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Culturama

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Itinerância passa por espaços independentes e lares de idosos

| Foto: Richard Silvestre |

As poéticas ribeirinhas dançadas no espetáculo “Janelas Para Navegar Mundos”, do Coletivo Trippé, chegarão à mais quatro cidades de Pernambuco. Começa neste sábado (16) a primeira circulação estadual da obra, incentivada através do Funcultura. Os artistas desembarcam em Surubim (PE), no Agreste Setentrional, para realizar duas sessões gratuitas.


A primeira apresentação é aberta ao público e acessível em Libras. Será no sábado, às 20h, no espaço cultural Reduto Coletivo, um parceiro do projeto. Logo após, será realizado um bate-papo com os artistas e o público, permitindo uma troca de experiências entre as cenas de dança do interior do estado.


No domingo (17), o coletivo fará uma sessão especial no Lar Amélia França, às 15h. A ação dá continuidade ao programa de mediação cultural que o Trippé tem desenvolvido com dança e idosos, principalmente os que estão em abrigos, levando arte e acolhimento. 


“Estamos sempre repensando nossas rotas de circulação e dessa vez vamos para quatro cidades do estado, em todas com sessões abertas e outras para o público idoso. Nosso espetáculo foi criado a partir do afeto, da delicadeza das poesias ribeirinhas, e poder levá-lo para outros públicos é algo que nos empolga”, afirma Adriano Alves, diretor do espetáculo.



A circulação segue ainda em maio para Arcoverde (PE), no Sertão do Moxotó. Em uma segunda etapa, deve também passar por Garanhuns (PE), no Agreste Meridional, e Triunfo (PE), no Sertão do Pajeú.


Essa realização está sendo possível após aprovação do projeto no Edital Funcultura Geral 2023/2024, contando assim com o incentivo da Secretaria de Cultura, do Governo de Pernambuco, da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura).


Sinopse da obra:

O que acontece quando nos permitimos olhar? Contemplar o mundo em seus pequenos detalhes é momento de entendimento, de amplitude, de também se enxergar. Após um mergulho nas correntezas que são as palavras dos poetas da ribeira do São Francisco, entregamos em cena o que ficou úmido nos corpos que se propõem poéticos, nesse doce desejo de ser dança. Rasgos, memórias, nuvens, cheiros e um pouco mais do que até então nos habita deságua agora nessas janelas para que você trace sua própria rota de navegação. Viajemos!

 

Sobre o coletivo:


O Coletivo Trippé é um espaço que une desejos em comum, vontade de ser cena e afetividade entre corpos. Criado em 2011 com a união de novos criadores do forte movimento que transborda na ribeira do São Francisco, além de espetáculos, também vem investindo em projetos de pesquisa, produção de mostras e experimentações nas áreas de intervenções e performances. 


Serviço:



Espetáculo ‘Janelas Para Navegar Mundos’ + Bate-papo com artistas.

Dia 16/05/2026, às 20h.

Local: Reduto Coletivo, Surubim (PE).

Classificação Livre.

Acesso gratuito.


Espetáculo ‘Janelas Para Navegar Mundos’

Dia 17/05/2026, às 15h.

Local: Lar Amélia França, Surubim (PE).

Classificação Livre.

Acesso gratuito.



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Festival reúne 27 estabelecimentos e aposta na cultura cafeeira para impulsionar o turismo e a economia no Vale do São Francisco

| Foto: divulgação do Cafeto |

por Iasmin Monteiro

O aroma do café já tomou conta de Petrolina com a chegada da 4ª edição do Festival Rota do Café, que será realizado entre os dias 15 de abril e 30 de maio de 2026. Consolidado no calendário gastronômico do Vale do São Francisco, o evento convida moradores e visitantes a explorarem experiências que vão além da degustação da bebida.

