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Culturama

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Mostra integra pesquisa científica sobre o subsolo da região baiana

| Foto: Daniel Menin |

por Eduarda Silva

Quem visitar a reitoria da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) durante o mês de março poderá conhecer o interior das cavernas da Chapada Diamantina. A exposição “Memórias do Subsolo”, montada no local, reúne fotografias feitas pelo fotógrafo e pesquisador Daniel Menin durante uma expedição científica realizada em janeiro de 2025.

As imagens registram formações e paisagens subterrâneas das cavernas Lapa Doce e Torrinha, na Chapada Diamantina, e foram produzidas ao longo de duas semanas de trabalho de campo.

Os registros visuais integram uma pesquisa conduzida pelo professor Daniel Vieira de Sousa, do colegiado de geografia da instituição. Os estudos investigam como as mudanças climáticas ocorridas nos últimos 200 mil anos influenciaram o solo e a vegetação da região. 

A exposição busca apresentar ao público parte do processo científico realizado nesses ambientes subterrâneos e ampliar o acesso a pesquisas desenvolvidas na instituição. 

A mostra é aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h com entrada gratuita.

Após a temporada em Petrolina, a mostra também deve circular pelo campus Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato (PI).



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Obra reúne 14 autores de Petrolina e Juazeiro; evento vai contar com apresentações musicais, roda de conversa e poesia

| Foto: divulgação |

por Iasmin Monteiro

Nesta quinta-feira (05), o sertão recebe o lançamento da antologia literária "Do afeto, a carne", que reúne 14 autores de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA).  A obra celebra a escrita como espaço de existência, escuta e liberdade. O evento será realizado às 19h30, no restaurante O Casarão, no centro de Petrolina, com entrada gratuita e apresentações de música e poesia.

Publicado pela Editora Vecchio, o livro é organizado pela escritora e produtora cultural Emylle Novaes e traz ilustrações de Dayane Diogo. A obra nasce do curso Escrita Criativa voltado ao público LGBTQIAPN+, realizado com apoio da Lei Paulo Gustavo.

Nas páginas do livro, memórias, afetos e vivências ganham corpo e voz, transformando experiências individuais em narrativa coletiva.

A antologia reúne textos de Ana Carolina, Brenda Mércia, Carine Buriti, Catarina Carneiro, Emylle Novaes, Giovanna Beatriz, Maria Guadalupe, Marina Almeida, Pedro Caneto, Pedro Henrique, Randara Barboza, Vitor Vinicius, Victor Emanuel e Weuller de Oliveira. 

As aulas de escrita criativa, assim como a organização da obra, foram conduzidas por Emylle Novaes, que transformou o processo de aprendizagem em um espaço de partilha e expressão livre. Sob sua orientação, cada participante encontrou nas palavras uma forma de se reconhecer e se reinventar.

Para o produtor editorial Matheus José, a obra ultrapassa o campo artístico. "Mais do que um resultado artístico, este livro é um gesto político e afetivo: o de reconhecer e legitimar narrativas que, por muito tempo, foram silenciadas", afirma. Segundo ele, essa força poética revela talento, sensibilidade, coragem e autenticidade.

Para outras informações, acesse o Instagram do projeto @doafetoacarne.
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São 149 vagas para Pontos e Pontões de Cultura de toda a Bahia

| Foto: Ascom Secult BA |

Com um investimento total de R$10,1 milhões - via Política Nacional Aldir Blanc (PNAB),  o Ciclo II dos Editais Cultura Viva selecionará 149 propostas para fortalecer a rede de cidadania cultural em todo o estado. As inscrições estarão abertas entre 4 e 31 de março, por meio do site www.bahiapnab.com.br. 

O novo ciclo de fomento é dividido em seis editais, sendo três voltados para premiação e três para apoio a projetos culturais. A política de fomento é estratégica para a consolidação da Lei Cultura Viva Bahia e amplia significativamente o suporte a segmentos históricos.

“Os Editais Cultura Viva fortalecem, por meio da política pública, o trabalho cultural comunitário realizado pelos pontos e pontões de cultura. O Governo da Bahia, sob a liderança do governador Jerônimo, investe tanto na cultura territorializada como em organizações que desenvolvem trabalhos fundamentais. Destaco o apoio crescente aos povos originários e o ineditismo do apoio às Paradas do Orgulho LGBTQIAPN+, que também são manifestações culturais e de defesa de direitos", afirmou o secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro.

