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Culturama

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Bailarino, pesquisador e gestor cultural desenvolve trabalhos que conectam cena, artes visuais e o imaginário do Rio São Francisco

| Foto: reprodução do filme 'Onde Ele Anda É Outro Céu |

por Eduarda Silva

Entre o corpo e o território, a dança de André Vitor Brandão se constrói como campo de atravessamentos, onde arte e a política caminham juntas. Nascido em Campo Formoso (BA) e radicado desde a infância em Petrolina (PE), o artista encontrou no Vale do São Francisco não apenas um lugar de formação, mas também o ponto de partida para uma trajetória em diálogo com o território.

Foi ainda na escola que começou a se aproximar das artes, integrando grupos de dança e teatro em um período de intensa movimentação cultural na cidade. Nesse contexto, passou pelo Brasílica de Dança e ampliou seu contato com artistas da cena local. Pouco tempo depois, em 2006, ingressou na Cia. de Dança do Sesc Petrolina, onde constrói uma trajetória de dezenove anos como bailarino e assistente de direção.

É nesse percurso que também se consolida uma de suas principais linhas de investigação: a presença do corpo masculino na dança. Ao refletir sobre o contexto do sertão, marcado por imagens rígidas de masculinidade, André passa a compreender o homem que dança como um corpo que desloca expectativas. 

| Foto: Thierri Oliveira |


Sua atuação com a Qualquer Um dos 2 Companhia de Dança contribui diretamente para esse debate, levando à cena trabalhos que abordam gênero, afetividade e desejo. Essa pesquisa também aparece no livro “O homem que dança: a presença do corpo masculino na dança contemporânea”, publicado em 2020.

Esse pensamento atravessa suas criações autorais. Na videodança “Para não dançar em segredo”, premiado pelo júri popular na Mostra Absurda de Cinema, o movimento aparece como forma de tensionar padrões e expor camadas invisibilizadas da experiência masculina. Já no solo “Onde Ele Anda é Outro Céu”, o artista estabelece um diálogo mais direto com as artes visuais, utilizando referências como René Magritte para pensar composição, luz e imagem dentro da cena.

A partir daí, a relação entre dança e artes visuais passa a operar de forma mais integrada em sua pesquisa. Em seus espetáculos e filmes-dança, os elementos visuais deixam de ser apenas suporte e passam a estruturar a criação, organizando o espaço e orientando o movimento.

Esse mesmo princípio se desdobra nos trabalhos solos mais recentes. Em “Nêgo d’água”, o processo parte de investigações no corpo e de relações com o espaço, a memória e o território. Ainda que esteja sozinho em cena, o trabalho se constrói a partir de referências coletivas e de uma escuta contínua do que emerge durante a criação. Nesse sentido, o corpo é pensado em relação com o imaginário e com as cosmologias ligadas ao Rio São Francisco.

A relação entre o individual e o coletivo, aliás, atravessa toda a sua trajetória. Mesmo nos solos, a experiência com grupos e companhias segue presente, fazendo com que cada trabalho seja atravessado por encontros, colaborações e trocas acumuladas ao longo do tempo.

| Foto: Nohara Serafim |


Paralelamente à criação artística, André desenvolve um trabalho na área de gestão cultural. No Sesc, onde atua desde 2010, coordena ações que envolvem curadoria, formação e circulação artística, incluindo projetos na Galeria de Artes Ana das Carrancas. Entre as iniciativas, está a Mostra Flutuante de Artes Visuais, criada em 2012, que leva exposições em um barco pelas margens do rio, conectando cidades e comunidades ribeirinhas e ampliando o acesso à produção artística.

Essa atuação também se estende a projetos voltados à economia criativa e à formação cultural em diferentes territórios do Vale do São Francisco, como ações desenvolvidas na Ilha do Massangano e em comunidades quilombolas, articulando cultura, educação e geração de renda.

Ao olhar para a cena de dança da região, André reconhece um crescimento nos últimos anos, com a ampliação de grupos, artistas independentes e ações formativas. Ao mesmo tempo, aponta a necessidade de fortalecer redes entre artistas, instituições e políticas públicas, de modo a garantir continuidade e maior articulação entre as iniciativas.