Realizado pelo Sebrae Pernambuco em parceria com a Artfully, o festival reúne 27 cafeterias e estabelecimentos da região, número que representa um crescimento significativo em relação às edições anteriores. A proposta é transformar a cidade em um grande roteiro sensorial, onde cada parada oferece novas combinações, sabores e histórias ligadas ao universo do café.

Durante o circuito, o público pode adquirir combos exclusivos, compostos por uma bebida à base de café acompanhada de um doce ou salgado, criados especialmente para o evento. Uma das novidades desta edição é a possibilidade de escolha entre cafés especiais e gourmets, ampliando a qualidade e a diversidade das experiências oferecidas.

Para incentivar a circulação entre os espaços, os visitantes recebem um passaporte da rota, que é carimbado a cada nova cafeteria visitada. A proposta não é promover competição, mas estimular o público a conhecer diferentes estabelecimentos e valorizar a produção local. Ao final, quem completar o percurso pode receber brindes e vouchers.

Além da experiência para o público, o festival também fortalece o setor gastronômico e a economia criativa da região, dando visibilidade a pequenos empreendedores e consolidando Petrolina como destino para quem busca vivências com identidade cultural.

O evento propõe um convite ao tempo desacelerado, aos encontros e às descobertas, mostrando que, no Vale do São Francisco, o café também é ponto de partida para histórias. 

Para saber outros detalhes, acesse o Instagram do evento @rotadocafefestival.



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 #bahia #monumentohistórico #juazeiro #culturaeturismo

| Foto: reprodução |

Você conhece a história dos monumentos na Orla de Juazeiro?

A orla da cidade abriga símbolos que definem parte da nossa identidade.

Do legado de João Gilberto à importância histórica do Vaporzinho na navegação do Rio São Francisco, cada obra carrega um significado.

No vídeo de hoje, contamos um pouco da história por trás destes marcos. Venha conferir!



✍️ @marii_gaudencio @adriano.alves

❣️ Portal Culturama:
Este projeto foi contemplado nos Editais da Paulo Gustavo Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. Paulo Gustavo Bahia (PGBA) foi criada para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, visando cumprir a Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022.


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Bailarino, pesquisador e gestor cultural desenvolve trabalhos que conectam cena, artes visuais e o imaginário do Rio São Francisco

| Foto: reprodução do filme 'Onde Ele Anda É Outro Céu |

por Eduarda Silva

Entre o corpo e o território, a dança de André Vitor Brandão se constrói como campo de atravessamentos, onde arte e a política caminham juntas. Nascido em Campo Formoso (BA) e radicado desde a infância em Petrolina (PE), o artista encontrou no Vale do São Francisco não apenas um lugar de formação, mas também o ponto de partida para uma trajetória em diálogo com o território.

Foi ainda na escola que começou a se aproximar das artes, integrando grupos de dança e teatro em um período de intensa movimentação cultural na cidade. Nesse contexto, passou pelo Brasílica de Dança e ampliou seu contato com artistas da cena local. Pouco tempo depois, em 2006, ingressou na Cia. de Dança do Sesc Petrolina, onde constrói uma trajetória de dezenove anos como bailarino e assistente de direção.

É nesse percurso que também se consolida uma de suas principais linhas de investigação: a presença do corpo masculino na dança. Ao refletir sobre o contexto do sertão, marcado por imagens rígidas de masculinidade, André passa a compreender o homem que dança como um corpo que desloca expectativas. 

| Foto: Thierri Oliveira |


Sua atuação com a Qualquer Um dos 2 Companhia de Dança contribui diretamente para esse debate, levando à cena trabalhos que abordam gênero, afetividade e desejo. Essa pesquisa também aparece no livro “O homem que dança: a presença do corpo masculino na dança contemporânea”, publicado em 2020.

Esse pensamento atravessa suas criações autorais. Na videodança “Para não dançar em segredo”, premiado pelo júri popular na Mostra Absurda de Cinema, o movimento aparece como forma de tensionar padrões e expor camadas invisibilizadas da experiência masculina. Já no solo “Onde Ele Anda é Outro Céu”, o artista estabelece um diálogo mais direto com as artes visuais, utilizando referências como René Magritte para pensar composição, luz e imagem dentro da cena.