O secretário celebrou também a iniciativa do Edital Cultura e Educação Ponto a Ponto, que realiza a  formação para a cultura e para as artes nas escolas. "Isso demonstra o compromisso da política  pública com a valorização dos Pontos de Cultura e com a emancipação humana", completou.

Para a superintendente de Desenvolvimento Territorial da Cultura, Amanda Cunha, o novo ciclo reforça a expansão das políticas culturais no estado e responde às necessidades apresentadas pelos territórios e segmentos culturais. “O ciclo 2 da PNAB Cultura Viva garante a continuidade de ações estruturantes iniciadas no ciclo 1, como a residência artística nas escolas estaduais de tempo integral, amplia as ações exitosas, como o fomento para os povos indígenas, e atende demandas ainda não contempladas, como a inclusão de edital específico de apoio às paradas LGBTQIAPN+”.

PRÊMIOS - Esta edição realiza um aumento expressivo no aporte para comunidades originárias e a criação de mecanismos inéditos de inclusão. Pela primeira vez, a estrutura de editais conta com seleções exclusivas, como o Prêmio Pontos de Cultura Indígena e o Prêmio Orgulho LGBTQIAPN+. 

O investimento direto em iniciativas indígenas saltou de R$ 960 mil, no primeiro ciclo, para R$ 1,44 milhão no Ciclo II. “Há pouco tempo era raro ver indígenas em espaços como este. Hoje, acessar políticas públicas de cultura é uma conquista. O lançamento deste edital fortalece nossos saberes, nossas lideranças e garante futuro para jovens e crianças, mantendo viva a cultura dos nossos ancestrais”, celebrou Patrícia Pataxó, superintendente de Políticas para os Povos Indígenas da Bahia.

Já para a comunidade LGBTQIAPN+, o recurso é focado em coletivos que organizam paradas e ações de visibilidade em todo o território baiano. “É uma honra celebrar este momento. Os editais reconhecem a força da cultura produzida pela população LGBTQIAPN+ na Bahia. Este edital premia nossos fazedores e fazedoras de cultura e fortalece espaços de acolhimento e criação, fundamentais para nossa comunidade. Que nossos jovens ocupem esses lugares, transformem realidades e sigam fazendo da arte um caminho de resistência e futuro. Vida longa à cultura viva e à nossa população LGBTQIAPN+”, declarou o Conselheiro Estadual LGBTQIAPN+ pela Secretaria de Relações Institucionais da Bahia (Serin), Silvio Lacerda.

Para os editais de premiação, a participação é aberta tanto a entidades com CNPJ quanto a grupos e coletivos culturais sem personalidade jurídica. Já os editais Cultura Viva na Bahia, Cultura e Educação Ponto a Ponto e QualiCultura Viva são voltados exclusivamente para Pontos de Cultura já certificados e com CNPJ, prevendo atividades com duração de 12 meses.

Uma das novidades é o mecanismo de pré-certificação: nos editais de premiação, grupos e coletivos ainda não certificados que alcançarem a pontuação mínima serão automaticamente reconhecidos como Pontos de Cultura.

Conheça os seis editais:


- Prêmio Cultura Viva Bahia 2026 
Valor Total: R$ 1.080.000,00
Vagas: 36 vagas de R$ 30.000,00 cada.
Público: Pontos e Pontões (com ou sem CNPJ) e coletivos ainda não certificados.
Foco: Reconhecimento de projetos já realizados que contribuíram para o desenvolvimento artístico da Bahia.

- Prêmio Pontos de Cultura Indígena 
Valor Total: R$ 540.000,00
Vagas: 26 vagas (24 para coletivos e 2 para entidades com CNPJ | R$ 20.000,00 e R$ 30.000,00, respectivamente).
Foco: Premiação de iniciativas culturais em territórios indígenas, certificados ou não.

- Prêmio Orgulho LGBTQIAPN+ 
Valor Total: R$ 220.000,00
Vagas: 10 vagas (8 para coletivos e 2 para entidades com CNPJ | R$ 20.000,00 e R$ 30.000,00, respectivamente).
Foco: Premiação para quem atua na organização e promoção de Paradas do Orgulho LGBTQIAPN+ no estado.

- Cultura Viva na Bahia - Ano II
Valor Total: R$ 3.780.000,00
Vagas: 42 vagas de R$ 90.000,00 cada (inclui 10 vagas reservadas para indígenas).
Público: Exclusivo para Pontos de Cultura já certificados e com CNPJ.
Foco: Atividades culturais nos territórios por 12 meses.

