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Culturama

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 Programação gratuita é aberta ao público em vários locais 

| Foto: divulgação |

A Trup Errante, grupo teatral de Petrolina (PE), dará início, entre os dias 28 de fevereiro e 5 de março, às comemorações dos seus 20 anos de trajetória na arte, com o lançamento de um novo filme e a reestreia de espetáculo. A partir deste sábado (28), às 18h, será exibido no Espaço Cultural Janela 353 o curta-metragem Um Devaneio na Cabeça e um Abismo no Coração, com entrada gratuita. 

A obra também terá exibições no campus Juazeiro da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e no CEU das Águas ao longo da semana (ver quadro abaixo). Já nos dias 3 e 4 de março, às 14h e às 10h, respectivamente, as celebrações seguem com a temporada da peça Fabulosas histórias do Rio Opará, trabalho autoral que trata de questões ecológicas, educativas e culturais para o público infanto-juvenil, no CEU das Águas, com a presença de turmas de estudantes de escolas públicas.

Quinta edição da série Devaneios e dirigida por Thom Galiano e Adriel Marques, em Um Devaneio na Cabeça e um Abismo no Coração, a atriz Rafa Moraes - que integra a Trup Errante - reflete sobre a sua caminhada e diferentes fases da vida enquanto pessoa e profissional da arte que transita entre Pernambuco e Ceará; o sagrado, o profano e o cotidiano; o feminino e o masculino; o cinema e o teatro. 

O curta-metragem ajuda a contar a trajetória do grupo teatral, assim como o espetáculo Fabulosas histórias do Rio Opará, estreado originalmente em 2008 e que agora ganha este ano um novo olhar apurado sobre a crise climática e a importância da preservação da natureza. A narrativa conta as aventuras de uma menina que se chama Francisca, ou melhor Chiquinha, interpretada por Raphaela de Paula, que sempre sonhou com fabulosas histórias. Na margem do Rio Opará, ela se depara com o Nego d’água que lhe dá a missão de encontrar o Seu Monstro do Lixo Nicolau e Tal! Corajosa, então viaja pelo Rio no seu barquinho e encontra vários personagens do imaginário popular ribeirinho. 

Para o diretor da Trup Errante, Thom Galiano, os dois trabalhos têm um olhar forte para o que o grupo realizou durante o percurso. “Quando começamos nossas atividades em 2006, não tínhamos ideia de que chegaríamos até aqui. Ser grupo de teatro no interior do Brasil não é uma escolha; não é nada fácil. Mas ser grupo é o caminho para realizar, em cena, nossos desejos, ao mesmo tempo em que nos mantemos em estado constante de aprendizado. Somos uma família escolhida pelo teatro”, explica. As exibições de Um Devaneio na Cabeça e um Abismo no Coração serão gratuitas, assim como as sessões de Fabulosas histórias do Rio Opará, por sua vez destinadas, prioritariamente, às turmas de estudantes de escolas públicas de Petrolina, mas também abertas ao público geral, com entrega de ingressos 1h antes do início do espetáculo. 

Duas décadas de arte - A Trup Errante é um grupo de teatro nascido em 2006 no Vale do São Francisco e que transita pelo audiovisual e a literatura, valorizando dramaturgias insurgentes e personagens femininas. Com mais de 500 apresentações, percorreu cidades e festivais, conectando-se ao público com obras autorais e adaptações. Além dos palcos, o grupo atua na cena editorial e cinematográfica, promovendo livros, curtas e eventos culturais, com repertório que inclui textos próprios e releituras de clássicos, sempre explorando novas formas de narrativa. Junto às apresentações de Fabulosas histórias do Rio Opará e do lançamento de Um Devaneio na Cabeça e um Abismo no Coração, as celebrações do aniversário da Trup Errante contarão com atividades comemorativas ao longo de todo o ano.

Esse projeto foi contemplado nos Editais da Lei Paulo Gustavo Pernambuco, com apoio financeiro do Governo do Estado de Pernambuco e da Secretaria de Cultura do Estado, via Lei Paulo Gustavo do Ministério da Cultura – Governo Federal.

SERVIÇO:



Um Devaneio na Cabeça e um Abismo no Coração

28 de fevereiro (sábado)
Horário: 18h
Local: Espaço Cultural Janela 353 (Rua Antônio Santana Filho, nº 353, no Centro de Petrolina)
Gratuito

04 de março (terça-feira)
Horário: 19h
Local: Galpão de Artes Visuais da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Juazeiro
Gratuito

05 de março (quarta-feira)
Horário: 19h30
Local: CEU das Águas (R. do Tamarindo, bairro Rio Corrente, Petrolina)
Gratuito

Fabulosas histórias do Rio Opará

03 de março (segunda-feira)
Horário: 14h
Local: CEU das Águas (R. do Tamarindo, bairro Rio Corrente, Petrolina)
Gratuito

04 de março (terça-feira)
Horário: 10h
Local: CEU das Águas (R. do Tamarindo, bairro Rio Corrente, Petrolina)
Gratuito




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#bahia #agendacultural #arte #cultura

| Foto: Jacaré |

Se liga que tem muita coisa rolando no Vale do São Francisco... foi até difícil resumir tudo nessa agenda.

😍 Trazemos uma sequência de dicas culturais para você curtir no Vale do São Francisco seja no carnaval ou fora dele.




🥰 Compartilhe pros amigos que vão pegar esse rolê com você!!!

✍️ @adriano.alves
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❣️ Portal Culturama:
Este projeto foi contemplado nos Editais da Paulo Gustavo Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. Paulo Gustavo Bahia (PGBA) foi criada para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, visando cumprir a Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022.


