultural do Estado da Bahia, unidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBa).

Serviço:



Espetáculo "Janelas Para Navegar Mundos em Juazeiro"

Centro de Cultura João Gilberto
Dia 17 de setembro (quarta-feira), às 19h.
Local: R. José Petitinga, 354 - Santo Antônio, Juazeiro - BA.
Entrada gratuita. 

Seminário "Potências de uma dança descentralizada"

Centro de Cultura João Gilberto
Dia 17 de setembro (quarta-feira), às 16h.
Local: R. José Petitinga, 354 - Santo Antônio, Juazeiro - BA.
Entrada gratuita.



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 Com incentivo via Lei Paulo Gustavo Pernambuco, Coletivo Trippé realizará sessões em quatro cidades

| Foto: Karen Lima |

O Coletivo Trippé, com incentivo do Governo de Pernambuco através da Lei Paulo Gustavo, realiza entre setembro e outubro a primeira circulação do espetáculo “Eu Cá Com Meus Botões”. A obra de dança para crianças, que tem inspiração nas poesias e brincadeiras de rua, será apresentada gratuitamente em quatro comunidades quilombolas do Sertão de Pernambuco.

A tarde ensolarada do último domingo (7) foi o cenário para a primeira apresentação da temporada, realizada na comunidade Conceição das Crioulas, em Salgueiro (PE). “Foi um encontro lindo com as crianças e também os adultos. Todos começaram bem tímidos e aos poucos foram se aproximando da roda do espetáculo. Fiquei contente em dançar em uma comunidade que simboliza tanta resistência do povo remanescente quilombola”, diz o bailarino Adriano Alves.

| Foto: Karen Lima |


A programação do projeto segue com apresentações previstas em comunidades de Orocó, Santa Maria da Boa Vista e Lagoa Grande. Em cada uma delas, além da apresentação da obra, também é aberto um bate-papo com o público e distribuído material educativo sobre os temas abordados no trabalho.

Este projeto foi contemplado nos Editais da Lei Paulo Gustavo Pernambuco e tem apoio financeiro do Governo do Estado de Pernambuco, através da Secretaria de Cultura do Estado via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura - Governo Federal.

TRIPPÉ - O Coletivo Trippé atua há mais de 14 anos na cena do Sertão do São Francisco, realizando diversas atividades entre a linguagem da Dança e seu encontro com outras artes. Esse é o segundo solo do elenco do coletivo e o terceiro espetáculo infantil de seu repertório. Outras novidades serão divulgadas em breve nas redes sociais: Instagram.com/trippecoletivo.



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 Projeto da Funceb retorna após 10 anos ocupando espaços culturais de toda Bahia

| Foto: Abajur Soluções |

O Coletivo Trippé está na programação do projeto Quarta que Dança 2025, com apresentações gratuitas do espetáculo “Janelas Para Navegar Mundos” em três municípios baianos. Em Salvador, as sessões serão nesta quarta-feira (3), no Espaço Cultural Alagados, e no dia 10 de setembro, no Espaço Xisto Bahia, sempre às 19h. Promovida pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb/SecultBA), a iniciativa volta a ser realizada após 10 anos de pausa e busca fortalecer o encontro e articulação da rede criativa da dança baiana.
 
Com uma proposta intimista, “Janela Para Navegar Mundos” mergulha no diálogo entre a literatura ribeirinha e a dança, a partir das palavras de escritores do Vale do São Francisco e a sua relação com a territorialidade. Em cena, a água é o elemento que se move simbolicamente, buscando traduzir as experiências dos habitantes da região e ressignificando os olhares poéticos sobre o Sertão, traduzindo-os em imagens cênicas que constroem um espaço lúdico. Desde a estreia, em 2017, o espetáculo inclui nas sessões a mediação cultural, com o intuito de aprofundar o contato do público com a obra e essa experiência também será realizada no Quarta Que Dança.

As sessões do Trippé compõem o segundo circuito artístico do projeto em 2025, que terá, junto aos espetáculos, mesas de debate, workshops e oficinas na área. Nas mesmas datas de apresentações, o coletivo conduzirá o seminário “Potências de uma dança descentralizada”, sempre às 16h. Todas as atividades serão abertas ao público, sem necessidade de inscrição e sujeitas à lotação de cada espaço cultural. Após a temporada na capital baiana, “Janelas Para Navegar Mundos” segue para os municípios de Juazeiro e Feira de Santana. 

De acordo com o diretor do espetáculo, Adriano Alves, o Quarta que Dança marca a história do Coletivo Trippé. “Tivemos a oportunidade de estar na programação quando o grupo era recém-criado, o que deu um gás para seguirmos no fazer artístico. Agora, prestes a completarmos 15 anos, retornar a esse lugar é muito significativo. E essa obra fala justamente sobre afetividade: sobre encontros, sobre estar junto com os outros e sobre os novos sentimentos”, explica.

