Artista revisita suas composições em versões acústicas e aposta na intimidade do voz e violão para ampliar seu alcance
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| | Foto: divulgação | |
por Iasmin Monteiro
Zallyak apresenta ao público um novo trabalho em formato voz e violão, que revisita sua própria discografia sob uma perspectiva mais crua e emocional. O artista independente de Petrolina (PE), conhecido por uma estética pop marcada por elementos eletrônicos e forte conexão com o território onde vive, o artista agora aposta na simplicidade do acústico para ampliar o alcance de suas narrativas e destacar a essência de suas composições.
LGBTQIAPN+ e assumidamente comprometido com a própria verdade artística, Zallyak constrói músicas que passam por experiências pessoais, afetivas e sociais. Faixas como “Cidade” evidenciam momentos delicados de sua trajetória e também os desafios de se manter como artista independente no interior de Pernambuco. No novo projeto, ele revisita canções como “Estranho”, “Tarde Demais” e “Pro Mundo Acabar”, esta última acompanhada de um videoclipe gravado no Centro Cultural João Gilberto, na vizinha Juazeiro.
| | Foto: divulgação | |
A escolha pelo formato acústico não foi planejada inicialmente como um grande projeto, mas surgiu de maneira espontânea. Em um encontro familiar, ao interpretar suas músicas apenas com violão, Zallyak percebeu uma nova potência em suas composições. “Eu já escutava minhas músicas nesse formato antes de irem para o estúdio, mas quando alguém comentou que preferia assim, fez todo sentido transformar isso em um projeto”, relembra.
O resultado é um trabalho que evidencia a força da composição e da interpretação. Ao despir músicas originalmente produzidas com camadas eletrônicas, o artista revela novas nuances emocionais. “Quando a gente muda o arranjo, a música caminha para outro público. No voz e violão, ela fica mais abrangente, mais aberta para diferentes pessoas”, explica. Ele cita “Estranho” como exemplo dessa transformação: originalmente com influência do funk, a faixa ganha contornos mais melancólicos na versão acústica.
A recepção do público também impulsionou o lançamento. Nas redes sociais, seguidores já demonstravam interesse pelas versões mais íntimas, frequentemente pedindo que o artista registrasse oficialmente essas interpretações.
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| | Foto: divulgação | |
Com todas as músicas autorais, Zallyak mantém um processo criativo ligado às próprias vivências. Relacionamentos, experiências cotidianas e o contexto social em que está inserido são matéria-prima constante.
“Se não for verdadeiro, eu travo. Preciso sentir que aquilo existiu para conseguir escrever”, afirma.
O lançamento do acústico também aponta caminhos para o futuro. Entre os próximos projetos está a faixa “Juazeiro da Bahia”, que marca um novo momento em sua carreira: pela primeira vez, o artista participa diretamente da produção musical. A canção deve ser apresentada ao vivo em um show no Casarão,que será realizado no dia 19 de abril, reforçando sua presença na cena cultural local.
Com o novo trabalho, Zallyak reafirma sua identidade artística ao mesmo tempo em que experimenta novas formas de se comunicar com o público. Entre o eletrônico e o orgânico, o artista segue construindo uma obra que parte do território, passa por afetos e encontra, na simplicidade do violão, uma maneira de existir e ser ouvido.
Veja o projeto Voz e Violão de Zallyak completo aqui!
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