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Projeto oferece formação entre 2 e 5 de março

| Fátima Toledo | Foto: divulgação |

Uma das profissionais mais influentes do cinema brasileiro, Fátima Toledo estará em Petrolina nos dias 02 e 03 de março de 2026, durante o Festival Cine Caatinga. A preparadora de elenco participa do evento em dois momentos distintos, reforçando a dimensão formativa do festival no Semiárido.

No dia 02 de março, ela realiza a Masterclass “Preparação de Elenco para Filmes”, aberta ao público, gratuita e sem necessidade de inscrição. O encontro acontece em formato de palestra e diálogo, compartilhando trajetória, método e experiências acumuladas ao longo de mais de quatro décadas de atuação no cinema e na televisão.

Já no dia 03 de março, acontece a “Vivência do Método Fátima Toledo”, atividade prática e imersiva, também gratuita, porém com vagas limitadas para quem fez as inscrições. A vivência propõe um trabalho direto sobre corpo, instinto, escuta e presença, colocando os participantes em contato com processos reais de criação cênica aplicados em grandes produções.

Criadora de um método reconhecido pela intensidade e pela busca da verdade emocional em cena, Fátima assinou a preparação de elencos de obras como “Cidade de Deus”, “Central do Brasil”, “Pixote”, “Tropa de Elite” 1 e 2, “O Céu de Suely”, “Cidade Baixa”, além de produções recentes como “Pssica”, “Maria e o Cangaço”, “Cangaço Novo” e “Cidade de Deus: A Luta Não Para”.

Nos dias 04 e 05 de março, serão realizados dois painéis com os temas “Distribuição de Filmes – Estratégias e Canais” e  “Produção Musical, IA e Monetização”. As informações sobre os painéis e convidados podem ser obtidas pelas redes sociais oficiais do festival (@CineCaatinga) ou pelo link https://linkme.bio/cinecaatinga. As atividades acontecerão no Teatro do Sesc Petrolina (Centro).

O Festival Cine Caatinga tem curadoria e direção de Wllyssys Wolfgang, coordenação técnica e produção executiva de Amanda Martins, direção de produção de Cícero Rodrigues e coordenação de produção de Wyvys Reis. O projeto é realizado pela Caroá Produções, com apoio da WW Filmes, Sesc Petrolina e Prefeitura de Petrolina, e incentivo do Funcultura Audiovisual/FUNDARPE e da Lei Paulo Gustavo.

Com mais de 13 anos de trajetória, o Cine Caatinga consolidou-se como um dos principais polos de formação, exibição e articulação audiovisual do Semiárido brasileiro, reunindo festival, ações formativas e streaming gratuito com mais de 200 filmes disponíveis em CineCaatinga.com.br.

SERVIÇO


• 02/03/2026 – Masterclass “Preparação de Elenco para Filmes” com Fátima Toledo
Aberta ao público | Gratuita | Sem inscrição

• 04/03/2026 – Painel “Distribuição de Filmes – Estratégias e Canais” com Yas Chiden (Descoloniza Filmes)
Aberto ao público | Gratuito | Sem inscrição

• 05/03/2026 – Painel “Produção Musical, IA e Monetização” com Fernanda Audi (Diretora de Operações da Abramus)
Aberto ao público | Gratuito | Sem inscrição

• Local: Teatro Dona Amélia
• Informações @CineCaatinga ou https://linkme.bio/cinecaatinga
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Plataforma foi criada para organizar a produção artística local

| Foto: Prefeitura de Juazeiro |

Artistas de Juazeiro, grupos culturais e profissionais da cultura que pretendem inscrever-se nos editais que o município lançará via Lei Aldir Blanc – Ciclo 2 devem fazer um cadastro no mapa cultural. O mapeamento é destinado a artistas de todas as linguagens, residentes tanto na sede quanto na zona rural. 

Segundo a prefeitura, a ação permitirá a construção de um diagnóstico completo do fazer cultural juazeirense, orientando políticas públicas, projetos e investimentos no setor.

O cadastramento já está disponível e pode ser realizado online, por meio de formulário digital disponível neste link. Também é possível entrar em contato através do WhatsApp da secretaria (74) 98818-7033. 



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Cantora fala sobre raízes, transição musical e o novo projeto 'Escorpiana', que mistura piseiro e referências do Pará



por Iasmin Monteiro 

Luana Blü inaugura uma nova fase na carreira com o lançamento de “Escorpiana”. O single marca um momento de transformação artística e afirmação de identidade. Natural do Vale do São Francisco, a cantora e compositora mergulha em vivências pessoais para traduzir em som intensidade, intuição e profundidade emocional, características que atravessam sua trajetória e agora ganham novos contornos.

A faixa, construída em parceria com Tainahakã na produção musical, ganhou ainda um videoclipe com estética onírica e, dias depois, uma versão especial para o Carnaval ao lado do DJ Werson, ampliando a proposta sonora com batidas mais dançantes e populares. Antes conhecida como Luana Alcântara, a artista assume o nome Luana Blü e apresenta ao público um trabalho mais pop, contemporâneo e autoral, sem abrir mão da sensibilidade que sempre marcou sua arte.

É possível conferir seu trabalho em suas redes sociais. Na entrevista a seguir, ela fala sobre essa transição, o processo criativo de “Escorpiana” e os caminhos que deseja trilhar nesta nova etapa. Confira!

Como você chegou na música? 


