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Culturama

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 Mostra fotográfica de Karen Lima retrata rezadeiras com aporte da Lei Paulo Gustavo Pernambuco

| Foto: Lizandra Martins |

A exposição fotográfica “Benza”, que apresenta o universo das rezadeiras do Sertão de Pernambuco, ganhou um site com tour virtual. A tecnologia permite que o público visite as obras através da internet. O acesso é gratuito e pode ser feito neste link. 

Entre fotos de bate-folha, banho de ervas e rezas para males como “sol da cabeça” e “espinhela caída”, a mostra da fotógrafa Karen Lima apresenta cinco rezadeiras de municípios da região. Há Mãe Neide, de Petrolina; Dona Teinha, de Floresta; Mãe Joana, do Quilombo Conceição das Crioulas (Salgueiro); e, de Orocó, Rita Pankará e Dona Terezinha. 

O projeto também amplia seu alcance e garante acessibilidade com o recurso da audiodescrição. Com roteiro de Juniro Formiga e consultoria de Ira Vilaronga, são detalhadas as fotografias para pessoas cegas e com baixa visão. Mas, todos podem ter a experiência clicando nos ícones de áudio ao lado de cada obra.

“Damos um passo importante de tornar mais acessível a exposição, tanto de visitação gratuita às obras, como com esse recurso de acessibilidade”, afirma Karem Lima.

O projeto, assinado pela Pipa Produções, conta com incentivo do Governo de Pernambuco, através do Edital Lei Paulo Gustavo (LPG-PE). Mais informações sobre a exposição estão disponíveis no Instagram do projeto @exposicao.benza e no perfil da fotógrafa @enquadros.



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Artista audiovisual expõe fotografias surrealistas e lançou livro com as imagens

| Foto por André Amorim |


por Iasmin Oliveira

A exposição “Fabulações do Ser Ribeirinho Sertanejo”, do diretor audiovisual Fernando Pereira, reúne 30 fotografias mostrando as margens do rio São Francisco e a paisagem da Caatinga sertaneja, com imagens que misturam memória, território e imaginação. 

Fernando destaca que esse projeto nasce de um desejo profundo de pertencimento. Ele quis olhar para o ser ribeirinho não apenas como tema, mas como experiência viva, como algo que atravessa o território de forma mais íntima 

Além de apresentar imagens que dialogam com o cotidiano e o imaginário ribeirinho, a exposição propõe um percurso visual que atravessa os limites entre realidade e sonho. O surrealismo aparece como linguagem estética que abre novas leituras da paisagem sertaneja, aproximando corpo, água e terra em uma mesma atmosfera poética.




Visitação

Período: 19 de março a 10 de abril de 2026
Dia e horário: Quintas-feiras, das 14h às 18h (ou mediante agendamento prévio)
Local: Submédio Coletivo (Rua José Fernandes, nº 80, Jardim Maravilha, Petrolina-PE)
Entrada gratuita



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Atividade formativa apresenta conceitos básicos de fotografia e edição de imagens pelo celular

| Foto: Abajur Soluções |

por Iasmin Monteiro

O Submédio Coletivo, em Petrolina (PE), realiza a oficina gratuita “Introdução à Fotografia Surrealista”, ministrada pelo professor Fernando Pereira. A atividade é voltada para jovens e adultos a partir de 16 anos e propõe uma introdução criativa ao universo da fotografia, incentivando a experimentação e a construção de imagens autorais.

Durante os encontros, os participantes terão contato com conceitos básicos da fotografia, elementos de composição de imagem e referências do surrealismo na arte. Também serão apresentados aplicativos gratuitos de edição para celular, ampliando as possibilidades de criação fotográfica a partir de dispositivos móveis.

A proposta da oficina é estimular o olhar criativo sobre o cotidiano, mostrando como situações comuns podem ser transformadas em imagens com estética imaginativa e experimental. Ao final da formação, os participantes serão convidados a colocar em prática as técnicas aprendidas por meio da criação de pequenas produções fotográficas.

Não é necessário ter experiência prévia para participar, apenas interesse em aprender e experimentar novas formas de expressão visual.

As inscrições estarão abertas a partir do dia 19 de março. A oficina será realizada nos dias 28 de março e 4 de abril de 2026, das 10h às 13h, no Submédio Coletivo, localizado na Rua José Fernandes, nº 80, no bairro Jardim Maravilha, em Petrolina. A atividade é gratuita e contará com intérprete-tradutora de Libras.




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Mostra integra pesquisa científica sobre o subsolo da região baiana

| Foto: Daniel Menin |

por Eduarda Silva

Quem visitar a reitoria da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) durante o mês de março poderá conhecer o interior das cavernas da Chapada Diamantina. A exposição “Memórias do Subsolo”, montada no local, reúne fotografias feitas pelo fotógrafo e pesquisador Daniel Menin durante uma expedição científica realizada em janeiro de 2025.