- Cultura e Educação Ponto a Ponto 
Valor Total: R$ 2.700.000,00
Vagas: 30 vagas de R$ 90.000,00 cada.
Público: Pontos de Cultura certificados e com CNPJ.
Foco: Atividades em escolas de tempo integral da rede estadual, focando em formação cultural e socioambiental.

- QualiCultura Viva 
Valor Total: R$ 1.800.000,00
Vagas: 5 vagas para Pontões de Cultura de R$ 325.000,00 (regional) e R$ 500.000,00 (estadual).
Foco: Projetos de articulação de redes e promoção de acesso à cultura em larga escala.


Serviço:


Editais Cultura Viva Bahia – PNAB Ciclo II
Abertura das inscrições: 04 de março de 2026.
Vagas: 149 propostas contempladas.
Investimento: R$ 10.120.000,00 milhões.
Público-alvo: Pontos e Pontões de Cultura (certificados ou não), coletivos indígenas e comunidades LGBTQIAPN+.

Sobre a Cultura Viva - A Política Nacional Cultura Viva é um modelo de gestão compartilhada entre Estado e sociedade civil. Ela foca no reconhecimento e apoio a grupos, coletivos e entidades, os chamados Pontos e Pontões de Cultura, que já desenvolvem atividades culturais em suas comunidades. O objetivo é fortalecer o protagonismo social e garantir que a cultura chegue aos territórios mais diversos, respeitando as identidades locais.

Sobre a PNAB - A Pnab é uma ação do Governo Federal, em parceria com estados e municípios, que garante investimentos contínuos para fortalecer a cultura em todo o país. Na Bahia, a PNAB apoia fazedores, coletivos e espaços culturais de diferentes áreas, promovendo acesso, diversidade e valorização das expressões artísticas em todos os territórios.
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Obras de André Brandão e Raquel Marques propõem olhar político e afetivo sobre a 'Dama do Barro'

| Foto: Jacaré |

por Eduarda Silva

O Sesc Petrolina recebe hoje (3), às 19h, o lançamento do livro “Os olhos cegos do Rio”, de André Brandão, seguido da exibição do documentário “Ser mulher, ser Negra, Ser Nordestina”, dirigido por Raquel Marques. A ação propõe uma releitura da trajetória de Ana das Carrancas a partir de uma abordagem crítica sobre sua inserção na história da arte.

Resultado de pesquisa iniciada na graduação em artes visuais na Univasf, o livro parte da exposição homônima realizada em 2013, quando Brandão atuava como curador da Galeria de Artes do Sesc Petrolina.

A publicação questiona por que a produção de Ana foi, durante anos, enquadrada apenas como artesanato. Também defende a leitura de suas peças como objetos tridimensionais que articulam memória, identidade e debates raciais e territoriais presentes na arte contemporânea.

O projeto dialoga com um dos elementos mais conhecidos da artista, os olhos vazados de suas carrancas, uma homenagem ao seu marido, que era cego. Assim como a exposição de 2013, o lançamento do livro também será inclusivo, sendo disponibilizado nos formatos e-book e audiobook, com audiodescrição das peças integradas ao discurso curatorial. 

A programação inclui ainda o documentário dirigido por Raquel Marques, que aborda o impacto social da obra da artesã a partir de uma perspectiva familiar. O curta foca na força da produção e no impacto social que o trabalho de sua avó deixou na região.


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Cine Gestão une empreendedorismo e audiovisual com ações em Petrolina

| Foto: Freepik |

Estão abertas as inscrições para a primeira edição do "Cine Gestão", projeto que oferece formação gratuita em gestão de projetos no setor audiovisual. A formação ocorrerá entre os dias 07 e 14 de março em Petrolina (PE), com 30 vagas disponíveis. As inscrições devem ser feitas até o dia 05 de março por meio deste link: formulário.

Serão três módulos, com encontros presenciais e virtuais: Capacitação Técnica em Audiovisual (30h); Produção Executiva e Gestão de Pessoas em Projetos Audiovisuais (20h); e Projetos Audiovisuais - Branding E Identidade (30h). A carga horária total é de 80 horas e as aulas presenciais serão realizadas no cineteatro da Praça CEU das Águas, no bairro Rio Corrente.