A música sempre esteve presente na minha vida, desde muito cedo. Comecei cantando de forma mais espontânea, em casa, com amigos, e aos poucos fui entendendo que aquilo era mais do que um hobby. Os covers surgiram como uma forma de experimentar, de estudar diferentes estilos, testar minha voz e criar conexão com o público. Eles foram fundamentais para o meu amadurecimento artístico e para eu entender melhor qual caminho queria seguir de forma autoral.

| Foto: redes sociais |

Fala um pouco sobre a sua transição de identidade musical:


Minha transição de identidade musical aconteceu de forma muito natural. No início, eu explorava sonoridades mais próximas do que eu consumia, mas com o tempo senti a necessidade de me aprofundar em ritmos que dialogassem mais com quem eu sou hoje e com o lugar de onde eu venho. Escorpiana marca muito esse momento de virada, onde me permito ousar mais, misturar referências e assumir uma identidade mais dançante, popular e conectada com o Brasil.

Como você misturou o seu trabalho com o de Tainahakã e DJ Werson para sair essa musicalidade?


A construção dessa musicalidade veio do encontro de ideias. Cada um trouxe sua bagagem e suas referências. Com Tainahakã, houve uma troca muito rica no sentido criativo, de conceito e sensibilidade musical. Já com o DJ Werson, a colaboração veio muito forte na parte rítmica e de batidas, trazendo uma pegada mais envolvente e dançante. Essa soma permitiu misturar piseiro com elementos da música do Pará, resultando em algo diferente e com muita identidade.

Como foi pensado o trabalho em vídeo? A ideia, as gravações etc.


O trabalho em vídeo foi pensado para traduzir visualmente a energia da música. A ideia era criar algo simples, mas impactante, que valorizasse movimento, expressão e atitude. A escolha do Bairro Angary foi muito especial, porque é um lugar pelo qual tenho um carinho enorme e onde sempre fui muito bem acolhida pela comunidade. Gravar ali teve um significado afetivo muito forte. Além disso, o visual do bairro conversou diretamente com a estética da música, trazendo verdade, identidade e reforçando essa conexão com minhas raízes e com a atmosfera vibrante de Escorpiana.



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Produtora do premiado “Saudade fez Morada aqui Dentro” realiza seletivas presenciais no interior da Bahia

| Foto: divulgação do filme 'Saudade Faz Morada Aqui Dentro' |

A produtora baiana Plano 3 Filmes está em busca de novos rostos para compor o elenco de sua próxima produção. As seletivas presenciais ocorrem entre os dias 23 e 26 de fevereiro nas cidades de Euclides da Cunha, Uauá e Juazeiro.

Podem participar pessoas a partir de 16 anos, com ou sem experiência prévia em atuação. O processo busca tanto artistas profissionais quanto interessados em participar de um projeto cinematográfico pela primeira vez.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas previamente através do formulário oficial. Após o cadastro digital, os candidatos devem comparecer às entrevistas presenciais nos locais e horários definidos.

Confira o cronograma de seletivas:


Euclides da Cunha
Data: 23/02 (segunda-feira)
Local: Casa de Cultura
Horário: Das 16h às 20h

Uauá
Data: 24/02 (terça-feira)
Local: CETEP
Horário: Das 18h às 20h

Juazeiro
Data: 26/02 (quinta-feira)
Local: Centro Cultural João Gilberto
Horário: Das 14h às 16h e das 17h às 19h

Para mais informações e atualizações sobre o projeto, acompanhe o perfil oficial da produtora no Instagram.



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Ação atende cerca de 150 alunos e atua com capoeira comunitária sem mensalidade fixa para crianças

| Foto: divulgação |

por Eduarda Silva

O projeto de Capoeira Pequeno Juazeiro foi formalizado em fevereiro de 2022. A ação é encabeçada pelo instrutor Raimundo, conhecido como professor Pequeno, e por alunos que já participavam das aulas regulares de capoeira no bairro Itaberaba.

A trajetória de professor Pequeno com a capoeira começou na década de 1990, já a oferta de aulas iniciou em 2004. A partir da criação do projeto, as atividades passaram a incluir aulas contínuas em diferentes áreas da cidade, como Sol Nascente e residenciais.

O projeto atende cerca de 150 pessoas e as crianças não pagam mensalidade para participar. A manutenção do projeto ocorre por meio de apoios locais, parcerias e contribuições pontuais ligadas à realização de eventos.

Uma das principais ações do calendário é o batizado e a troca de cordas, que em 2025 foram realizados entre os dias 14 e 16 de novembro.  A atividade reúne alunos de Juazeiro e capoeiristas convidados de outras cidades, com custos relacionados a transporte, alimentação, hospedagem e materiais.

Mesmo quando parte dos alunos não consegue contribuir financeiramente, o projeto mantém a entrega das graduações e garante a participação das crianças nos eventos.

Em 2025, o professor Pequeno completou 30 anos de atuação na capoeira, marco que se soma à continuidade das atividades do projeto nos bairros da cidade.




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Contribuições podem ser enviadas até 28 de fevereiro e irão subsidiar encontro estadual previsto para abril

| Foto: Fundação Pedro Cálmon |

A Fundação Pedro Calmon (FPC) abriu uma consulta pública voltada à construção de políticas para o campo do livro, da leitura e da memória na Bahia. A participação é aberta a agentes culturais, produtores, pesquisadores, mediadores de leitura e demais integrantes da cadeia do setor em todo o estado. 

A iniciativa integra a programação dos 40 anos da fundação e tem como objetivo reunir propostas para a elaboração de um plano de ação estratégico. O material coletado irá subsidiar o Encontro Baiano do Livro, Leitura e Memória, previsto para abril de 2026, além de orientar futuras ações nas áreas de bibliotecas, arquivos e espaços de memória.