As imagens registram formações e paisagens subterrâneas das cavernas Lapa Doce e Torrinha, na Chapada Diamantina, e foram produzidas ao longo de duas semanas de trabalho de campo.

Os registros visuais integram uma pesquisa conduzida pelo professor Daniel Vieira de Sousa, do colegiado de geografia da instituição. Os estudos investigam como as mudanças climáticas ocorridas nos últimos 200 mil anos influenciaram o solo e a vegetação da região. 

A exposição busca apresentar ao público parte do processo científico realizado nesses ambientes subterrâneos e ampliar o acesso a pesquisas desenvolvidas na instituição. 

A mostra é aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h com entrada gratuita.

Após a temporada em Petrolina, a mostra também deve circular pelo campus Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato (PI).



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Cássio Costa propõe um olhar poético e político sobre a existência de mulheres trans no sertão 

| Foto: Cássio Costa |

por Iasmin Monteiro

Inspirada na flora da caatinga e nas margens do Velho Chico, TRANSFloRio é a primeira exposição fotográfica solo de Cássio Costa. A mostra reúne 20 fotografias que retratam a vida de mulheres trans sertanejas no contexto semiárido e ribeirinho em que vivem, exaltando suas belezas e deslocando o olhar exótico e depreciativo que historicamente recai sobre seus corpos. A visitação é gratuita e segue até o dia 27 de março, mediante agendamento pelo Instagram da ONG Cores.

O autor, fotógrafo e jornalistas conta que o projeto nasceu de uma inquietação diante das estatísticas alarmantes de violência. O Brasil é o país que mais mata pessoas trans e LGBTQIAPN+ no mundo e, segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais, Pernambuco ocupa o sétimo lugar no ranking de assassinatos de pessoas trans. Para ele, todo trabalho artístico surge de uma provocação e, nesse caso, a urgência era transformar dor em celebração. 

“O corpo trans é um dos mais marginalizados e estigmatizados. A proposta da exposição é justamente enaltecer essas vidas. Em um estado que aparece nas estatísticas de violência, ver esses corpos vivos, produzindo arte e ocupando espaços, já é motivo de celebração”, afirma.

A estética do trabalho dialoga com cores quentes e com elementos da caatinga, das flores e do rio São Francisco. Cássio explica que também se inspirou na fotógrafa pernambucana Júlia Vasconcelos, que discute masculinidades no contexto sertanejo. Segundo ele, a exposição conversa com esse território marcado por narrativas de machismo e masculinidades rígidas, mostrando que corpos trans existem no sertão e precisam ser lembrados, respeitados e celebrados.

Ao ser questionado sobre o que busca transmitir com as imagens, Cássio é direto: o foco é a celebração da vida das pessoas trans! Ele explica que procurou construir ensaios poéticos, sem nudez, com as personagens bem vestidas e maquiadas, ressaltando suas belezas e subjetividades. A intenção é deslocar o olhar que costuma sexualizar e estigmatizar esses corpos, apresentando outras nuances que não sejam o preconceito.

| Foto: Cássio Costa|


A exposição retrata três mulheres trans de Petrolina: Amanda Vieira, Kayllah’Belle e Jhenyffer Braga. Todas são sertanejas e desenvolvem trabalhos ligados à arte, encontrando nela caminhos para romper com a marginalização que historicamente atinge pessoas trans. Para o fotógrafo, elas ocupam papéis importantes na cena cultural local.

“O trabalho também gerou remuneração para as envolvidas. A equipe é majoritariamente composta por pessoas trans e LGBTQIAPN+, reforçando o compromisso do projeto com inclusão e fortalecimento da comunidade”, disse.

O texto que acompanha a exposição foi escrito por Alzyr Brasileiro, presidenta da OSC Cores, organização que sedia a mostra. Em um dos trechos, ela afirma: “E nós flores indomáveis do rio e da caatinga somos vidas que ninguém conseguiu impedir de nascer e muito menos impedirá de viver, afinal, somos trans, flor, rio e vida”, escreveu.



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Obra de Caio Alves está disponível para acesso gratuito na internet

| Foto: Caio Alves |

O fotógrafo, jornalista e artista visual Caio Alves lança o fotolivro digital “Mulheres do (Velho Chico) Opará: conexões e histórias”, um projeto que reúne fotografia, colagem e depoimentos de três mulheres que mantêm uma relação afetiva e cotidiana com o rio. Disponível gratuitamente, o fotolivro pode ser acessado aqui.

Segundo o artista, a obra propõe um olhar sensível sobre o Opará enquanto território de memória, trabalho, cultura e resistência, evidenciando a presença e o protagonismo feminino em suas margens.