Este projeto foi contemplado no Edital Quarta que Dança - Circuitos Artísticos 2025, realizado pela Fundação Cultural do Estado da Bahia, unidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBa).

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 Projeto da Cia. Balançarte chega à sua terceira edição em 2025

| Foto: Eliabe Alves |

Ações de dança em escolas públicas de Petrolina (PE), esse é o mote do Circuito de Dança na Periferia, tocado pela Cia. Balançarte, que chega à sua terceira edição. Até a próxima sexta-feira (22), o projeto está sediado na Escola Municipal Professora Anete Rolim, no bairro Pedra Linda. Antes passou pelo bairro Jardim Maravilha. E as próximas etapas serão nas comunidades Dom Avelar e São Gonçalo. 

Cada unidade escolar recebe três oficinas de uma semana, experimentando Dança Popular, Dança Contemporânea e Dança Experimental. Essa atividade culmina em uma mostra pedagógica para a comunidade escolar,  em uma sessão que também conta com apresentações de grupos da cidade.

Nesta sexta-feira (22), as atividades serão pela manhã. Se apresentam junto aos alunos, o espetáculo “Foco”, do bailarino Zezinho Lacter, a performance “Samba para Peba Véia”, com a atriz e produtora cultural Mel Nogueira, o Grupo de Dança da APAE com “Da Tradição ao Popular, o Sertão está em todo lugar” e a Orquestra de Frevo do Bolinha.

A programação completa pode ser acompanhada pelo Instagram: @ciabalancarte.


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Serão dois circuitos com oito grupos participantes na edição 2025, um total de 32 sessões de dança gratuitas

| Oficinas e espetáculos serão realizados em espaços da Secult BA | Foto: Lucas Malkut / Funceb |

O “Quarta que Dança” marca a história de muitos grupos e coletivos que se dedicam à linguagem do movimento em toda a Bahia. Criado em 1998 pela Funceb (Fundação Cultural do Estado da Bahia), foi durante anos o maior responsável pela circulação de espetáculos no estado. Após uma pausa de 10 anos, a instituição volta com o projeto em 2025. Serão dois circuitos, entre agosto e setembro, cada um passa por quatro espaços culturais da rede estadual e conta com quatro grupos.

"É um projeto que marca o setor da dança. O Quarta que Dança faz muita articulação e intercâmbio entre artistas do estado que estão em outras cidades. Então, essa é a nossa maior expectativa, que esse impacto gere coisas positivas no setor da dança para que a gente vislumbre outras possibilidades de execução”, diz Leo Di Ledy, coordenador de dança da Funceb.

A volta do projeto é celebrada também pelos agentes da dança no estado. O coreógrafo Brunno de Jesus teve obras no projeto nos anos de 2011 e 2015, além de ter atuado como bailarino, e afirma que “o Quarta que Dança é um dos caminhos de garantir a nós artistas uma programação completamente baiana, protagonizada por artistas da terra. Sabemos que Salvador, a Bahia como um todo tem muitas produções de qualidades na linguagem da dança, em suas estéticas, composições, abordagens plurais e inovadoras”. 

| Divulgação |

O artista é o diretor e coreógrafo do espetáculo “Por que Zé?”, que circula nesse mês de agosto, levando reflexões sobre o corpo negro na sociedade contemporânea, inspirado no pagode baiano e em manifestações das culturas periféricas. “Pra mim, integrar esse retorno com colegas artistas nessa programação é esperançar e lutar, festejar, politizar, comunicar com o corpo que dança suas poesias. A minha dança também é um confronto, é existência, assim é modo de construir poesias no corpo politicamente”, pontua. 

Esse ano, os circuitos contemplam as cidades de Salvador, Jequié, Valença, Lauro de Freitas, Feira de Santana e Juazeiro. Serão 32 sessões de espetáculos de Dança e 32 ações formativas na área. São oito grupos contemplados, entre artistas da capital e do interior. 

“São 417 municípios, mas a gente tem tentado minimamente em cada execução ter dentro desse processo artistas do interior que são contemplados. Que possam mostrar sua produção, se apresentar no interior e também na capital baiana. Para a gente também entender que nem todos os artistas que estão no interior querem estar na capital, eles querem produzir nos territórios onde estão”, explica o coordenador.