A consulta pública é direcionada a participantes de diferentes territórios baianos e busca ampliar a escuta sobre as demandas do setor. As contribuições podem ser enviadas até 28 de fevereiro, por meio do formulário disponibilizado pela instituição.


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#bahia #cultura #agendacultural #juazeiro

| Foto: filme Hamnet, Universal Pictures |

Eae, já se recuperou do carnaval? 🤣 Então, vem com a gente que tem a agenda cultural do Vale pra seu final de semana...

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Este projeto foi contemplado nos Editais da Paulo Gustavo Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. Paulo Gustavo Bahia (PGBA) foi criada para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, visando cumprir a Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022.


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Além de sede do grupo, o espaço vai funcionar como um polo cultural multiuso

| Foto: divulgação |

informações da Ascom / Eneida Trindade

Um sonho que vem se tornando cada vez mais concreto. Essa é a sensação da Cia Biruta de Teatro ao ver erguida a primeira etapa da sede do grupo, no Projeto Senador Nilo Coelho (C1), zona rural de Petrolina (PE). O espaço vai funcionar como um polo cultural multiuso, com capacidade para 120 pessoas e destinado a oficinas, ensaios e apresentações artísticas.

Em fase final de construção da primeira parte do projeto, o grupo comemora o início da realização de um sonho coletivo. “A sede própria representa um marco cultural, transcendendo as necessidades do grupo para se tornar um equipamento público estratégico. Além da obra física, esse momento simboliza, para nós, a construção de um lugar de encontro, criação e permanência”, pontuou uma das fundadoras da Cia Biruta, Cristiane Crispim.


A proposta do grupo é descentralizar a gestão cultural, usando a criatividade como plataforma de diálogo com o semiárido. A sede está localizada em uma área carente de espaços culturais, próxima a outros Núcleos do Projeto Senador Nilo Coelho, como o N1, N2, N5 e N7. “Nossa ideia é estender o nosso raio de atuação nessa área e contribuir para ampliar a perspectiva dos jovens por meio da arte, fomentando a profissionalização cultural e fortalecendo o cenário local”, disse Antonio Veronaldo, também fundador da Biruta.

A primeira parte do projeto conta com incentivo da Secretaria Executiva de Cultura de Petrolina, por meio do Edital de Chamamento Público nº 07/2024, para Obras, Reformas e Aquisição de Bens Culturais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB). A iniciativa ainda conta com o apoio técnico voluntário da arquiteta Sandra Guimarães e do técnico Fernando Pereira.

Cia Biruta de Teatro


Fundada em 2008, a Cia Biruta atua ininterruptamente no sertão, com forte compromisso social. Desenvolve criação teatral e formação para jovens, mantendo há mais de uma década o Núcleo Biruta de Teatro. Desde 2015, ocupa o Cineteatro Massangano (CEU das Águas), promovendo acesso regular à cultura. Seus espetáculos dialogam com questões sociais brasileiras, baseados em pesquisa antropológica e culturas populares do São Francisco. No currículo do grupo, destaca-se ainda uma série de premiações e intercâmbios com grupos nacionais e internacionais, como o Odin Teatret (Dinamarca).


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A artista e pesquisadora musical Dayanne Menezes apresenta ao público sua nova identidade artística 

| Foto: Madame Vodox |


por Eduarda Silva

O lançamento de “Besta Fera”, novo EP de Maripoza, consolida uma transição para a artista e pesquisadora musical. O projeto marca o retorno da cantora e guitarrista às raízes do rock e do metal após quase uma década de atuação na MPB. Desenvolvido de forma independente, o trabalho utiliza sua persona para fundir a sonoridade das guitarras a elementos da ancestralidade negra e das religiões de matriz afro-indígena. 

O processo de composição do EP foi feito em paralelo a um período de mudanças pessoais da artista. Maripoza descreve a criação como um processo de transformação radical. “Veio de dentro mesmo, de um caminho para se transformar e para reinventar a vida”.

A transição para uma sonoridade mais intensa e o uso de drives vocais foram as ferramentas encontradas para expressar o conteúdo das letras. “No meu coração, esses gritos, esse grito de socorro, esse grito de que não aguento mais, esse grito dessa saída, dessa transformação, ele só cabia no rock. Não tinha outro gênero que coubesse esse grito, não ia transmitir o que eu queria”.

| Foto: Madame Vodox |


A “Besta Fera” e seu conceito


O título do EP carrega uma conotação política e de autodefesa. Segundo a cantora, o termo refere-se à resistência contra pressões sociais impostas a grupos marginalizados. “Besta Fera é mais no sentido de dizer que agora você não tem mais controle sobre mim, você não tem mais controle sobre nós. Eu não sou mais esse cordeirinho”, define.

Essa força também se reflete na escolha do nome. A identidade “Maripoza” conecta a simbologia de Oyá e Exu à teoria do caos para explicar o impacto da nova fase artística de Dayanne. Segundo ela, a persona reflete o poder de pequenas vibrações que geram grandes mudanças.

“Exu, ele é o orixá que trabalha no caos. Tem um filme que chama Efeito Borboleta, que explica que o efeito borboleta é que o bater de asas de uma borboleta ou de uma mariposa em algum lugar pode causar uma tempestade e um furacão em outro lado do mundo”.

A gravação e a identidade visual do EP foram realizadas de forma coletiva por artistas de Petrolina e Juazeiro, sem o auxílio de editais. Nomes como Pedro Lacerda e Pedro Kressley assinam o figurino, enquanto as fotos foram feitas por Madame Vodox e os registros audiovisuais por Vitória Santana.