Reunindo as histórias de Aline Alcântara, Alinne Café e Martha Nunes (Sannuma), o fotolivro apresenta vivências conectadas ao rio por meio do ativismo, do cotidiano e de saberes ancestrais. Ao longo do trabalho, o Opará deixa de ser apenas cenário e passa a ser compreendido como um corpo vivo, atravessado por experiências pessoais e coletivas que revelam diferentes formas de pertencimento.

Um dos eixos conceituais do projeto é a escolha simbólica de riscar o nome “Velho Chico” e resgatar Opará, denominação de origem indígena e feminina, atribuída ao rio antes do processo de colonização. Para Caio, esse gesto vai além da estética: “O rio já existia e já tinha nome antes da colonização. Trazer o Opará de volta é um ato de memória, de respeito aos saberes originários e de valorização de histórias que foram, ao longo do tempo, silenciadas”.



Sobre o artista:


Caio Alves é natural de Juazeiro-BA e reside em Petrolina-PE há dez anos. Foi um dos vencedores do Prêmio Pernambuco de Fotografia (2024) e do Prêmio Petrolina - Um Novo Olhar (2025), além de ter tido trabalho exposto na Mostra Foto Preta, realizada em Recife, iniciativa de destaque dedicada à valorização de fotógrafos e fotógrafas negras(os). Sua produção transita entre o documental e a criação artística, com foco em identidades, territórios e narrativas do sertão e do Vale do São Francisco.

O projeto Mulheres do Opará: conexões e histórias foi realizado com incentivo do Edital nº 005/2024 da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), na cidade de Petrolina-PE, reafirmando a importância do investimento público na produção cultural independente.



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Mostra reúne fotos selecionadas em concurso que celebrou os 130 anos da cidade

| Foto: divulgação Prefeitura de Petrolina |

por Eduarda Silva

O Parque do Povo Rafael Coelho recebe neste sábado (6), das 17h às 21h, a exposição “Petrolina: Um Novo Olhar”. A mostra apresenta imagens escolhidas no concurso realizado em celebração aos 130 anos do município e reúne parte do material produzido pelos participantes. A entrada é gratuita.

O concurso premiou em mil reais na categoria amador e três mil reais na categoria profissional. A seleção foi feita com base em critérios como aderência ao tema, originalidade, qualidade técnica e impacto visual.

Serão exibidas as 20 fotografias vencedoras. A proposta é dar visibilidade aos olhares que retratam a vida urbana, a paisagem natural e a cultura local.



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Trabalho da fotógrafa Karen Lima foi realizado com edital da Lei Paulo Gustavo PE

| Foto: Lizandra Martins |

“Benza”, da fotógrafa Karen Lima, apresenta o universo das rezadeiras do Sertão de Pernambuco. Produzida em diferentes cidades sertanejas, a proposta ressalta a força e a permanência dessa tradição.

A exposição segue aberta até o próximo sábado (6), com visitação gratuita na Biblioteca Municipal Cid Carvalho, em Petrolina, Sertão do Pernambuco.

➡️ Assista o vídeo que preparamos:





✍️ Texto, narração e edição: @iasminas3
🎥 Imagens: @adriano.alves


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Fotografias de rezadeiras foram feitas por Karen Lima a partir de pesquisa da Lei Paulo Gustavo Pernambuco

| Foto: Karen Lima |

Com fotografias de rezadeiras do Sertão pernambucano, a exposição “Benza”, da fotógrafa Karen Lima, chega a Petrolina-PE. Com registros documentais e poéticos de rituais de benzedura e momentos de fé, a mostra reúne 35 imagens impressas em papel e tecido, além de registros disponíveis em monóculos, proporcionando uma experiência interativa. A abertura será realizada nesta quarta-feira (19), às 19h, na Biblioteca Municipal Cid Carvalho. A visitação seguirá aberta ao público até 5 de dezembro, de forma gratuita. Escolas e instituições sociais podem agendar visitas com mediação cultural.


A exposição retrata cinco rezadeiras de diferentes cidades do Sertão. São elas: Mãe Neide, de Petrolina; Dona Teinha, de Floresta; Mãe Joana, do Quilombo Conceição das Crioulas (Salgueiro); e, de Orocó, Rita Pankará e Dona Terezinha. Para aproximar o público das protagonistas, a mostra inclui trilha sonora com cantigas, rezas e depoimentos das próprias rezadeiras. A exposição ainda conta com recursos de audiodescrição, garantindo acessibilidade a visitantes com deficiência visual.


 | Foto: divulgação |

Entre fotos de bate-folha, banho de ervas e rezas para ‘sol da cabeça’ ou ‘espinhela caída’, Benza tem o objetivo de manter viva a memória e a tradição das benzedeiras, de acordo com Karen Lima. “Quem visitar a exposição vai sentir de perto a energia, a entrega e o respeito presentes em cada gesto, cada ritual fotografado, despertando curiosidade e evocando lembranças diante dos mistérios que as benzedeiras guardam”, convida a fotógrafa.