Entre a criação e a gestão, seu percurso se organiza a partir dessas conexões. Mais do que percorrer linguagens diferentes, o artista constrói um trabalho em que corpo, imagem e território se encontram como parte de um mesmo processo.



| Foto: Thierri Oliveira |

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 Confira as dicas que separamos de arte e diversão na região

| Foto: PC Silva |

Bora de agenda cultural para programar esse fim de semana no Vale do São Francisco.



🥰 Compartilhe pros amigos que vão comparecer com você!!!

✍️ @adriano.alves
📷 reprodução

❣️ Portal Culturama:
Este projeto foi contemplado nos Editais da Paulo Gustavo Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. Paulo Gustavo Bahia (PGBA) foi criada para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, visando cumprir a Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022.


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Programação oferece atividades formativas para crianças, jovens e adultos no Centro de Cultura João Gilberto

| Foto: NED |

por Eduarda Silva

O Núcleo de Estudos em Dança (NED) promove, ao longo do mês de abril, uma série de oficinas gratuitas de dança no Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro (BA). As atividades integram a programação formativa da 7ª edição da Mostra Juazeiro Tem Dança e são voltadas para diferentes públicos. A inscrição pode ser feita através do formulário disponível no Instagram do núcleo.

Abrindo a programação, a “Oficina de Performances Populares, Tradicionalidade e Condicionamento Físico”, ministrada por Marcos Aurélio da Companhia Balançarte, será nos dias 11 e 12 de abril. A atividade propõe um mergulho nas expressões populares aliadas ao preparo físico, fortalecendo o corpo como instrumento de criação.

No dia 12 de abril, o público infantil participa da oficina “Corpo em Descoberta - Brincar, Criar e Dançar” conduzida por Dijma Matos do NED. A ação é voltada para crianças de 4 a 8 anos e estimula a imaginação, a expressão corporal e o contato lúdico com a dança desde a infância.

Já nos dias 18 e 19 de abril, a oficina “Plantando raízes, colhendo movimento” oferece uma iniciação à dança afro-brasileira para participantes a partir de 5 anos. Ministrada por Itala Naiane e Dijma Matos, a atividade propõe a valorização das matrizes culturais afro-brasileiras por meio do movimento.

Também nos dias 18 e 19, haverá a “Oficina de Dança do Ventre: Arte e Expressão através dos Movimentos” com Tamara Ross. A proposta trabalha o equilíbrio entre força e leveza, explorando a consciência corporal e a expressividade.

As atividades antecedem a programação principal da mostra, que será realizada nos dias 24 e 25 de abril. Todas as oficinas são gratuitas e oferecem certificação.



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MC, poeta e produtor cultural, artista de Petrolina transforma vivências do sertão em música, mobilização e resistência coletiva

| Foto: André Amorim |

por Iasmin Monteiro

No corre entre a poesia, o rap e a produção cultural, Geomar Gomes, mais conhecido como GG do Apocalipse, vem consolidando seu nome como uma das vozes mais atuantes da cena urbana no Vale do São Francisco. Natural de Petrolina, sertão do Pernambuco, ele soma mais de nove anos de trajetória articulando arte, território e transformação social.

Mais do que MC, GG se define como um agente cultural. É fundador do projeto Vale na Essência e do movimento Coletivo Rua, iniciativas que nascem com um objetivo direto: democratizar o acesso à arte nas periferias e criar oportunidades para quem, como ele, cresceu sem espaços garantidos para sonhar.

Essa caminhada se constrói tanto nos palcos quanto nas ruas. Ao longo dos anos, GG esteve à frente e participou de ações que movimentaram a cena local, como a Batalha da Vila, o Encontro de MC's, o Festival das Juventudes e a Batalha do Conhecimento, além de projetos mais recentes como o Quinta do Rap. Um dos marcos dessa trajetória foi o Esquenta Hip Hop, realizado em 2023 na Orla de Petrolina, reunindo os quatro elementos da cultura: DJ, MC, breaking e graffiti.