Encontro marcado com o público


O show de lançamento do EP será no dia 27 de fevereiro, às 19h, no Sesc Petrolina. Para mais informações sobre o evento acesse o perfil da cantora no instagram.

Maripoza destaca que a performance ao vivo intensifica a experiência do álbum. “No show é muito mais porradeiro. A gente sente que vai ser, não só porque a gente tá fazendo isso com muito carinho, mas também por uma questão ali de você se identificar mesmo com aquele sentimento”.


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Chamadas contemplam movimentam o cenário cultural

| Foto: Secult BA |

Artistas, escritores e pesquisadores de diferentes áreas já podem se inscrever em editais e prêmios que estão com inscrições abertas neste início de ano. As oportunidades contemplam fotografia periférica, literatura para autores estreantes, produções etnográficas e intercâmbio artístico internacional, ampliando o acesso a recursos, publicação e circulação cultural dentro e fora do Brasil. Confira! 

FotoZine Beco Vol. 2 + Expo


A 2ª edição do FotoZine Beco, iniciativa de São Paulo em parceria com a Galeria Sérgio Silva, convida fotógrafas e fotógrafos de todo o Brasil a enviarem imagens realizadas em festas, baladas, shows e bailes de rua nas periferias das cidades brasileiras. O projeto busca registros de manifestações culturais como rap, funk, brega, punk, pagode e samba, entre outras expressões populares.

A proposta amplia o conceito de periferia e expande o olhar sobre as festas realizadas em diferentes territórios do país, incluindo aldeias, comunidades ribeirinhas, mocambos e alagados — espaços que compõem a diversidade das favelas e comunidades brasileiras.

Para participar, é necessário selecionar uma fotografia que atenda aos requisitos da convocatória e enviá-la até 22 de fevereiro de 2026 para o e-mail selovertigem@gmail.com, com o assunto “BECO V2”. No corpo da mensagem, devem constar nome completo, Instagram, site (se houver), local onde a imagem foi produzida e o link para download via WeTransfer. O arquivo deve ser nomeado no formato “NomeArtistico.jpg”.

Outras informações estão disponíveis no perfil @selo.vertigem.

Prêmio Sesc de Literatura


Criado em 2003, o Prêmio Sesc de Literatura é um concurso nacional voltado a autores estreantes nas categorias Conto, Romance e Poesia. Os vencedores têm as obras publicadas e distribuídas pela Editora Senac e passam a integrar a programação cultural promovida nas unidades do Sesc, além de eventos literários parceiros.

As inscrições seguem abertas até 2 de março de 2026 por meio do link. 

Prêmio Pierre Verger 2026


Estão abertas até 1º de março as inscrições para o Prêmio Pierre Verger – 2026, promovido pela Associação Brasileira de Antropologia como parte da programação da 35ª Reunião Brasileira de Antropologia (35ª RBA).

As obras inscritas nas mostras serão avaliadas por uma comissão julgadora independente, responsável por definir as premiações do XVI Prêmio Pierre Verger de Filme, XIII Prêmio Pierre Verger de Fotografia e III Prêmio Pierre Verger de Desenho, voltados a produções etnográficas.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site oficial da 35ª RBA.

Funarte Brasil Conexões Internacionais 2026


A Bolsa Funarte de Mobilidade Artística vai destinar R$ 2 milhões para apoiar a circulação de artistas brasileiros no exterior. O edital está dividido em duas modalidades: o Módulo 1 contempla viagens entre junho e agosto de 2026; o Módulo 2, entre setembro e novembro do mesmo ano.

O programa busca fomentar intercâmbios e ações de formação internacional nas áreas de artes visuais, circo, dança, música e teatro. O apoio financeiro cobre despesas com hospedagem, alimentação e transporte de artistas e suas obras.

As inscrições são gratuitas e seguem abertas até 2 de fevereiro de 2026 aqui 



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Com o encerramento da folia, soberanos de 2026 deixam seus nomes na memória de Juazeiro

| Foto: redes sociais |

O Carnaval de Juazeiro 2026 encerrou seu ciclo deixando marcos na história da corte momesca. A edição foi definida por dois momentos distintos: a consagração definitiva de um veterano e a estreia de uma nova face na passarela. Flávio Fonseca, ao conquistar sua quinta coroa, tornou-se o maior vencedor do concurso de Rei Momo em Juazeiro, enquanto Mariane Reis cumpriu seu primeiro e, segundo ela, único reinado como Rainha do Carnaval.

Depois de quase 14 anos longe da disputa, Flávio decidiu retornar ao concurso movido por um empate simbólico no número de títulos. “Resolvi ser candidato para poder eternizar meu nome na história do Carnaval. Porque havia um empate entre eu e Negão de Judite. Ele tinha quatro campeonatos e eu também tinha quatro. Então eu resolvi entrar esse ano pra poder ganhar. Tentar ganhar o concurso e eternizar meu nome no Carnaval de Juazeiro.”

| Foto: redes sociais |


Veterano na avenida, ele destaca que a experiência não elimina a tensão. “A gente nunca pode subestimar o adversário. Cada ano é uma experiência diferente. Você nunca sabe o que o jurado quer ver naquela noite, então a gente tenta ler, adivinhar, mas sempre entra pensando que pode perder”.

O resultado veio quase como um gabarito: apenas um ponto abaixo da nota máxima. “Graças a Deus saí vitorioso”, afirma o Rei Momo, que agora viveu o último reinado. “Quem é rei não perde a majestade”.