Instituições sociais e escolas da rede pública e privada podem participar de visita com mediação cultural, incluindo material educativo, para grupos a partir de 11 anos. Os interessados podem fazer contato pelo e-mail: producoespipa@gmail.com, com envio de informações sobre número de pessoas, faixa etária, data e horário de interesse para a visitação.


A exposição é assinada pela Pipa Produções, com apoio da Prefeitura de Petrolina, e conta com incentivo do Governo de Pernambuco, através do Edital Lei Paulo Gustavo (LPG-PE).


Mais informações sobre a exposição estão disponíveis no Instagram do projeto @exposicao.benza e no perfil da fotógrafa @enquadros.




Serviço - Exposição Benza

Data: 19/11 a 5/12 

Biblioteca Municipal Cid Carvalho, Petrolina-PE

Segunda a sexta - 8h às 21h

Sábado - 8h às 18h

Domingo - 8h às 14h



 

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 Projeto já passou por Salgueiro e Floresta

| Foto: Karen Lima |

por Mayane Santos / Ascom

O município de Orocó (PE) receberá, entre os dias 27 e 29 de setembro, a exposição “Benza”, assinada pela fotógrafa e pesquisadora Karen Lima. O projeto retrata a força simbólica, cultural e espiritual das rezadeiras do Sertão pernambucano, reunindo 35 fotografias que transitam entre o documental e o poético. Realizada com o incentivo do Governo de Pernambuco, através do Programa Nacional Aldir Blanc (PNAB), a mostra estará aberta para visitação neste sábado (27), na Aldeia Pankará Riacho do Brígida, das 16h às 20h; no domingo (28), na Praça da Igreja Católica, das 16h às 20h; e na segunda-feira (29), na Escola Municipal Estanilau Luiz Bione, das 09h às 12h  e 13h às 15h.

A exposição mergulha nas histórias, na fé e na espiritualidade de cinco guardiãs de saberes ancestrais em Pernambuco: Rita Pankará e Dona Terezinha, de Orocó; Dona Teinha, de Floresta; Mãe Joana, do Quilombo Conceição das Crioulas (Salgueiro); e Mãe Neide, de Petrolina. Produzidas a partir de pesquisas realizadas por Karen Lima em visitas a essas localidades, as fotografias buscam retratar a essência de cada uma delas e valorizam tanto a imagem quanto a oralidade dessas mulheres, reconhecidas como referências comunitárias e espirituais em seus territórios. 

Orocó é o terceiro município a receber a exposição, que teve sua estreia em Salgueiro e promoveu uma sessão, em seguida, na cidade de Floresta. Agora, a expectativa é de criar novas conexões e levar a mostra a diferentes pontos da localidade: a área urbana, onde mora Dona Terezinha, e o território do povo Pankará, de Rita. “A passagem por esses locais têm um significado muito especial, já que se trata de um lugar de grande importância e cujo acesso exige cuidado e respeito. Realizar as fotos e, agora, expor ali é motivo de muita alegria”, acrescenta a fotógrafa. 

Montada em estrutura itinerante, a instalação propõe uma experiência sensorial, com fotografias impressas em tecido, monóculos que remetem à memória familiar, ferramentas de audiodescrição para pessoas cegas e uma ambientação composta por trilha sonora com rezas e depoimentos das rezadeiras. “Queríamos que a exposição chegasse às comunidades, para que elas mesmas pudessem se ver nas imagens. É um reconhecimento, uma forma de valorização e difusão das histórias dessas mulheres”, explica Karen Lima. 

Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Pernambuco e tem apoio financeiro do Governo do Estado de Pernambuco, através da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura - Governo Federal. 



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 Artista traça o perfil de cinco rezadeiras do interior de Pernambuco

| Foto: Karen Lima |

Em “Benza”, a fotógrafa Karen Lima retrata a força simbólica, cultural e espiritual das rezadeiras do Sertão pernambucano. A exposição reúne 35 fotografias que transitam entre o documental e o poético. 

A exposição mergulha nas histórias, na fé e na espiritualidade de cinco guardiãs de saberes ancestrais em Pernambuco: Mãe Joana, do Quilombo Conceição das Crioulas (Salgueiro); Rita Pankará e Dona Terezinha, de Orocó; Dona Teinha, de Floresta; e Mãe Neide, de Petrolina. 

Produzidas a partir de pesquisas realizadas por Karen Lima em visitas a essas localidades, as fotografias buscam retratar a essência de cada uma delas e valorizam tanto a imagem quanto a oralidade dessas mulheres, reconhecidas como referências comunitárias e espirituais em seus territórios. 

Montada em estrutura itinerante, a instalação propõe uma experiência sensorial, com fotografias impressas em tecido, monóculos que remetem à memória familiar e recursos de audiodescrição para pessoas cegas. 