A iniciativa não ficou restrita a um único evento. A partir dela, GG expandiu sua atuação para espaços como o SESC, escolas públicas e grandes programações da cidade, como o Carnaval de Petrolina, levando a cultura urbana para diferentes públicos e territórios.

| Foto: @maximum.mgz |


Sua relação com a arte começou ainda na escola, quando escrevia poesias e foi incentivado por uma professora a apresentá-las publicamente. O convite para participar de um coletivo de poesia local marcou o início de sua trajetória nos palcos. Pouco tempo depois, em 2019, lançou sua primeira música, gravada em casa, com poucos recursos, mas muita intenção.

Desde então, sua identidade artística foi se consolidando como uma fusão entre rap, rock e poesia, refletindo as tensões, denúncias e vivências do sertão. Em faixas como "Diss Pretérito Imprefeito", GG transforma indignação em verso ao criticar estruturas de poder e desigualdades históricas em Petrolina, abordando desde concentração política até questões básicas como fome e acesso à água.

Essa dimensão crítica segue presente na nova fase do artista. Em abril, GG inicia uma sequência de lançamentos que reforçam seu posicionamento. A faixa "Esquenta Hip-Hop" resgata a essência do movimento construído nas ruas, enquanto "Nazi Skatista" aposta na mistura de trap com metal para confrontar discursos de ódio, racismo e ideologias extremistas.

Mas é no conceito que guia esse novo momento que sua proposta ganha ainda mais força. Intitulado "POR FAVOR", o projeto se apresenta como um grito coletivo de resistência. Uma expressão e um chamado que grita por demandas básicas historicamente negadas à população periférica: educação, saúde, segurança, saneamento e dignidade à viver com plenitude.

| Foto: @maximum.mgz |


Segundo GG, esse grito não é individual, mas compartilhado. Ele atravessa diferentes movimentos e linguagens, conectando o hip-hop ao rock, ao reggae, ao samba e às religiões de matriz africana, unindo sujeitos que vivem à margem, mas que seguem criando. “Estamos batalhando todo santo dia, acreditamos no nosso sonhos, e sabemos o quanto esse movimento pode mudar a vida das pessoas que estão em estado de abandono, tanto fisicamente como mentalmente”, disse.

Mesmo com reconhecimento crescente na cidade, GG ainda lida com desafios estruturais, como a falta de recursos para produzir e lançar suas músicas com a qualidade que considera ideal. Ainda assim, segue criando, acumulando faixas e estruturando projetos maiores, como o EP "Vale na Essência", que pretende reunir diferentes narrativas sobre a vida no sertão. “Somos desacreditados todos os dias, por família, amigos e até desconhecidos, Mas nunca irei deixar de acreditar nos meus sonhos”, reflete.

Para ele, a arte sempre foi mais do que expressão: foi caminho. "Fui salvo pela arte", afirma. E é a partir dessa experiência que constrói sua missão de abrir caminhos para que outros jovens também encontrem, na cultura, uma possibilidade de transformação. 





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Grupo da Agrovila Massangano, de 1985, mantém e atualiza tradição

| Foto: Adriano Alves |

Figuras misteriosas, que assustam e animam com suas máscaras, os Caretas formam uma das tantas tradições de Semana Santa do Sertão nordestino.




✍️🎥 @adriano.alves

➡️ Confira a publicação completa no Portal Culturama, link da bio!

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Este projeto foi contemplado nos Editais da Paulo Gustavo Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. Paulo Gustavo Bahia (PGBA) foi criada para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, visando cumprir a Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022.


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#bahia #juazeiro #culturaeturismo #show

| Foto do filme O Sétimo Selo |





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 Grupos realizam apresentações em espaços abertos e gratuitos

| Foto: ACCARDI |


Jesus de Nazaré - ACCARDI de Itamotinga


O maior espetáculo ao ar livre do Vale do São Francisco e da Bahia, o espetáculo Sacro 'Jesus de Nazaré' promete tocar corações e levar o público a uma profunda experiência de fé, reflexão e emoção. Nos dias 02 e 03 de abril, às 20h, o distrito de Itamotinga, em Juazeiro (BA), se transforma em um grande palco para contar a história que mudou a humanidade: a missão de Jesus Cristo.