O “Cine Gestão” é realizado pela Jota Lens, com apoio da WW Filmes (@wwfilmes ) e incentivo da Lei Paulo Gustavo, via Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco, direcionado pelo Ministério da Cultura – Governo Federal.

SERVIÇO:


Projeto: Cine Gestão – Empreendedorismo e Audiovisual no Sertão
Dias: 07 a 14 de março
Local: Céu das Águas - R. do Tamarindo - Rio Corrente - Petrolina – PE
Participação: gratuita
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Cássio Costa propõe um olhar poético e político sobre a existência de mulheres trans no sertão 

| Foto: Cássio Costa |

por Iasmin Monteiro

Inspirada na flora da caatinga e nas margens do Velho Chico, TRANSFloRio é a primeira exposição fotográfica solo de Cássio Costa. A mostra reúne 20 fotografias que retratam a vida de mulheres trans sertanejas no contexto semiárido e ribeirinho em que vivem, exaltando suas belezas e deslocando o olhar exótico e depreciativo que historicamente recai sobre seus corpos. A visitação é gratuita e segue até o dia 27 de março, mediante agendamento pelo Instagram da ONG Cores.

O autor, fotógrafo e jornalistas conta que o projeto nasceu de uma inquietação diante das estatísticas alarmantes de violência. O Brasil é o país que mais mata pessoas trans e LGBTQIAPN+ no mundo e, segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais, Pernambuco ocupa o sétimo lugar no ranking de assassinatos de pessoas trans. Para ele, todo trabalho artístico surge de uma provocação e, nesse caso, a urgência era transformar dor em celebração. 

“O corpo trans é um dos mais marginalizados e estigmatizados. A proposta da exposição é justamente enaltecer essas vidas. Em um estado que aparece nas estatísticas de violência, ver esses corpos vivos, produzindo arte e ocupando espaços, já é motivo de celebração”, afirma.

A estética do trabalho dialoga com cores quentes e com elementos da caatinga, das flores e do rio São Francisco. Cássio explica que também se inspirou na fotógrafa pernambucana Júlia Vasconcelos, que discute masculinidades no contexto sertanejo. Segundo ele, a exposição conversa com esse território marcado por narrativas de machismo e masculinidades rígidas, mostrando que corpos trans existem no sertão e precisam ser lembrados, respeitados e celebrados.

Ao ser questionado sobre o que busca transmitir com as imagens, Cássio é direto: o foco é a celebração da vida das pessoas trans! Ele explica que procurou construir ensaios poéticos, sem nudez, com as personagens bem vestidas e maquiadas, ressaltando suas belezas e subjetividades. A intenção é deslocar o olhar que costuma sexualizar e estigmatizar esses corpos, apresentando outras nuances que não sejam o preconceito.

| Foto: Cássio Costa|


A exposição retrata três mulheres trans de Petrolina: Amanda Vieira, Kayllah’Belle e Jhenyffer Braga. Todas são sertanejas e desenvolvem trabalhos ligados à arte, encontrando nela caminhos para romper com a marginalização que historicamente atinge pessoas trans. Para o fotógrafo, elas ocupam papéis importantes na cena cultural local.

“O trabalho também gerou remuneração para as envolvidas. A equipe é majoritariamente composta por pessoas trans e LGBTQIAPN+, reforçando o compromisso do projeto com inclusão e fortalecimento da comunidade”, disse.

O texto que acompanha a exposição foi escrito por Alzyr Brasileiro, presidenta da OSC Cores, organização que sedia a mostra. Em um dos trechos, ela afirma: “E nós flores indomáveis do rio e da caatinga somos vidas que ninguém conseguiu impedir de nascer e muito menos impedirá de viver, afinal, somos trans, flor, rio e vida”, escreveu.



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 Programação gratuita é aberta ao público em vários locais 

| Foto: divulgação |

A Trup Errante, grupo teatral de Petrolina (PE), dará início, entre os dias 28 de fevereiro e 5 de março, às comemorações dos seus 20 anos de trajetória na arte, com o lançamento de um novo filme e a reestreia de espetáculo. A partir deste sábado (28), às 18h, será exibido no Espaço Cultural Janela 353 o curta-metragem Um Devaneio na Cabeça e um Abismo no Coração, com entrada gratuita. 

A obra também terá exibições no campus Juazeiro da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e no CEU das Águas ao longo da semana (ver quadro abaixo). Já nos dias 3 e 4 de março, às 14h e às 10h, respectivamente, as celebrações seguem com a temporada da peça Fabulosas histórias do Rio Opará, trabalho autoral que trata de questões ecológicas, educativas e culturais para o público infanto-juvenil, no CEU das Águas, com a presença de turmas de estudantes de escolas públicas.