A partir daí, a relação entre dança e artes visuais passa a operar de forma mais integrada em sua pesquisa. Em seus espetáculos e filmes-dança, os elementos visuais deixam de ser apenas suporte e passam a estruturar a criação, organizando o espaço e orientando o movimento.

Esse mesmo princípio se desdobra nos trabalhos solos mais recentes. Em “Nêgo d’água”, o processo parte de investigações no corpo e de relações com o espaço, a memória e o território. Ainda que esteja sozinho em cena, o trabalho se constrói a partir de referências coletivas e de uma escuta contínua do que emerge durante a criação. Nesse sentido, o corpo é pensado em relação com o imaginário e com as cosmologias ligadas ao Rio São Francisco.

A relação entre o individual e o coletivo, aliás, atravessa toda a sua trajetória. Mesmo nos solos, a experiência com grupos e companhias segue presente, fazendo com que cada trabalho seja atravessado por encontros, colaborações e trocas acumuladas ao longo do tempo.

| Foto: Nohara Serafim |


Paralelamente à criação artística, André desenvolve um trabalho na área de gestão cultural. No Sesc, onde atua desde 2010, coordena ações que envolvem curadoria, formação e circulação artística, incluindo projetos na Galeria de Artes Ana das Carrancas. Entre as iniciativas, está a Mostra Flutuante de Artes Visuais, criada em 2012, que leva exposições em um barco pelas margens do rio, conectando cidades e comunidades ribeirinhas e ampliando o acesso à produção artística.

Essa atuação também se estende a projetos voltados à economia criativa e à formação cultural em diferentes territórios do Vale do São Francisco, como ações desenvolvidas na Ilha do Massangano e em comunidades quilombolas, articulando cultura, educação e geração de renda.

Ao olhar para a cena de dança da região, André reconhece um crescimento nos últimos anos, com a ampliação de grupos, artistas independentes e ações formativas. Ao mesmo tempo, aponta a necessidade de fortalecer redes entre artistas, instituições e políticas públicas, de modo a garantir continuidade e maior articulação entre as iniciativas.

Entre a criação e a gestão, seu percurso se organiza a partir dessas conexões. Mais do que percorrer linguagens diferentes, o artista constrói um trabalho em que corpo, imagem e território se encontram como parte de um mesmo processo.



| Foto: Thierri Oliveira |

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 Confira as dicas que separamos de arte e diversão na região

| Foto: PC Silva |

Bora de agenda cultural para programar esse fim de semana no Vale do São Francisco.



🥰 Compartilhe pros amigos que vão comparecer com você!!!

✍️ @adriano.alves
📷 reprodução

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Este projeto foi contemplado nos Editais da Paulo Gustavo Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. Paulo Gustavo Bahia (PGBA) foi criada para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, visando cumprir a Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022.


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Programação oferece atividades formativas para crianças, jovens e adultos no Centro de Cultura João Gilberto

| Foto: NED |

por Eduarda Silva

O Núcleo de Estudos em Dança (NED) promove, ao longo do mês de abril, uma série de oficinas gratuitas de dança no Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro (BA). As atividades integram a programação formativa da 7ª edição da Mostra Juazeiro Tem Dança e são voltadas para diferentes públicos. A inscrição pode ser feita através do formulário disponível no Instagram do núcleo.

Abrindo a programação, a “Oficina de Performances Populares, Tradicionalidade e Condicionamento Físico”, ministrada por Marcos Aurélio da Companhia Balançarte, será nos dias 11 e 12 de abril. A atividade propõe um mergulho nas expressões populares aliadas ao preparo físico, fortalecendo o corpo como instrumento de criação.

No dia 12 de abril, o público infantil participa da oficina “Corpo em Descoberta - Brincar, Criar e Dançar” conduzida por Dijma Matos do NED. A ação é voltada para crianças de 4 a 8 anos e estimula a imaginação, a expressão corporal e o contato lúdico com a dança desde a infância.