A Crucificação - Guterima


O espetáculo 'A Crucificação' do Grupo de Teatro Imaginativo, Guterima, é uma celebração tradicional de Petrolina (PE). A crucificação e ressureição de Jesus Cristo é retratada em uma produção com elenco de 150 pessoas e 48 cenas em nove cenários. Dias 02 e 03 de Abril, às 20h, na Concha acústica de Petrolina.



Jesus de Nazaré - Companhia Imaginarte


A Companhia de Teatro Imaginarte apresenta o espetáculo ‘Jesus de Nazaré - Uma História de Amor’ neste sábado (4), às 20 horas, no Pátio de Eventos do bairro José e Maria em Petrolina (PE). 



Crucificação - Juc do N9


A apresentação da peça da ‘Crucificação’ é uma realização do Grupo Jovens Unidos com Cristo uma encenação que retrata amor, fé e esperança. A apresentação será nesta quinta-feira (2), às 19h, no Projeto Senador Nilo Coelho - Núcleo 9.






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Artista audiovisual expõe fotografias surrealistas e lançou livro com as imagens

| Foto por André Amorim |


por Iasmin Oliveira

A exposição “Fabulações do Ser Ribeirinho Sertanejo”, do diretor audiovisual Fernando Pereira, reúne 30 fotografias mostrando as margens do rio São Francisco e a paisagem da Caatinga sertaneja, com imagens que misturam memória, território e imaginação. 

Fernando destaca que esse projeto nasce de um desejo profundo de pertencimento. Ele quis olhar para o ser ribeirinho não apenas como tema, mas como experiência viva, como algo que atravessa o território de forma mais íntima 

Além de apresentar imagens que dialogam com o cotidiano e o imaginário ribeirinho, a exposição propõe um percurso visual que atravessa os limites entre realidade e sonho. O surrealismo aparece como linguagem estética que abre novas leituras da paisagem sertaneja, aproximando corpo, água e terra em uma mesma atmosfera poética.




Visitação

Período: 19 de março a 10 de abril de 2026
Dia e horário: Quintas-feiras, das 14h às 18h (ou mediante agendamento prévio)
Local: Submédio Coletivo (Rua José Fernandes, nº 80, Jardim Maravilha, Petrolina-PE)
Entrada gratuita



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Faixa do EP ‘A Fresta’ usa o reggae para discutir a vida editada no ambiente digital e as desigualdades que persistem fora das telas

| Foto: reprodução do clipe |

por Iasmin Monteiro 

A banda Tio Zé Bá lança o single “Qualquer Um é Um Zé”, faixa que integra o EP ‘A Fresta’. Em ritmo de reggae, o trabalho articula crítica social, debate racial e propõe uma reflexão sobre a solidão em tempos de hiperconexão.

A música nasce da observação cotidiana de como a vida é construída e exibida nas redes sociais. “A gente vive num tempo em que tudo vira vitrine: o amor, a dor, a opinião”, afirma o vocalista e compositor Maércio José. Segundo ele, a canção parte da percepção de que vivemos uma espécie de existência híbrida.

“Hoje, a gente tem uma vida que acontece nas redes sociais, onde é possível usar filtros, bons enquadramentos e mostrar só a melhor versão, aquela que a gente imagina. E, por outro lado, tem a vida real, que continua acontecendo por trás das câmeras”, explica.

Essa dualidade aparece como eixo central da faixa. De um lado, a vida editada, cuidadosamente construída para exibição. Do outro, a experiência concreta, atravessada por contradições, violências e afetos. “É a vida que a gente sente na pele, com todos os seus prazeres e desprazeres”, completa o artista.

A crítica, no entanto, vai além do ambiente digital. A canção amplia o debate ao abordar desigualdades estruturais que persistem fora das telas. “A vida real ainda continua tendo racismo, homofobia, vários tipos de violência e escassez, principalmente de afeto, de amor, de carinho”, afirma Maércio.