“Queríamos que a exposição chegasse às comunidades, para que elas mesmas pudessem se ver nas imagens. É um reconhecimento, uma forma de valorização e difusão das histórias dessas mulheres”, explica Karen Lima.

Veja um pouco da exposição no vídeo:



Ricas em sabedoria, as rezadeiras no Sertão de Pernambuco guardam aspectos importantes da cultura local. De acordo com Karen, a tradição das rezadeiras carrega saberes transmitidos de geração em geração e que ainda resistem, mesmo diante do risco de desaparecimento. 

“A exposição também se propõe a preservar essa herança cultural tão importante. Ao fotografar essas mulheres, sinto que preservo não só uma tradição, mas também parte da minha própria história”, afirma a fotógrafa. 

A primeira semana de exposição foi em Salgueiro (PE). Durante dois dias, 4 e 5 de setembro, a mostra ficou na Praça Carlos Pena, onde foi vista por populares e estudantes de escolas da rede pública. No dia 6, foi o momento mais especial, a exposição chegou à Conceição das Crioulas, comunidade remanescente quilombola, onde reside uma das perfiladas, Mãe Joana. 

Escute um depoimento de quem viu a exposição:



Após a estreia, “Benza” segue para os municípios de Floresta e Orocó, em locais comunitários e de acesso livre ao público.

Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Pernambuco e tem apoio financeiro do Governo do Estado de Pernambuco, através da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura - Governo Federal. 



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 Exposição fica em cartaz até 30 de setembro no Restaurante Casarão

| Foto: divulgação |

A exposição fotográfica “Entre Imagens e Memórias” será aberta hoje (4), às 19h30, no Restaurante Casarão, em Petrolina (PE). Assinada pelos artistas Márcia Galvão e Paulo Henrique Reis, a mostra fica em cartaz até o dia 30 de setembro.

O público pode conferir as obras durante o horário de funcionamento do restaurante, de terça a quinta, das 11h às 16h, e de sexta a domingo, das 11h às 22h. O Restaurante Casarão está localizado na Rua Mal. Deodoro, nº 969, Centro, Petrolina Antiga. 

Com um acervo que retrata a beleza de pessoas e paisagens locais, a exposição convida o público a explorar nossas origens. “A mostra é uma forma de honrar nossas memórias e a identidade do nosso povo. É um convite para que as pessoas resgatem as suas raízes e valorizem a beleza que nos cerca”, afirma Márcia Galvão.

Para mais informações, o contato é (87) 99676-0858.



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 A iniciativa homenageia o aniversário da cidade e tem inscrições abertas para fotógrafos de todo o Brasil

| Foto: Prefeitura de Petrolina |

Para celebrar seu aniversário, a Prefeitura de Petrolina lançou o 1º Concurso de Fotografias: “Petrolina: Um novo Olhar”. O edital convida fotógrafos profissionais e amadores a registrarem de forma criativa os múltiplos aspectos da cidade.

O concurso premia 10 imagens em cada uma das duas categorias: Profissional e Amador. Além de valor em dinheiro, os vencedores terão suas obras exibidas em uma exposição itinerante que percorrerá diversos espaços da cidade. Ao final da mostra, as imagens passarão a compor o acervo público municipal.

Cada participante pode enviar até duas fotos, sendo que apenas uma poderá ser premiada. O edital especifica que 60% da premiação será destinada a moradores de Petrolina, que comprovem residência no município há pelo menos um ano. A categoria Profissional tem prêmio de R$ 3.000,00 por fotografia, enquanto a categoria Amador de R$ 1.000,00.

As inscrições são gratuitas e seguem até o dia 1º de setembro. Para mais informações e para se inscrever, acesse este link. 
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 A fotógrafa traz à tona a força e a beleza de uma parte significativa de Juazeiro (BA)

| Foto: Anna França |

A fotógrafa Anna França nos leva para dentro do processo criativo que a conectou com o Angari, bairro de Juazeiro (BA) que foi tema de seu Trabalho de Conclusão de Curso. Em uma conversa, explica que a escolha foi feita não só pela sua estética e proximidade com o Rio São Francisco, mas pelo sentido de resistência. É uma comunidade ribeirinha, com pescadores que se mantém por anos no centro da cidade, apesar dos desafios e estigmas.

“A ideia inicial era de que esse trabalho se dedicaria a investigar o patrimônio histórico do município, utilizando como base fotografias das décadas 1920 a 1970, [...] No meio desse caminho uma sensação de vazio me tomou”, relata. 

“Elas se concentram apenas nos prédios da cidade e faltava a relação com as pessoas e o espaço de convivência.”

| Foto: Anna França |


Sua sensação de incompletude só mudou quando chegou ao Angari e passou uma tarde de observação. 
“Lá estava tudo que eu busquei durante um mês: vida, energia, amor dos moradores pela sua localidade, hábitos culturais e de sobrevivência como a pesca, o banho de rio e o cuidado para com a comunidade”. 