Programação:


Em agosto, o Circuito Artístico I terá apresentações dos espetáculos “Da Boca de Matilde” (Coletivo Balé do Recôncavo), “Afrobapho: Corpoemas em movimento”, “Kilezuuuuuuuuuuum” (Coletivo: Edu.O, João Rafael e Thiago Cohen), “Por que, Zé?” (Coletivo OYO), que serão realizados em espaços culturais de Salvador (Espaço Xisto), Lauro de Freitas (Cine Teatro), Valença (Teatro Municipal de Valença) e Jequié (Centro de Cultura ACM).

Acesse a programação completa aqui: https://www.ba.gov.br/fundacaocultural/noticias/2025-07/39641/funceb-lanca-programacao-do-projeto-quarta-que-danca-2025
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 Projeto oferece vagas gratuitas no Centro de Cultura João Gilberto

| Foto: redes sociais / @jornadadedancadabahia |

A 15ª Jornada de Dança da Bahia traz à Juazeiro (BA) sua formação itinerante de professores de dança, projeto que já capacitou mais de 2.000 educadores. Os encontros serão no Centro de Cultura João Gilberto, entre os dias 01 e 03 de agosto, com uma turma por dia.

São 30 vagas gratuitas por encontro, com seleção por análise de currículo. As inscrições são feitas através de formulário online. Dúvidas podem ser enviadas para o e-mail: jornadadedanca@gmail.com.

Os participantes ganham matrícula grátis no Módulo 1 da certificação online Isadora Duncan ECD e poderão se inscrever nas atividades da 15ª Jornada de Dança da Bahia. O festival será realizado em Salvador, entre os dias 19 a 23 de novembro de 2025.



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 Atividade será realizada hoje (09) na sala de dança do Sesc Petrolina

| Foto: divulgação |

A sexta-feira (9) será de aula de dança comandada pela dançarina e produtora da Funmilayo Afrobeat Orchestra, Vanessa Soares. O encontro, das 18h às 22h na sala de dança do Sesc Petrolina, trará elementos do Afrobeat em uma proposta de conexão entre corpo, identidade e resistência. 

A ação faz parte do projeto “Dança e Conectividade”, realizado pela Caia Produções em parceria com a Movimentar Produções. A iniciativa reúne forças da arte, da cultura e da educação para promover experiências de escuta, presença e movimento no território do Sertão do São Francisco.

 A oficina “Dança com P.” tem uma abordagem que vai além da técnica corporal, a vivência propõe uma experiência imersiva inspirada no Afrobeat, ritmo criado pelo nigeriano Fela Kuti em conjunto com o baterista Tony Allen, nos movimentos de orixás como Osun e Iemanjá e na leitura do livro Fela: Esta Vida Puta, de Carlos Moore. A proposta das oficinas é buscar trabalhar a autoestima, a beleza e o empoderamento por meio da dança. 

Durante a vivência, além de aprender os movimentos característicos do afrobeat, os/as participantes serão convidados/as a refletir sobre identidade e expressão por meio da leitura de poesias e pinturas corporais, seguido de um bate-papo com a artista.

As atividades são voltadas para pessoas a partir de 16 anos, de todos os gêneros, e têm vagas limitadas.

Conhecendo a artista:

Vanessa Soares dança desde a infância e iniciou sua pesquisa sobre afrobeat em 2008. Em 2015, fez sua primeira viagem para a África e conheceu a Nigéria, onde ficou 27 dias em Lagos; lá, conheceu a família de Fela Anikulapo Kuti, dançou no Felabration, no show da banda Newen Afrobeat, do Chile, e deu aulas de samba e samba rock.

Em sua trajetória, Vanessa já se apresentou em diversos festivais e palcos no Brasil e no exterior, ao lado de nomes como Tony Allen (Nigéria), Antibalas (Nova York), Newen Afrobeat (Chile), Èkó Afrobeat (São Paulo) e Abayomy (Rio de Janeiro). Também participou do videoclipe da música Cativeiro Mental, da banda pernambucana Tio Zé Bá.

Atualmente, Vanessa é dançarina e produtora da Funmilayo Afrobeat Orquestra - a primeira banda de afrobeat do mundo formada exclusivamente por mulheres e uma pessoa não binária preta - e integra a Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop.

Serviço:

Oficina “Dança com P.” com Vanessa Soares

Data: 09 de maio

Horário: 18h às 22h

Local: SESC Petrolina – Rua Pacífico da Luz, Centro

Público-alvo: Pessoas a partir de 16 anos, de todos os gêneros

Valor: R$ 30 inteira - R$ 15 meia

Inscrições pelo SESC-  (87) 3866-7474



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 Companhia estreia documentário e apresenta espetáculos do repertório

| Espetáculo "Rio de Contas" | Foto: divulgação |

A história da dança no Vale do São Francisco é —em grande parte— costurada pela experiência da Cia. de Dança do Sesc Petrolina, lugar de criação e também incubadora de artistas que fizeram a cena local. Em 2025, a companhia completa 30 anos de história e a comemoração é realizada na semana da dança. Até domingo (27), um ocupação é realizada no Teatro Dona Amélia com os espetáculos de repertório.