Já nos dias 18 e 19 de abril, a oficina “Plantando raízes, colhendo movimento” oferece uma iniciação à dança afro-brasileira para participantes a partir de 5 anos. Ministrada por Itala Naiane e Dijma Matos, a atividade propõe a valorização das matrizes culturais afro-brasileiras por meio do movimento.

Também nos dias 18 e 19, haverá a “Oficina de Dança do Ventre: Arte e Expressão através dos Movimentos” com Tamara Ross. A proposta trabalha o equilíbrio entre força e leveza, explorando a consciência corporal e a expressividade.

As atividades antecedem a programação principal da mostra, que será realizada nos dias 24 e 25 de abril. Todas as oficinas são gratuitas e oferecem certificação.



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MC, poeta e produtor cultural, artista de Petrolina transforma vivências do sertão em música, mobilização e resistência coletiva

| Foto: André Amorim |

por Iasmin Monteiro

No corre entre a poesia, o rap e a produção cultural, Geomar Gomes, mais conhecido como GG do Apocalipse, vem consolidando seu nome como uma das vozes mais atuantes da cena urbana no Vale do São Francisco. Natural de Petrolina, sertão do Pernambuco, ele soma mais de nove anos de trajetória articulando arte, território e transformação social.

Mais do que MC, GG se define como um agente cultural. É fundador do projeto Vale na Essência e do movimento Coletivo Rua, iniciativas que nascem com um objetivo direto: democratizar o acesso à arte nas periferias e criar oportunidades para quem, como ele, cresceu sem espaços garantidos para sonhar.

Essa caminhada se constrói tanto nos palcos quanto nas ruas. Ao longo dos anos, GG esteve à frente e participou de ações que movimentaram a cena local, como a Batalha da Vila, o Encontro de MC's, o Festival das Juventudes e a Batalha do Conhecimento, além de projetos mais recentes como o Quinta do Rap. Um dos marcos dessa trajetória foi o Esquenta Hip Hop, realizado em 2023 na Orla de Petrolina, reunindo os quatro elementos da cultura: DJ, MC, breaking e graffiti.

A iniciativa não ficou restrita a um único evento. A partir dela, GG expandiu sua atuação para espaços como o SESC, escolas públicas e grandes programações da cidade, como o Carnaval de Petrolina, levando a cultura urbana para diferentes públicos e territórios.

| Foto: @maximum.mgz |


Sua relação com a arte começou ainda na escola, quando escrevia poesias e foi incentivado por uma professora a apresentá-las publicamente. O convite para participar de um coletivo de poesia local marcou o início de sua trajetória nos palcos. Pouco tempo depois, em 2019, lançou sua primeira música, gravada em casa, com poucos recursos, mas muita intenção.

Desde então, sua identidade artística foi se consolidando como uma fusão entre rap, rock e poesia, refletindo as tensões, denúncias e vivências do sertão. Em faixas como "Diss Pretérito Imprefeito", GG transforma indignação em verso ao criticar estruturas de poder e desigualdades históricas em Petrolina, abordando desde concentração política até questões básicas como fome e acesso à água.

Essa dimensão crítica segue presente na nova fase do artista. Em abril, GG inicia uma sequência de lançamentos que reforçam seu posicionamento. A faixa "Esquenta Hip-Hop" resgata a essência do movimento construído nas ruas, enquanto "Nazi Skatista" aposta na mistura de trap com metal para confrontar discursos de ódio, racismo e ideologias extremistas.