Quinta edição da série Devaneios e dirigida por Thom Galiano e Adriel Marques, em Um Devaneio na Cabeça e um Abismo no Coração, a atriz Rafa Moraes - que integra a Trup Errante - reflete sobre a sua caminhada e diferentes fases da vida enquanto pessoa e profissional da arte que transita entre Pernambuco e Ceará; o sagrado, o profano e o cotidiano; o feminino e o masculino; o cinema e o teatro. 

O curta-metragem ajuda a contar a trajetória do grupo teatral, assim como o espetáculo Fabulosas histórias do Rio Opará, estreado originalmente em 2008 e que agora ganha este ano um novo olhar apurado sobre a crise climática e a importância da preservação da natureza. A narrativa conta as aventuras de uma menina que se chama Francisca, ou melhor Chiquinha, interpretada por Raphaela de Paula, que sempre sonhou com fabulosas histórias. Na margem do Rio Opará, ela se depara com o Nego d’água que lhe dá a missão de encontrar o Seu Monstro do Lixo Nicolau e Tal! Corajosa, então viaja pelo Rio no seu barquinho e encontra vários personagens do imaginário popular ribeirinho. 

Para o diretor da Trup Errante, Thom Galiano, os dois trabalhos têm um olhar forte para o que o grupo realizou durante o percurso. “Quando começamos nossas atividades em 2006, não tínhamos ideia de que chegaríamos até aqui. Ser grupo de teatro no interior do Brasil não é uma escolha; não é nada fácil. Mas ser grupo é o caminho para realizar, em cena, nossos desejos, ao mesmo tempo em que nos mantemos em estado constante de aprendizado. Somos uma família escolhida pelo teatro”, explica. As exibições de Um Devaneio na Cabeça e um Abismo no Coração serão gratuitas, assim como as sessões de Fabulosas histórias do Rio Opará, por sua vez destinadas, prioritariamente, às turmas de estudantes de escolas públicas de Petrolina, mas também abertas ao público geral, com entrega de ingressos 1h antes do início do espetáculo. 

Duas décadas de arte - A Trup Errante é um grupo de teatro nascido em 2006 no Vale do São Francisco e que transita pelo audiovisual e a literatura, valorizando dramaturgias insurgentes e personagens femininas. Com mais de 500 apresentações, percorreu cidades e festivais, conectando-se ao público com obras autorais e adaptações. Além dos palcos, o grupo atua na cena editorial e cinematográfica, promovendo livros, curtas e eventos culturais, com repertório que inclui textos próprios e releituras de clássicos, sempre explorando novas formas de narrativa. Junto às apresentações de Fabulosas histórias do Rio Opará e do lançamento de Um Devaneio na Cabeça e um Abismo no Coração, as celebrações do aniversário da Trup Errante contarão com atividades comemorativas ao longo de todo o ano.

Esse projeto foi contemplado nos Editais da Lei Paulo Gustavo Pernambuco, com apoio financeiro do Governo do Estado de Pernambuco e da Secretaria de Cultura do Estado, via Lei Paulo Gustavo do Ministério da Cultura – Governo Federal.

SERVIÇO:



Um Devaneio na Cabeça e um Abismo no Coração

28 de fevereiro (sábado)
Horário: 18h
Local: Espaço Cultural Janela 353 (Rua Antônio Santana Filho, nº 353, no Centro de Petrolina)
Gratuito

04 de março (terça-feira)
Horário: 19h
Local: Galpão de Artes Visuais da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Juazeiro
Gratuito

05 de março (quarta-feira)
Horário: 19h30
Local: CEU das Águas (R. do Tamarindo, bairro Rio Corrente, Petrolina)
Gratuito

Fabulosas histórias do Rio Opará

03 de março (segunda-feira)
Horário: 14h
Local: CEU das Águas (R. do Tamarindo, bairro Rio Corrente, Petrolina)
Gratuito

04 de março (terça-feira)
Horário: 10h
Local: CEU das Águas (R. do Tamarindo, bairro Rio Corrente, Petrolina)
Gratuito




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Adriano Alves é jornalista por formação e artista por vocação. Passeia pelo Teatro, a Dança e produção em diversas linguagens. Escreve sobre o que gosta e o que quer entender melhor.

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