Em um dos trechos mais contundentes da música, o verso “Dói ser preto, sim” evidencia como o trabalho conecta a experiência individual à realidade coletiva da população negra. Nesse contexto, a faixa também provoca uma reflexão sobre o papel das plataformas digitais, sugerindo que os algoritmos não são neutros e podem reproduzir desigualdades.

Para o compositor, “Qualquer Um é Um Zé” fala justamente dessa sensação de anonimato em meio à multidão digital. “É sobre ser só mais um perfil no meio de milhões, enquanto questões reais continuam atravessando nossas vidas”, diz.

O reggae aparece como escolha estética e política. Segundo ele, o gênero carrega historicamente uma tradição de consciência e crítica social, agora atualizada para dialogar com os dilemas contemporâneos. “A gente quis trazer isso para o agora, para a era do algoritmo e da solidão conectada”, afirmou.

O single já está disponível nas plataformas de streaming aqui. A canção também já tem um clipe que pode ser visto por meio do YouTube.  



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 Celebramos a trajetória de 20 anos de cena do grupo teatro do Vale do São Francisco

| Trup Errante em cena de Palavras Andantes | Foto: Lizandra Martins |


Fazem 20 anos desde que as cortinas se abriram para a estreia da Trup Errante. Ao longo das duas décadas de trabalho, foram também 20 espetáculos produzidos, muitos autorais e com uma estética que valoriza o próprio teatro como mote. 

Nós visitamos a sede do grupo e reunimos depoimentos dos seus atuais integrantes, que continuam a tocar esse barco de histórias. Agora, você é o convidado para viajar com eles.


➡️ Confira a publicação completa no Portal Culturama, link da bio!

✍️ @marii_gaudencio @adriano.alves
📷 divulgação

❣️ Portal Culturama:
Este projeto foi contemplado nos Editais da Paulo Gustavo Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. Paulo Gustavo Bahia (PGBA) foi criada para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, visando cumprir a Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022.



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 Confira nossas dicas

| Foto: Agência Multiciência |

No Dia Mundial do Teatro - Bora de programação cultural para animar o final de semana? Estamos cheio de dicas! 😍

Na nossa agenda cultural do Vale do São Francisco, você sabe o que teremos de teatro, música, cinema, artes visuais e muito mais!!!
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🥰 Compartilhe pros amigos que vão pegar esse rolê com você!!!

✍️ @adriano.alves
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Artista revisita suas composições em versões acústicas e aposta na intimidade do voz e violão para ampliar seu alcance

| Foto: divulgação |

por Iasmin Monteiro

Zallyak apresenta ao público um novo trabalho em formato voz e violão, que revisita sua própria discografia sob uma perspectiva mais crua e emocional. O artista independente de Petrolina (PE), conhecido por uma estética pop marcada por elementos eletrônicos e forte conexão com o território onde vive, o artista agora aposta na simplicidade do acústico para ampliar o alcance de suas narrativas e destacar a essência de suas composições.

LGBTQIAPN+ e assumidamente comprometido com a própria verdade artística, Zallyak constrói músicas que passam por experiências pessoais, afetivas e sociais. Faixas como “Cidade” evidenciam momentos delicados de sua trajetória e também os desafios de se manter como artista independente no interior de Pernambuco. No novo projeto, ele revisita canções como “Estranho”, “Tarde Demais” e “Pro Mundo Acabar”, esta última acompanhada de um videoclipe gravado no Centro Cultural João Gilberto, na vizinha Juazeiro.

| Foto: divulgação |

A escolha pelo formato acústico não foi planejada inicialmente como um grande projeto, mas surgiu de maneira espontânea. Em um encontro familiar, ao interpretar suas músicas apenas com violão, Zallyak percebeu uma nova potência em suas composições. “Eu já escutava minhas músicas nesse formato antes de irem para o estúdio, mas quando alguém comentou que preferia assim, fez todo sentido transformar isso em um projeto”, relembra.

O resultado é um trabalho que evidencia a força da composição e da interpretação. Ao despir músicas originalmente produzidas com camadas eletrônicas, o artista revela novas nuances emocionais. “Quando a gente muda o arranjo, a música caminha para outro público. No voz e violão, ela fica mais abrangente, mais aberta para diferentes pessoas”, explica. Ele cita “Estranho” como exemplo dessa transformação: originalmente com influência do funk, a faixa ganha contornos mais melancólicos na versão acústica.