Mas é no conceito que guia esse novo momento que sua proposta ganha ainda mais força. Intitulado "POR FAVOR", o projeto se apresenta como um grito coletivo de resistência. Uma expressão e um chamado que grita por demandas básicas historicamente negadas à população periférica: educação, saúde, segurança, saneamento e dignidade à viver com plenitude.

| Foto: @maximum.mgz |


Segundo GG, esse grito não é individual, mas compartilhado. Ele atravessa diferentes movimentos e linguagens, conectando o hip-hop ao rock, ao reggae, ao samba e às religiões de matriz africana, unindo sujeitos que vivem à margem, mas que seguem criando. “Estamos batalhando todo santo dia, acreditamos no nosso sonhos, e sabemos o quanto esse movimento pode mudar a vida das pessoas que estão em estado de abandono, tanto fisicamente como mentalmente”, disse.

Mesmo com reconhecimento crescente na cidade, GG ainda lida com desafios estruturais, como a falta de recursos para produzir e lançar suas músicas com a qualidade que considera ideal. Ainda assim, segue criando, acumulando faixas e estruturando projetos maiores, como o EP "Vale na Essência", que pretende reunir diferentes narrativas sobre a vida no sertão. “Somos desacreditados todos os dias, por família, amigos e até desconhecidos, Mas nunca irei deixar de acreditar nos meus sonhos”, reflete.

Para ele, a arte sempre foi mais do que expressão: foi caminho. "Fui salvo pela arte", afirma. E é a partir dessa experiência que constrói sua missão de abrir caminhos para que outros jovens também encontrem, na cultura, uma possibilidade de transformação. 





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Grupo da Agrovila Massangano, de 1985, mantém e atualiza tradição

| Foto: Adriano Alves |

Figuras misteriosas, que assustam e animam com suas máscaras, os Caretas formam uma das tantas tradições de Semana Santa do Sertão nordestino.




✍️🎥 @adriano.alves

➡️ Confira a publicação completa no Portal Culturama, link da bio!

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#bahia #juazeiro #culturaeturismo #show

| Foto do filme O Sétimo Selo |





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 Grupos realizam apresentações em espaços abertos e gratuitos

| Foto: ACCARDI |


Jesus de Nazaré - ACCARDI de Itamotinga


O maior espetáculo ao ar livre do Vale do São Francisco e da Bahia, o espetáculo Sacro 'Jesus de Nazaré' promete tocar corações e levar o público a uma profunda experiência de fé, reflexão e emoção. Nos dias 02 e 03 de abril, às 20h, o distrito de Itamotinga, em Juazeiro (BA), se transforma em um grande palco para contar a história que mudou a humanidade: a missão de Jesus Cristo.



A Crucificação - Guterima


O espetáculo 'A Crucificação' do Grupo de Teatro Imaginativo, Guterima, é uma celebração tradicional de Petrolina (PE). A crucificação e ressureição de Jesus Cristo é retratada em uma produção com elenco de 150 pessoas e 48 cenas em nove cenários. Dias 02 e 03 de Abril, às 20h, na Concha acústica de Petrolina.



Jesus de Nazaré - Companhia Imaginarte


A Companhia de Teatro Imaginarte apresenta o espetáculo ‘Jesus de Nazaré - Uma História de Amor’ neste sábado (4), às 20 horas, no Pátio de Eventos do bairro José e Maria em Petrolina (PE). 



Crucificação - Juc do N9


A apresentação da peça da ‘Crucificação’ é uma realização do Grupo Jovens Unidos com Cristo uma encenação que retrata amor, fé e esperança. A apresentação será nesta quinta-feira (2), às 19h, no Projeto Senador Nilo Coelho - Núcleo 9.






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Artista audiovisual expõe fotografias surrealistas e lançou livro com as imagens

| Foto por André Amorim |


por Iasmin Oliveira

A exposição “Fabulações do Ser Ribeirinho Sertanejo”, do diretor audiovisual Fernando Pereira, reúne 30 fotografias mostrando as margens do rio São Francisco e a paisagem da Caatinga sertaneja, com imagens que misturam memória, território e imaginação. 