 





O Angari mudou o rumo do seu trabalho e também de sua percepção sobre patrimônios históricos. 
“O que mais me encheu os olhos, foi me dar conta que o próprio bairro é um patrimônio imaterial de Juazeiro e que um símbolo cultural não precisa, necessariamente, ser uma construção isolada ou construída em homenagem a uma pessoa”.

[T] Eduarda Silva.



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 Projeto tem recursos da Lei Aldir Blanc PE

| Foto: Caio Alves |

Com aproximadamente 2.830 km de extensão e passando por cinco estados, o Rio São Francisco é gerador de energia, atrativo turístico e fonte principal de irrigação e abastecimento de água. Ribeirinhos e ribeirinhas também utilizam o Velho Chico para buscar inspiração, meditar, se conectar com o passado e ter paz. Esses aspectos estão retratados no fotolivro “Rio São Francisco: singularidades”, do fotógrafo e jornalista juazeirense Caio Alves.  

Natural de Juazeiro, norte da Bahia, e morando há 5 anos em Petrolina, Sertão de Pernambuco, o fotógrafo conta que o trabalho surgiu de observações e conversas sobre a ligação que as pessoas constroem com o rio. “Tenho o Velho Chico como meu guia, fonte de referência para meus projetos e de conexão com a natureza. Cada ribeirinho e ribeirinha se conecta com o Rio de alguma forma e isso é interessante, pois cada um possui sua maneira de sentir as águas do Opará - nome em que os povos indígenas chamavam o São Francisco”, explicou.

O trabalho pode ser conferido no Instagram do fotógrafo (@caioalvesfotografia), em um vídeo de apresentação no YouTube e no site (caioalvess.46graus.com/rio-sao-francisco-singularidades/), onde o fotolivro pode ser baixado. São 11 ensaios fotográficos, onde cada participante teve que escolher uma palavra para definir a sua relação com o Rio São Francisco.

As fotografias foram realizadas em Petrolina- PE (Orla, Ilha do Massangano e Serrote do Urubu), Juazeiro-BA (Orla) e na Ilha do Fogo. O trabalho recebeu incentivo do Edital Criação, Fruição e Difusão da 2ª edição do Prêmio de Cultura Lei Aldir Blanc Pernambuco (LAB PE). 

Esse é o terceiro fotolivro publicado por Caio. Em 2021, o fotógrafo lançou dois e-books: "A cidade que me acolheu: Petrolina em colagens e fotografias" e "Beira de Rio: um olhar para o Velho Chico". Todos esses trabalhos podem ser conferidos e baixados no site: caioalvess.46graus.com.  

[T] Ascom Caio Alves


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 ‘A cidade que me acolheu: Petrolina em colagens e fotografias’ está disponível para acesso gratuito

| Catedral Sagrado Coração de Jesus e Concha Acústica, pelos olhares do fotógrafo | Foto: Caio Alves |

Petrolina é um município com mais de 350 mil habitantes, segundo a estimativa feita pelo IBGE em 2020, e cada um deles enxerga o lugar de uma forma diferente. Um morador em especial, o fotógrafo e jornalista Caio Alves, decidiu registrar suas visões sobre a cidade no fotolivro ‘A cidade que me acolheu: Petrolina em colagens e fotografias’. As imagens mostram locais mais turísticos, como a Catedral Sagrado Coração de Jesus, e outros menos badalados, como as ruas do bairro Cohab Massangano, todas captadas sob a perspectiva particular de seu autor. A obra está disponível online e pode ser acessada gratuitamente.

Caio Alves é natural de Juazeiro e atravessou a ponte para morar em Petrolina há cinco anos. Durante esse tempo, nunca havia desenvolvido um trabalho especificamente sobre o município pernambucano. ‘A cidade que me acolheu’, então, nasceu como o pagamento de uma dívida. O jornalista explica que as imagens refletem diferentes visões sobre Petrolina registradas ao longo da vida e que, mesmo quando retratam pontos turísticos, as fotografias não fazem isso de uma forma convencional. “Busquei colocar meu olhar e reviver alguns momentos da infância e adolescência. Às vezes, quem estava ali não era o Caio de 30 anos, e sim o Caio criança que ficava encantado com a grandiosidade da Catedral - e curioso para saber como era por dentro - ou o Caio jovem, que começou a trabalhar e estudar na cidade e acabou conhecendo novos locais”, conta.