A recepção do público também impulsionou o lançamento. Nas redes sociais, seguidores já demonstravam interesse pelas versões mais íntimas, frequentemente pedindo que o artista registrasse oficialmente essas interpretações.

| Foto: divulgação |

Com todas as músicas autorais, Zallyak mantém um processo criativo ligado às próprias vivências. Relacionamentos, experiências cotidianas e o contexto social em que está inserido são matéria-prima constante. 

“Se não for verdadeiro, eu travo. Preciso sentir que aquilo existiu para conseguir escrever”, afirma.

O lançamento do acústico também aponta caminhos para o futuro. Entre os próximos projetos está a faixa “Juazeiro da Bahia”, que marca um novo momento em sua carreira: pela primeira vez, o artista participa diretamente da produção musical. A canção deve ser apresentada ao vivo em um show no Casarão,que será realizado no dia 19 de abril, reforçando sua presença na cena cultural local.

Com o novo trabalho, Zallyak reafirma sua identidade artística ao mesmo tempo em que experimenta novas formas de se comunicar com o público. Entre o eletrônico e o orgânico, o artista segue construindo uma obra que parte do território, passa por afetos e encontra, na simplicidade do violão, uma maneira de existir e ser ouvido.

Veja o projeto Voz e Violão de Zallyak completo aqui!

 



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Teatrólogo, poeta e gestor cultural de Juazeiro construiu uma obra marcada pela identidade ribeirinha e segue influenciando cenas

| Foto: arquivo pessoal |

por Eduarda Silva

Natural de Juazeiro (BA), Wellington Monteclaro (1968–2015) construiu uma trajetória multifacetada. Teatrólogo, poeta, carnavalesco e artista plástico, ele se tornou uma figura central da cena cultural do Vale do São Francisco ao traduzir em arte uma identidade atravessada pelas raízes afro-indígenas, pela vivência periférica e pela afirmação de sua homossexualidade. 

Registrado como Wellington Coelho, ele foi o quinto e último filho de Dona Dalva Coelho, e foi criado em Juazeiro, cidade que descrevia como seu lugar de maior afeição. Sua jornada se iniciou, a partir da observação atenta do cotidiano ribeirinho e dos ritos locais, elementos que mais tarde definiriam sua assinatura artística.

Sob o olhar da mãe e maior incentivadora, o menino já demonstrava uma determinação que ela define como um “brilho nas ações”. Wellington encontrou no seio familiar o espaço para que sua curiosidade e determinação começassem a moldar o artista que viria a ser.

| Foto: arquivo pessoal |

A gênese do ‘artista total’


O contato inicial de Wellington com a pintura ocorreu de forma autodidata, ainda na juventude. Ele utilizava as artes plásticas para materializar sua visão sobre o território e as figuras de Juazeiro. Essa habilidade técnica com as cores e formas serviu de base para sua futura atuação como cenógrafo e figurinista, permitindo que ele concebesse a estética visual de seus espetáculos como uma extensão do corpo do ator.

O ingresso no teatro aconteceu durante sua formação acadêmica. Embora tenha cursado pedagogia na Universidade do Estado da Bahia (Uneb), foi nas oficinas de artes cênicas que ele encontrou sua principal via de expressão. Nesse cenário, em 1994, o método de Wellington cruzou o caminho de Maísa Lins, então uma jovem aluna de suas oficinas e hoje professora, doutora e pesquisadora que resgata a memória do mestre.

Seus primeiros trabalhos no início dos anos 1990, como a peça “A Coroa de Orquídeas”, de Nelson Rodrigues, e o texto autoral “Não Quero Esquilos”, já demonstravam sua capacidade de liderança e seu rigor técnico na direção de atores. Segundo a pesquisadora, “ele era muito dedicado, muito disciplinado e muito exigente”. 