A “Mostra Cia de Dança do Sesc Petrolina 30 Anos” começou hoje (23) com a exibição do documentário que conta a história do grupo e segue com uma temporada de apresentações. Na sexta-feira (25), será apresentado o “Raízes para o Alto”. Já no sábado (26), o “Eu Vim da Ilha”. E “Rio de Contas” encerra a tríade no domingo (27). 

As sessões são sempre às 20h. O ingresso custa 1kg de alimento não-perecível ou R$30 (público em geral) e R$15 (comerciários e dependentes). As doações serão destinadas ao programa Sesc Mesa Brasil. 

Histórico da Cia. do Sesc Petrolina: 

| Espetáculo "Raízes Para o Alto" | Foto: divulgação |


Fundada em 8 de fevereiro de 1995, a Cia de Dança do Sesc Petrolina é uma referência em dança contemporânea no Vale do São Francisco, desenvolvendo um trabalho de transformação social e cultural por meio da Arte-Educação. Alinhado à missão institucional do Sesc, que busca democratizar o acesso à cultura e promover o desenvolvimento humano por meio da arte, oferecendo não apenas uma formação artística, mas também ampliada, que inclui o desenvolvimento de habilidades e competências no campo da economia criativa. Dessa forma, os participantes têm a oportunidade de se capacitar em diversas áreas, contribuindo para a construção de um pensamento crítico e para a inserção no mercado criativo. Como resultado, Petrolina se destaca nacionalmente como um território de desenvolvimento econômico criativo, se consolidando por meio da dança como um polo de inovação e transformação cultural.

Realizando um trabalho com forte identidade ribeirinha, com muitas influências que vêm do seu próprio quintal, o grupo construiu uma marca em 30 anos de história, que o levou para palcos de todo o País, participando de grande eventos como a MID (Mostra Internacional de Dança, de SP), FIDA (Festival Internacional de Dança de Araraquara), FLIP (Festa Literária de Paraty, Rio de Janeiro), Festival Palco Giratório , em Recife e Porto Alegre, Festival A_Ponte, em São Paulo, Festival de Inverno de Garanhuns, Festival de Inverno de Teresópolis e Nova Friburgo, no Rio de Janeiro e Festival Janeiro de Grandes Espetáculos, no Recife.
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 Programação gratuita conta com espetáculos, mostra de coreografias e atividades formativas

| Espetáculo 'Cavalas' | Foto: divulgação |

Criada para homenagear o bailarino Ailton Marcus, considerado um dos precursores da dança contemporânea em Petrolina, a Mostra 14 de Dança realiza sua programação do ano até domingo (17), em Petrolina. A programação conta com oficina, espetáculos gratuitos e vivências para os artistas participantes, ocupando o Sesc e a Ilha do Massangano.

Este ano, a mostra traz como recorte curatorial “Fluir, Confluir, Transfluir”, em referência ao pensamento do filósofo quilombola Nego Bispo. O poeta, professor e ativista político piauiense, que faleceu no dia 3 de dezembro deste ano, defendia a necessidade de redirecionarmos nossas formas de convivência e de relação com o mundo para práticas mais sustentáveis, eticamente comprometidas com a coletividade e com as dimensões cosmológicas de nossas vidas. 

De 12 a 15, as apresentações se concentram no Teatro Dona Amélia, das 19h às 22h. Na terça (12), será realizada Mostra Ailton Marcus de Solos e Duos; na quarta (13), três obras estarão no palco, a 'Poéticas do Absurdo' da Cia. de Dança do Sesc Petrolina, 'CorpoSertão' de Marcos Aurélio e 'A Ideia Reversa do Suicídio' de Ramon Souzah; Na quinta (14), serão apresentados os solos de Julia Gondim, 'Revoada', e Alysson Amâncio, 'O Cheiro da Lycra'; Na sexta (15), a Qualquer Um dos 2 Companhia de Dança, realizadora da mostra, apresenta 'Cavalo' e  Alana Falcão e Ana Brandão, de Salvador (BA), o 'Cavalas. 

As atividades do dia 16 e 17 serão voltadas apenas para os artistas participantes da Mostra, em espaços da Ilha do Massangano.
 

Serviço:


12ª Mostra 14 de Dança
Período: 11 a 17/12/2023
Locais: Teatro Dona Amélia e Ilha do Massangano
Ingressos: Gratuito


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