Fernando destaca que esse projeto nasce de um desejo profundo de pertencimento. Ele quis olhar para o ser ribeirinho não apenas como tema, mas como experiência viva, como algo que atravessa o território de forma mais íntima 

Além de apresentar imagens que dialogam com o cotidiano e o imaginário ribeirinho, a exposição propõe um percurso visual que atravessa os limites entre realidade e sonho. O surrealismo aparece como linguagem estética que abre novas leituras da paisagem sertaneja, aproximando corpo, água e terra em uma mesma atmosfera poética.




Visitação

Período: 19 de março a 10 de abril de 2026
Dia e horário: Quintas-feiras, das 14h às 18h (ou mediante agendamento prévio)
Local: Submédio Coletivo (Rua José Fernandes, nº 80, Jardim Maravilha, Petrolina-PE)
Entrada gratuita



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Faixa do EP ‘A Fresta’ usa o reggae para discutir a vida editada no ambiente digital e as desigualdades que persistem fora das telas

| Foto: reprodução do clipe |

por Iasmin Monteiro 

A banda Tio Zé Bá lança o single “Qualquer Um é Um Zé”, faixa que integra o EP ‘A Fresta’. Em ritmo de reggae, o trabalho articula crítica social, debate racial e propõe uma reflexão sobre a solidão em tempos de hiperconexão.

A música nasce da observação cotidiana de como a vida é construída e exibida nas redes sociais. “A gente vive num tempo em que tudo vira vitrine: o amor, a dor, a opinião”, afirma o vocalista e compositor Maércio José. Segundo ele, a canção parte da percepção de que vivemos uma espécie de existência híbrida.

“Hoje, a gente tem uma vida que acontece nas redes sociais, onde é possível usar filtros, bons enquadramentos e mostrar só a melhor versão, aquela que a gente imagina. E, por outro lado, tem a vida real, que continua acontecendo por trás das câmeras”, explica.

Essa dualidade aparece como eixo central da faixa. De um lado, a vida editada, cuidadosamente construída para exibição. Do outro, a experiência concreta, atravessada por contradições, violências e afetos. “É a vida que a gente sente na pele, com todos os seus prazeres e desprazeres”, completa o artista.

A crítica, no entanto, vai além do ambiente digital. A canção amplia o debate ao abordar desigualdades estruturais que persistem fora das telas. “A vida real ainda continua tendo racismo, homofobia, vários tipos de violência e escassez, principalmente de afeto, de amor, de carinho”, afirma Maércio.

Em um dos trechos mais contundentes da música, o verso “Dói ser preto, sim” evidencia como o trabalho conecta a experiência individual à realidade coletiva da população negra. Nesse contexto, a faixa também provoca uma reflexão sobre o papel das plataformas digitais, sugerindo que os algoritmos não são neutros e podem reproduzir desigualdades.

Para o compositor, “Qualquer Um é Um Zé” fala justamente dessa sensação de anonimato em meio à multidão digital. “É sobre ser só mais um perfil no meio de milhões, enquanto questões reais continuam atravessando nossas vidas”, diz.

O reggae aparece como escolha estética e política. Segundo ele, o gênero carrega historicamente uma tradição de consciência e crítica social, agora atualizada para dialogar com os dilemas contemporâneos. “A gente quis trazer isso para o agora, para a era do algoritmo e da solidão conectada”, afirmou.

O single já está disponível nas plataformas de streaming aqui. A canção também já tem um clipe que pode ser visto por meio do YouTube.  



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 Celebramos a trajetória de 20 anos de cena do grupo teatro do Vale do São Francisco

| Trup Errante em cena de Palavras Andantes | Foto: Lizandra Martins |


Fazem 20 anos desde que as cortinas se abriram para a estreia da Trup Errante. Ao longo das duas décadas de trabalho, foram também 20 espetáculos produzidos, muitos autorais e com uma estética que valoriza o próprio teatro como mote. 

Nós visitamos a sede do grupo e reunimos depoimentos dos seus atuais integrantes, que continuam a tocar esse barco de histórias. Agora, você é o convidado para viajar com eles.


➡️ Confira a publicação completa no Portal Culturama, link da bio!