Wellington não aceitava o amadorismo e acreditava piamente na profissionalização do artista no interior, lutando contra a ideia de que a arte feita fora dos grandes centros deveria ser menor. Mas, ele não se limitava a atuar, se interessava pela engrenagem completa do espetáculo, trabalhava com materiais rústicos como  juta, palha e barro, e os transformava em figurinos e máscaras. 

Wellington assinava a encenação, a dramaturgia e as visualidades, como se viu na estreia de “Supra-Anjos”, em 1998. O diretor Thom Galiano, que assistiu à montagem ainda adolescente, destaca que a obra possuía uma assinatura provocativa que soava à frente do seu tempo. Essa busca pela perfeição fez dele um “artista total”.

| Foto: arquivo pessoal |

Para além dos centros


Além dos palcos, Wellington ocupou espaços estratégicos na gestão pública como gerente de cultura de Juazeiro e manteve uma presença ativa na Casa do Artesão. Ele defendia a ocupação de espaços periféricos, acreditando que a arte não deveria se restringir aos centros institucionais, mas habitar onde a vida acontecia. 

Essa visão política era sustentada por uma organização técnica, materializada no projeto “Alto da Liberdade”. O documento, que reúne detalhamentos de cenários, figurinos e planilhas orçamentárias, revela sua preocupação em garantir não apenas a viabilidade da cena, mas a preservação da memória de cada produção cultural.

| Foto: arquivo pessoal |

Canção póstuma para o Nego D’água


A maturidade artística de Wellington Monteclaro encontrou na literatura uma forma de registrar sua percepção sobre o território ribeirinho. Sua obra-prima, o livro de poesias “Canção de Ninar Nego d’Água”, apresenta-se como um mergulho que atravessa a superfície espelhada do Rio São Francisco para alcançar o que há de mais profundo na identidade local.

Sob a escrita de Wellington, o rio deixa de ser apenas geografia para se tornar uma entidade mística e política. Nele, a figura do Nego d’Água é despida do folclore meramente ilustrativo e revestida como um símbolo de resistência e proteção do território ribeirinho.

“É um livro muito revelador, muito intimista. Ele mergulha na alma de Juazeiro indo nos becos, nas lendas e no rio”, afirma Maísa Lins. Para ela, Wellington conseguia falar da realidade do Vale de uma maneira que qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, entenderia.

O processo de escrita e finalização do livro foi interrompido por sua partida de forma prematura, em junho de 2015. Wellington deixou seu livro pronto para a edição, mas não chegou a vê-lo impresso. O lançamento ocorreu apenas em janeiro de 2017.

Para Dona Dalva, a publicação foi o cumprimento de uma missão coletiva: garantir que o legado literário do artista fosse compartilhado com a cidade que ele amava.

Essa mesma devoção à memória se transformou em páginas escritas pela própria mãe. Em sua obra biográfica “Wellington Monteclaro: Um belo jardim”, ela resgata a cronologia do artista e a essência do filho que, desde cedo, manifestava a urgência do criar. O livro funciona como um diário afetivo que preserva as raízes de Wellington, servindo hoje como uma das principais fontes para conhecê-lo.

| Foto: arquivo pessoal |

Flores de um jardim eterno


Atualmente, o legado de Wellington Monteclaro é objeto de pesquisa e salvaguarda pela Uneb, através do projeto “Wellington Monteclaro: Vida e Obra”, coordenado por Maísa Lins. O trabalho envolve a higienização e digitalização de manuscritos, fotos e projetos inéditos que corriam o risco de se perder pelo desgaste do tempo. As monitoras Edna Barbosa, Andréa de Deus e Kauane Rainara trabalham para catalogar esses materiais e ampliar o acesso à obra do artista.

Paralelamente, na prática teatral, a Trup Errante mantém a obra em movimento com o espetáculo “Réquiem: Wellington Monteclaro Presente”, onde a poesia de Wellington é reencarnada em “corpo coletivo”. A montagem utiliza poesias e depoimentos deixados por ele para construir uma leitura dramatizada performática. 

O esforço acadêmico e artístico busca suprir a lacuna deixada pela irregularidade de políticas públicas, como o Festival de Teatro Wellington Monteclaro, criado pela Lei Municipal nº 2.663/2016, que tem sido sistematicamente ignorado pelas gestões, tendo sido realizado apenas duas vezes desde a sua criação.