A estreia e o ciclo de Mariane Reis


Estreante na corte, Mariane chega ao reinado carregando emoção e surpresa. "Foi a minha primeira vez. Eu me inscrevi no último dia do concurso, por insistência dos meus amigos, porque eles disseram que eu tinha perfil, mas eu sempre resisti a essa ideia”.

| Foto: redes sociais |


Sem patrocínios oficiais, a Rainha utilizou recursos próprios e criatividade para viabilizar sua participação nos dias de festa. "Foi um processo legal e divertido. Acredito que a roupa foi a minha maior dificuldade, já que fui com a cara e com a coragem, apenas com criatividade e fé de que tudo daria certo".

O Carnaval foi uma maratona de superação física e de adaptação à rotina. Durante a folia, Mariane focou na produção de conteúdo para redes sociais, buscando aproximar o público da rotina real. No entanto, o encerramento dos festejos também marcou o fim de suas pretensões em concursos futuros. "A experiência foi incrível, mas não pretendo me inscrever novamente", afirma, tratando o título como um ciclo único e concluído em sua vida.

Com trajetórias diferentes, mas unidas pela mesma paixão, Rei e Rainha chegam ao fim do Carnaval de Juazeiro 2026 com a sensação de dever cumprido.



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#bahia #arte #agendacultural #juazeiro

| Camila Yasmine | Foto das redes sociais da cantos |

Carnavalizou por aí???

😍 Trazemos uma sequência de dicas culturais para você curtir no Vale do São Francisco seja no carnaval ou fora dele.

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Este projeto foi contemplado nos Editais da Paulo Gustavo Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. Paulo Gustavo Bahia (PGBA) foi criada para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, visando cumprir a Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022.


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Entre encontros e trocas, a arte inspira e constroem imaginários possíveis para corpos trans e dissidentes na arte

| Foto: redes sociais |

por Iasmin Monteiro 

Núbia Kalumbi é uma artista e mulher trans. Ela constrói sua trajetória entre a imagem e a palavra, criando pontes entre sua própria experiência e as criações de outras artistas que a atravessam, provocam e inspiram. 

Sua arte nasce do encontro diálogo com outras mulheres trans e travestis, da escuta sensível, da troca de saberes e da construção coletiva de imaginários sobre raça, gênero e existência.

Neste post, reunimos algumas das referências que caminham com Núbia e ajudam a alimentar esse percurso criativo. Um convite para conhecer essas mulheres e mergulhar em seus trabalhos. Confira! 

Sobre Núbia Kalumbi:

Siga nas redes sociais!

Arte-educadora, atriz, escritora e produtora cultural. Nascida em Salvador (BA), cresceu e desenvolveu sua trajetória artística em Petrolina, sertão de Pernambuco. Desenvolve trabalhos no campo da imagem e da palavra promovendo imaginários acerca de raça e gênero.

Referências:

| Foto: redes sociais |

Gabi Beneditta 


Multiartista, travesti negra, sertaneja e periférica, atua em Arcoverde, no Sertão de Pernambuco. Sua pesquisa parte do corpo dissidente como território político e poético, transitando entre performance, fotoperformance, curadoria e produção cultural.
Entre os trabalhos de destaque estão a fotoperformance “Cadê Minhas Irmãs”, que denuncia o apagamento e o extermínio de travestis e mulheres trans negras.

Acompanhe: https://www.instagram.com/gabibeneditta/ 

| Redes sociais |


Abigail Marianno 


Travesti e pesquisadora nas áreas de imagem e memória no audiovisual e no cinema, atua na construção de estéticas mais fiéis à realidade da população brasileira. Especialista em peles negras, tem como foco relacionar beleza, memória e autoestima.
Possui experiência em efeitos especiais (FXs) no cinema, como criação de queimaduras, hematomas, ferimentos, envelhecimento e cicatrizes. 

Acompanhe: https://www.instagram.com/abigailmarianno/ 

| Foto: redes sociais |


Thiffany Odara 


Ialorixá, mãe, autora do livro "Pedagogia da desobediência: travestilizando a educação" é também Doutoranda em Educação pela UFBA, e Mestra em Educação e Contemporaneidade e especialista em Gênero, Raça e Sexualidade na Formação de Educadores. 

Acompanhe: https://www.instagram.com/thiffanyodara/ 



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Mostra reúne registros fotográficos de mais de um século do carnaval juazeirense e presta homenagem ao artista Geraldo Pontes

| Foto: divulgação |

por Eduarda Silva

A exposição “Juazeiro é Carnaval” está em cartaz no Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro, e reúne registros fotográficos que documentam mais de um século de carnaval na cidade. A mostra apresenta imagens produzidas entre 1914 e 2023, evidenciando o carnaval como parte da memória cultural e da identidade local.

A exposição marca o encerramento do projeto Acervo Maria Franca Pires: memória e história cultural de Juazeiro, contemplado pelo edital nº 029/25. Ao longo do projeto, foram realizadas ações formativas com professores e escolas, voltadas à importância dos acervos históricos e da pesquisa com memória. 



A mostra surge como desdobramento desse percurso e tinha como objetivo um tema que dialogasse como a memória afetiva dos juazeirenses. Segundo Laís Lino, uma das curadoras do projeto, o Carnaval foi escolhido quase de forma imediata, devido a sua presença contínua na história da cidade. 

“O carnaval de Juazeiro reúne histórias de celebração popular, fantasias, troças, blocos, clubes e música, atravessando gerações e construindo parte significativa da identidade cultural local.”