De acordo com o fotógrafo, o livro funciona como um passeio por Petrolina. “Mostro os locais que costumo andar, fazer trabalhos fotográficos e relaxar. É a Petrolina em que vivo: as janelas dos ônibus que pego, o jardim da Cohab Massangano, as cores dos casarões de Petrolina Antiga e o movimento de um sábado na feira. É um passeio em que fui lá atrás, na infância, para lembrar das primeiras sensações que tive ao conhecer cada local que registrei para esse livro. Quem acessar o livro também está convidado a fazer essa descoberta”, declara. Percorrer esses cenários em uma pandemia, aliás, foi um desafio para Alves, que precisou conciliar a fotografia com a realização de atividades essenciais ou, quando não era possível, teve que escolher os dias e locais menos movimentados para captar suas imagens.

Alguns aspectos são recorrentes em todo o fotolivro: as cores fortes, os elementos da natureza, as formas geométricas repetidas. Para Caio Alves, as características associadas à realidade sertaneja são uma parte importante de sua obra. “Gosto de trabalhar com cores quentes. Certa vez, eu disse para um amigo artista plástico que tento aproximar com a cor do ambiente que estou fazendo a fotografia, e que gostava de colocar as cores do Sertão: o amarelo e o marrom. O amarelo pela questão do sol forte e o marrom por conta do nosso chão”, comenta. As paredes dos casarões da Petrolina Antiga e um barco parado às margens do Rio São Francisco são exemplos do uso dessas cores que estão presentes no livro.

| Através da colagem, fotógrafo transporta a Catedral para as margens do Velho Chico | Arte: Caio Alves |

Além das fotografias, ‘A cidade que me acolheu’ também reúne colagens feitas por Alves, que fazem surgir novas facetas de Petrolina ao mesclar lugares, como igrejas, e símbolos culturais, como as carrancas. O autor do livro relata o processo de criação de uma das obras. “A primeira colagem que fiz para o trabalho foi com a Catedral perto do Rio São Francisco. Fiquei imaginando como ela ficaria na beira do rio com os barcos passando perto dela. Depois busquei colocar construções antigas, como a Catedral, um monumento e os casarões de Petrolina Antiga junto com edificações novas. É uma maneira de brincar com a imaginação”, lembra Alves.

A obra recebeu incentivo da Secretaria Executiva de Cultura de Petrolina, através da Lei Aldir Blanc, e tem apoio cultural da Sol e Cacto Comunicação, da Rotas do Vale e do Fórum Popular de Cultura de Petrolina/PE. Outras informações sobre o livro e o autor podem ser acessadas em seu site oficial e também no perfil do Instagram do fotógrafo.

Texto: João Pedro Ramalho
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 ‘Coleção de Memórias de Canudos’ pode ser acessada online

| Fotografia 'Vestígios da cidade' revela as ruínas da antiga Canudos | Foto: Dila Reis |

Vamos imaginar que, em um cenário sem necessidade de isolamento social, determinado espaço cultural promove uma exposição chamada ‘Coleção de Memórias de Canudos’, realizada por Dila Reis Mendes, arquiteta e urbanista, em parceria com o Instituto Popular Memorial de Canudos (IPMC). Nela, Dila reúne imagens e lembranças ligadas à história do município do norte baiano, especialmente sobre as ruínas da antiga cidade, outrora inundadas por um açude, mas que ressurgem de tempos em tempos e reavivam as memórias dos atuais moradores. O acervo está disposto em oito salas e podemos começar a explorá-lo por qualquer uma delas: ‘Reminiscências’; ‘Conselheirismo’; ‘Cartazes das Romarias’; ‘Romarias’; ‘Açude Cocorobó’; ‘Ser-tão’ e ‘Gente’. 

Ao entrar na sala ‘Reminiscências’, ouvimos, ao fundo, clarinete e violão unirem-se em uma melodia suspirante. Expostas nas paredes, fotos registram detalhes da vida cotidiana: panelas penduradas, roupas e peças de carne secando nos varais, um pilão à espera de ser usado. Uma fotografia de vestígios humanos deixados pela Guerra de Canudos provoca choque, mas a imagem seguinte, com pequenas plantas despontando no solo, traz esperança. E à medida que a música avança, somos envolvidos em um espírito que mescla nostalgia, melancolia e paz.

Mesmo sem parecer, contudo, ‘Coleção de Memórias de Canudos’ é uma exposição virtual - e esse é um de seus maiores méritos. Através das imagens, das músicas que acompanham algumas das oito salas e dos depoimentos de moradores, organizados em texto e em áudio, somos transportados ao espaço de uma galeria. E além: viajamos à própria Canudos. Sentimos o balanço tranquilo do Açude Cocorobó, construído em 1969 sobre a cidade velha e sobre as lembranças da Monte Santo liderada por Antônio Conselheiro; mas também ficamos apreensivos ao ver suas águas revelarem as ruínas do local. Somos convidados a passear pelas ruas da cidade, pelas grutas do Raso da Catarina, pelas trilhas de uma Caatinga ensolarada e noturna, seca e verde, sempre viva. Ainda voltamos no tempo para participar das romarias e celebrar a fé e a resistência de seu povo.

