Aquilombamento e poesia: a escrita de Emanuel Lucas como resistência e marcador cultural

by - março 21, 2026

Poeta compartilha sua trajetória marcada pela arte e indica artistas que são suas inspirações e referências

| Escritor Emanuel Lucas | Foto: arquivo pessoal |

por Iasmin Monteiro 

No dia 21 de março, celebra-se o Dia Mundial da Poesia, uma data que reconhece a potência da palavra como ferramenta de expressão, memória e transformação. Mais do que versos, a poesia é também um território de disputa de narrativas, onde vozes historicamente silenciadas encontram espaço para existir, resistir e imaginar outros futuros

Para marcar a data, convidamos o poeta Emanuel Lucas Santos Alves a compartilhar suas referências e refletir sobre o papel da poesia em sua trajetória. Educador social, pesquisador e produtor cultural, Emanuel constrói um percurso profundamente ligado à educação antirracista e à valorização de identidades afrorreferenciadas. Licenciado em História pela Universidade Estadual de Santa Cruz, ele atua na articulação entre cultura, território e formação política. 

Como CEO e idealizador do Afropolita – Laboratório e Assessoria, o artista desenvolve projetos de educação “quilombista” e consultorias em gestão cultural com foco na sustentabilidade de comunidades criativas. Autor da obra “Contos Negros Marginais”, Emanuel utiliza a literatura como ferramenta de emancipação social, conectando ancestralidade e futuro



Conheça algumas referências indicadas por Emanuel Lucas:


Jordan



Jordan Leão Menezes é poeta, artista e slammer de Camaçari (BA). Em sua produção, aborda temas como vivências LGBTQIAPN+ negras, infância e vulnerabilidade. É criador do conceito Pivete Musa e autor do livreto Manifesto Pivete Musa, publicado pelo Selo Aula Viva, com foco na poesia marginal e na performance de gênero.

Jordan escreve desde a infância e, nos últimos anos, tem se dedicado a explorar a afetividade entre homens pretos. Ele define sua escrita como “poesia homoafroerótica”, abordando a subjetividade afetiva e sexual de homens pretos gays, além de tensionar o legado colonial da hipersexualização desses corpos.

 

NegaFyah



NegaFyah é poeta, mestra de cerimônia, produtora cultural, ativista e graduada em Enfermagem. Criadora da marca de streetwear FyaBurn, também idealiza e produz o Slam das Minas BA.
Como artista da palavra, leva para o palco denúncias sobre as violências que atravessam seu cotidiano, como racismo, machismo e sexismo, marcando suas apresentações pela força e expressividade corporal. 

Integra a coletânea Querem nos Calar: poemas para serem lidos em voz alta (2019) e participou da obra Ancestralitura: Poemas com Mel e Dendê (2022), produzida em parceria com a Plataforma Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras.

 

Poeta Nascimento



Poeta Nascimento é contista, ator e diretor técnico de palco e logística, nascido em Petrolina (PE). É autor dos livros Pétalas de Amor e Carolina de Jesus: Apropriação da Escrita como Forma de Ascensão Social, além dos contos em folheto Associação das Mulheres Rendeiras, Antes que o Papai Acorde e O Amor Não Acaba Nem Depois da Morte. Também publicou o cordel A Maldição de Vicente Finim.

O artista está construindo a sua trajetória fortalecendo a cultura negra e periférica. Atualmente, é secretário da Companhia de Teatro Imaginart, integrante do Teatro Popular de Arte (TPA) e do Fórum Popular de Cultura de Petrolina. Atua como produtor cultural na Odun Produções e coordena o projeto Sou Periferia. 


 





You May Also Like

0 comentários