A exposição também presta homenagem a Geraldo Pontes, artista, carnavalesco e educador juazeirense. Atuando desde 1981 na criação de fantasias, Geraldo acumula premiações e reconhecimentos em nível nacional. 

Parte das imagens, fantasias e registros apresentados integra o acervo pessoal do artista, reunido pela curadoria como forma de reconhecer sua contribuição para o carnaval de Juazeiro.

A mostra segue aberta à visitação até o dia 10 de março, de terça a domingo, das 08h às 21h, no Centro de Cultura João Gilberto.



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De passo em passo, ritmo se espalha do litoral ao sertão

| Foto: redes sociais |

9 de fevereiro, dia do Frevo. O ritmo que nasceu da resistência, começou como ocupação de rua, e hoje é identidade reconhecida mundialmente.

Vem conhecer essa história com a gente!



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Atriz de Vidas Secas transformou sua própria história em símbolo de um cinema comprometido com o Brasil real

| Foto: reprodução do filme Vidas Secas |

por Iasmin Monteiro

Natural de Sento Sé, no interior da Bahia, Maria Ribeiro construiu uma trajetória singular no cinema brasileiro. Imortalizada como Sinhá Vitória no clássico longa-metragem “Vidas Secas” (1963), dirigido por Nelson Pereira dos Santos, a atriz tornou-se um dos grandes símbolos do Cinema Novo, movimento que redefiniu a linguagem audiovisual no país ao colocar em cena o verdadeiro Brasil com suas desigualdades e resistências.

Registrada como Maria Ramos da Silva —nome escolhido por ter nascido no Domingo de Ramos, em 25 de março de 1923, embora o cartório indique o dia 26—, ela foi a caçula de sete filhos de uma família de trabalhadores rurais. A infância começou no povoado do Boqueirão, em Sento Sé, área que décadas depois seria submersa pelas águas da Barragem de Sobradinho. 

Ainda muito pequena, aos três anos, mudou-se para Juazeiro (BA), para viver com um casal de tios. O que seria uma estadia temporária acabou se transformando em um novo destino: aos cinco anos, seguiu viagem de vapor pelo rio São Francisco até Pirapora, em Minas Gerais.

Todos os caminhos levaram ao cinema 


Foi em Pirapora que Maria passou boa parte da infância e adolescência. Aos 15 anos, mudou-se novamente, desta vez para o Rio de Janeiro, onde começou a trabalhar em diferentes áreas para sobreviver: atuou em fábricas de gêneros alimentícios, indústrias farmacêuticas e tipografias. A virada em sua vida profissional aconteceu quando passou a trabalhar na Líder Cine Laboratórios, um dos mais importantes centros de revelação de filmes do país naquele período.

Na Líder Cine, Maria iniciou como funcionária e chegou ao cargo de chefe de expedição. Era responsável por receber os negativos dos filmes e devolver os copiões aos diretores — um trabalho técnico, mas estratégico. Foi ali que ela passou a conviver diariamente com jovens cineastas que, pouco tempo depois, se tornaram nomes centrais do Cinema Novo, como Nelson Pereira dos Santos, Glauber Rocha e Cacá Diegues.

O encontro decisivo com o cinema aconteceu no início dos anos 1960, de forma quase casual. Durante uma pausa para o almoço no laboratório, Nelson Pereira dos Santos observou Maria e identificou nela a imagem exata que tinha de Sinhá Vitória, personagem criada por Graciliano Ramos. O convite para o papel, porém, não foi recebido com entusiasmo. Maria, então com quase 40 anos e ainda conhecida como Maria Ramos, resistiu. Temia perder o emprego e desconfiava de um cinema brasileiro pouco valorizado e cheio de incertezas.

Quem primeiro lhe contou sobre o convite foi Glauber Rocha. Ainda assim, ela só considerou a possibilidade depois de buscar autorização dos patrões porque era mãe solo de sua única filha, Wilma Lindomar da Silva, e precisava garantir estabilidade financeira. Os sócios da Líder Cine hesitaram, temendo que ela não retornasse ao trabalho após o filme. A situação só se resolveu com a intervenção do produtor Herbert Richers, cliente frequente do laboratório, que fez um pedido decisivo para que Maria fosse liberada. Para evitar confusões com o sobrenome de Graciliano Ramos, foi adotado o nome artístico Maria Ribeiro, aquele que entraria definitivamente para a história do cinema brasileiro.

| Foto: reprodução do filme Vidas Secas |


Atuação, realidade e o nascimento de um novo cinema 


O impacto de Vidas Secas foi imediato e duradouro. A atuação contida, firme e profundamente humana de Maria Ribeiro ajudou a consolidar o filme como um dos maiores clássicos do cinema nacional. A partir dali, ela participou de outras obras importantes, como A Hora e a Vez de Augusto Matraga (1965), Os Herdeiros (1969), O Amuleto de Ogum (1974) e A Terceira Margem do Rio (1994), mantendo uma relação constante com o audiovisual até os anos 2000.

Seus últimos trabalhos no cinema foram o documentário Como Se Morre no Cinema (2002), no qual revisitou sua própria trajetória, e o longa de ficção As Tranças de Maria, dirigido por Pedro Carlos Rovai, inspirado em um poema de Cora Coralina e lançado nacionalmente em 2003.



Encontros no interior, nas telas e na escrita 


A história e a memória de Maria Ribeiro também foram acompanhadas de perto pelo jornalista Luis Osete, que ajudou a reconstruir sua trajetória. Em relato, ele conta que conheceu a atriz em 2010, por intermédio do jornalista Rafael Soriano, após um encontro casual envolvendo sua filha, Wilma. Naquele período, Maria tinha 87 anos e havia decidido retornar ao Brasil para viver mais próxima de sua terra natal. Instalou-se em Sobradinho (BA), onde realizou um antigo desejo de sua mãe: construiu uma capela dedicada a São Gonçalo em um povoado de Sento Sé.