| 'Vida': o verde desponta sobre o chão | Foto: Dila Reis |

Ao mesmo tempo em que nos transporta a Canudos, a exposição leva a cidade ao mundo. O registro das memórias dos moradores em uma plataforma digital, acessível em qualquer parte do país, é outro mérito da obra. Esses depoimentos são fruto da pesquisa feita por Dila Reis para a obtenção do mestrado, enquanto as imagens são em parte de autoria da arquiteta, em parte originadas do acervo do IPMC. Por trazer os relatos de pessoas que viram suas casas serem inundadas pelo açude, ou cujos avós teriam conhecido Antônio Conselheiro, ou que ainda hoje militam contra os efeitos das violências sofridas ao longo dos anos, a exposição torna-se mais um instrumento de luta pela preservação da história local e nacional. 

No texto de Apresentação, lemos que a obra ajuda a provocar “a subjetividade, a afetividade, a natureza social e o pensamento crítico” do público. Tem funcionado. Um depoimento postado nessa mesma página reverbera o desejo de seus organizadores: “Que as memórias das insugêncais [sic] e resistências sejam preservadas para que possam iluminar novos caminhos!”, conclama a visitante identificada como Arlene.

| No 'Alto da Favela', o solo se prostra ante o cruzeiro | Foto: Dila Reis |

E na Canudos de Dila Reis, os caminhos levam para o futuro e para o passado, para a vontade de mudanças e para o retorno às memórias. Levam ao cruzeiro no Alto da Favela, onde as ranhuras do chão se dobram como que em reverência e adoração, e vão até as conchas deixadas para trás pelo recuo das águas do açude, lembrando à fotógrafa a profecia conselheirista de que o sertão viraria mar. Seus registros instigam os estudiosos a pesquisar a cidade e suas histórias e convidam os moradores emigrados a voltar. Na sala 'Reminiscências', um visitante não identificado, que também se embalou pela nostalgia sugerida pela exposição, declarou: “Emociona ler os comentários destas pessoas. Revejo a caatinga, revejo Canudos e sinto saudade.” Ainda que por alguns instantes, é possível dizer que essa saudade cessou.

Exposição 'Coleção de Memórias de Canudos'

Link para acesso: http://www.memoriasdecanudos.blogspot.com/

Texto: João Pedro Ramalho
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 Fotos foram publicadas na plataforma digital Flickr

| Uma das fotografias que compõem o acervo da exposição | Foto: Heitor Rodrigues |

Um homem caminha sozinho ao lado de uma avenida movimentada. Uma pessoa dorme sob a sombra de uma árvore. Cabras abrigam-se do sol em um ponto de ônibus. Essas imagens podem até parecer desconexas, mas fazem parte do cotidiano de Juazeiro e foram capturadas pelas lentes de Heitor Rodrigues e Pók Ribeiro. Ao todo, os fotógrafos produziram e selecionaram 68 fotos de 35 bairros e sete distritos do município baiano, que compõem a exposição ‘Juazeiro: Luz e Sombra’ e podem ser acessadas online,  a qualquer momento, no Flickr (https://abre.ai/jualuzsombra).

A escolha dos lugares fotografados levou em conta o desejo de propor novas perspectivas sobre o cotidiano no espaço urbano de Juazeiro, fugindo de estereótipos e lugares-comuns. De acordo com Pók Ribeiro, foi difícil selecionar os locais visitados entre os tantos possíveis, mas o resultado reflete a pluralidade presente no município. “O que queríamos mesmo era mostrar os tantos Juazeiros que existem para além da orla, do Vaporzinho, da estátua de João Gilberto. Lugares e pessoas que não são vistas”, explica a fotógrafa.

| Sob a sombra do ponto de ônibus, animais descansam. | Foto: Heitor Rodrigues |

Pók Ribeiro conta que o título do projeto também é motivado pela diversidade presente no espaço urbano. “Essas diversidades se interconectam e constroem um todo complexo, vivo e pulsante, assim como na fotografia, em que luz e sombra se completam. Elas estão sempre juntas, cabe a nós nos propormos a enxergá-las, seja na poética das imagens fotográficas ou das paisagens sociais tão desiguais”, afirma.

E-book

Parte das fotografias expostas também estarão reunidas em um livro, em formato e-book, que tem lançamento previsto para o final de março, pela editora E-Publicar. O acesso será gratuito, através das plataformas de livros digitais, e também pode ser feito a qualquer momento após sua disponibilização. 

Para obter mais informações sobre ‘Juazeiro: Luz e Sombra’, basta procurar as redes sociais do projeto, no Instagram (@juazeiroluzesombra) e no Facebook (https://fb.com/juazeiroluzesombra/). A exposição fotográfica e a publicação do e-book receberam apoio financeiro da Prefeitura Municipal de Juazeiro, através da Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes, via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal. 

Texto: João Pedro Ramalho

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