✍️ @marii_gaudencio @adriano.alves
📷 divulgação

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 Confira nossas dicas

| Foto: Agência Multiciência |

No Dia Mundial do Teatro - Bora de programação cultural para animar o final de semana? Estamos cheio de dicas! 😍

Na nossa agenda cultural do Vale do São Francisco, você sabe o que teremos de teatro, música, cinema, artes visuais e muito mais!!!
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Um post compartilhado por Culturama (@portalculturama)


🥰 Compartilhe pros amigos que vão pegar esse rolê com você!!!

✍️ @adriano.alves
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Artista revisita suas composições em versões acústicas e aposta na intimidade do voz e violão para ampliar seu alcance

| Foto: divulgação |

por Iasmin Monteiro

Zallyak apresenta ao público um novo trabalho em formato voz e violão, que revisita sua própria discografia sob uma perspectiva mais crua e emocional. O artista independente de Petrolina (PE), conhecido por uma estética pop marcada por elementos eletrônicos e forte conexão com o território onde vive, o artista agora aposta na simplicidade do acústico para ampliar o alcance de suas narrativas e destacar a essência de suas composições.

LGBTQIAPN+ e assumidamente comprometido com a própria verdade artística, Zallyak constrói músicas que passam por experiências pessoais, afetivas e sociais. Faixas como “Cidade” evidenciam momentos delicados de sua trajetória e também os desafios de se manter como artista independente no interior de Pernambuco. No novo projeto, ele revisita canções como “Estranho”, “Tarde Demais” e “Pro Mundo Acabar”, esta última acompanhada de um videoclipe gravado no Centro Cultural João Gilberto, na vizinha Juazeiro.

| Foto: divulgação |

A escolha pelo formato acústico não foi planejada inicialmente como um grande projeto, mas surgiu de maneira espontânea. Em um encontro familiar, ao interpretar suas músicas apenas com violão, Zallyak percebeu uma nova potência em suas composições. “Eu já escutava minhas músicas nesse formato antes de irem para o estúdio, mas quando alguém comentou que preferia assim, fez todo sentido transformar isso em um projeto”, relembra.

O resultado é um trabalho que evidencia a força da composição e da interpretação. Ao despir músicas originalmente produzidas com camadas eletrônicas, o artista revela novas nuances emocionais. “Quando a gente muda o arranjo, a música caminha para outro público. No voz e violão, ela fica mais abrangente, mais aberta para diferentes pessoas”, explica. Ele cita “Estranho” como exemplo dessa transformação: originalmente com influência do funk, a faixa ganha contornos mais melancólicos na versão acústica.

A recepção do público também impulsionou o lançamento. Nas redes sociais, seguidores já demonstravam interesse pelas versões mais íntimas, frequentemente pedindo que o artista registrasse oficialmente essas interpretações.

| Foto: divulgação |

Com todas as músicas autorais, Zallyak mantém um processo criativo ligado às próprias vivências. Relacionamentos, experiências cotidianas e o contexto social em que está inserido são matéria-prima constante. 

“Se não for verdadeiro, eu travo. Preciso sentir que aquilo existiu para conseguir escrever”, afirma.

O lançamento do acústico também aponta caminhos para o futuro. Entre os próximos projetos está a faixa “Juazeiro da Bahia”, que marca um novo momento em sua carreira: pela primeira vez, o artista participa diretamente da produção musical. A canção deve ser apresentada ao vivo em um show no Casarão,que será realizado no dia 19 de abril, reforçando sua presença na cena cultural local.

Com o novo trabalho, Zallyak reafirma sua identidade artística ao mesmo tempo em que experimenta novas formas de se comunicar com o público. Entre o eletrônico e o orgânico, o artista segue construindo uma obra que parte do território, passa por afetos e encontra, na simplicidade do violão, uma maneira de existir e ser ouvido.

Veja o projeto Voz e Violão de Zallyak completo aqui!

 



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Jornalista, repórter em TV e impresso. Pernambuco-Bahia.

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