Wellington Monteclaro permanece como uma presença vivida e insubstituível. Entre os papéis restaurados e os aplausos que ainda ecoam nos palcos do Vale, sua trajetória lembra-nos que a memória, assim como a arte, é uma forma de resistência.



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 Com 21 episódios, iniciativa valoriza memórias e fortalece a cultura regional

| Fundadoras da Casa do Cordel Mulheres Cordelistas | Foto: reprodução |

O projeto Trajetórias lançou uma plataforma digital dedicada a preservar, registrar e difundir histórias que constroem a cultura nordestina, com foco inicial em artistas e agentes culturais do Vale do São Francisco. A iniciativa reúne 21 episódios audiovisuais que apresentam percursos artísticos, processos criativos e memórias que ajudam a compreender a identidade cultural da região.

Com recorte especial voltado à cidade de Petrolina (PE), o projeto busca dar visibilidade a artistas, mestres da cultura, espaços e organizações que historicamente contribuem para a produção cultural local, mas que muitas vezes permanecem à margem dos grandes circuitos. Ao reunir essas narrativas em um acervo digital acessível, a plataforma também atua na preservação da memória coletiva e no fortalecimento da cultura como patrimônio vivo.




O projeto tem coordenação geral de José Charger e Tandie Sogo, direção de produção de Nicole Bartor e direção criativa de Gustavo Costa. A realização é da Astre Filmes e Tandipie Cultural, com apoio do Coletivo Por Um Fio Filmes.

Assista todos os episódios aqui! 


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Coletivo Abordagem Teatral ocupa o Centro de Cultura João Gilberto nos dias 25 e 26 de março

| Arte de divulgação |

por Eduarda Silva

O teatro em Juazeiro retoma um de seus gêneros mais populares nesta semana. O espetáculo “O Anúncio”, do Coletivo Abordagem Teatral, estreia hoje no Centro de Cultura João Gilberto. Trazendo de volta a comédia de costumes, a peça estará em cartaz a partir das 20h nos dias 25 e 26 de março. 

O grupo, que trabalha com autores do Vale do São Francisco desde 2004, aposta no resgate da memória cultural da região. Para Elder Ferrari, criador e diretor do grupo, a peça é um elo com o sucesso do gênero em décadas passadas.

“O Anúncio” transforma o cotidiano em gargalhadas ao abordar como um simples anúncio de relacionamento vira fofoca, notícia distorcida e fake news. O enredo brinca com os meios de comunicação e traz elementos da identidade juazeirense, como a Praça do Boi e referências a Luiz Galvão, convidando o público a “ler as letras miúdas” da era digital.

“Nós somos de uma geração anterior que vimos a comédia de Juazeiro lotar teatros aqui durante os anos 90. A gente tem essas lembranças e a gente veio agora, nesse momento, trazer um pouco dessa comédia de costume que foi de sucesso nos anos 90 e no início dos anos 2000”.

Além do resgate do estilo, a montagem homenageia figuras que construíram a cena local. “Acho que é importante trazer a memória de Cláudio Damasceno, de Jorge Gargamel, de Wellington Monteclaro. E dizer que nós continuamos fazendo. Eles deixaram esse legado que é para a gente continuar e dar a Juazeiro tudo aquilo que o Juazeiro merece”.



A estreia ocorre estrategicamente durante a semana em que se celebra o Dia do Teatro (27 de março). Além da celebração artística, o momento levanta discussões sobre as políticas públicas para o setor no Vale do São Francisco.

Ferrari pontua que a política de territorialização de recursos ainda enfrenta obstáculos. “A gente vê que 80% dos projetos contemplados são da capital. Então o interior da Bahia não está sendo contemplado como deve”, observa o diretor, reforçando a necessidade de leis de incentivo municipais com recursos próprios para fortalecer os artistas da região.

“A gente vem fazendo um trabalho de resgate, de trazer o público novamente de volta para assistir os espetáculos locais [...] e trazer novamente para o costume da sociedade juazeirense ir ao teatro, que sempre foi”.




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