Segundo Osete, a aproximação inicial tinha como objetivo a criação de um site biográfico —projeto que não avançou por questões contratuais, mas que deu origem ao curta-metragem Maria Ribeiro, vencedor da Mostra Regional do Vale Curtas 2010—. A partir daí, ele manteve contato próximo com a atriz, visitando-a sempre que ela retornava de suas longas temporadas na Europa. Em 2023, ano de seu centenário, publicou um texto sobre sua trajetória na seção Esquina, da Revista Piauí, que teve ampla repercussão.

O último encontro entre os dois aconteceu em outubro de 2024, quando Maria Ribeiro deixou definitivamente Sobradinho para viver em Madri e, depois, em Genebra. Osete acompanhou a atriz em uma despedida marcada por memória e afeto, revisitando lugares importantes de sua história pessoal.

Maria Ribeiro permanece como uma presença rara e essencial: uma mulher que atravessou o Brasil, os bastidores do cinema e a tela grande, deixando uma marca definitiva na história cultural do país.



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Iniciativa do Coletivo Ônibus disponibiliza gratuitamente obras de autores locais com acessibilidade e resgate da tradição oral

| Foto: divulgação |

O projeto Boca de Livro, desenvolvido pelo Coletivo Ônibus em Petrolina (PE), utiliza a tecnologia dos audiolivros para ampliar o alcance da produção literária do Vale do São Francisco. A iniciativa estabelece uma ponte entre autores regionais e o ambiente digital, consolidando atualmente dois títulos em seu catálogo: “Tábua de Marés”, de Cátia Cardoso, e o recente lançamento “Ato Contínuo”, de Elisabet Moreira.

As produções recuperam a prática de ouvir e contar histórias,e conecta a literatura regional aos novos suportes digitais. Mas, mais do que uma mudança de suporte, o projeto é desenhado para democratizar o acesso à leitura, atendendo públicos que enfrentam barreiras físicas ou educacionais, como pessoas com deficiência visual, idosos e cidadãos não alfabetizados ou em processo de alfabetização. 

Oralidade e Inclusão


A decisão pelo formato de audiolivro fundamenta-se na democratização do acesso à produção literária regional. O Coletivo Ônibus é composto por mulheres com trajetória nas áreas de educação e artes, como a professora e escritora Cátia Cardoso, e identifica no suporte sonoro uma ferramenta para transpor barreiras físicas e educacionais. 

A experiência profissional das integrantes permite que o projeto seja direcionado não apenas ao entretenimento, mas também como um recurso de inclusão. Essa perspectiva pedagógica e artística transforma o audiolivro em um instrumento de difusão que alcança públicos historicamente afastados do livro físico e em diferentes contextos de aprendizado.

“Rememora, de certa forma, a própria origem dos contos, né? Porque os contos, eles têm a sua origem em pessoas contando histórias em volta de fogueiras, em terreiros, em espaços noturnos em que as pessoas estão mais fragilizadas e as histórias eram, de certa forma, reconfortantes. Então, ouvir histórias é algo muito primordial e primário na nossa formação humana.” Diz Cátia Cardoso.

A voz de Elisabet Moreira


O lançamento mais recente do projeto é o audiolivro “Ato Contínuo”, da escritora e professora Elisabet Moreira. A produção não se limitou à leitura dos textos. A autora teve uma participação direta na construção do material sonoro, atuando na curadoria das vozes e registrando sua própria narração em pontos específicos.

De acordo com Cátia: “Ela entra no projeto, a contribuição é exatamente como autora do livro. Mas ela também participou do processo de seleção, ela foi jurada na seleção de leitoras lá no colégio. E ela também faz uma participação especial lendo partes do autorretrato. Então ela está nesses momentos no livro. É alguém que está na obra, né? Porque se é sobre o livro dela, não tem como a essência dela não perpassar todo o projeto.” 

Como ouvir e sugerir obras


As obras produzidas pelo Boca de Livro são de acesso gratuito e aberto ao público geral. O projeto segue em fase de pesquisa para selecionar os próximos autores da região que terão suas obras adaptadas para o formato sonoro.

O público também pode participar ativamente da continuidade do projeto sugerindo autores e obras do Vale através do perfil oficial do coletivo no Instagram. 

O conteúdo do projeto pode ser acessado através das plataformas Spotfy e YouTube.  



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 #arte #bahia #juazeiro #petrolina #shows #agendacultural

| Foto: Fernando Pereira |

A folia não para no Vale do São Francisco 😍 temos roteiros de ressaca do Carnaval de Juazeiro e as prévias do oficial que já tão rolando!

Trazemos uma sequência de dicas culturais para você curtir no Vale do São Francisco seja no carnaval ou fora dele.


🥰 Compartilhe pros amigos que vão pegar esse rolê com você!!!

✍️ @adriano.alves
📷 reprodução

❣️ Portal Culturama:
Este projeto foi contemplado nos Editais da Paulo Gustavo Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. Paulo Gustavo Bahia (PGBA) foi criada para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, visando cumprir a Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022.


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Seleções e chamadas públicas que ampliam o acesso ao empreendedorismo criativo.

| Loja Afrocolab | Foto: Secom/BA |

Se você é artista, realizador(a), empreendedor(a) ou atua na cultura, no audiovisual, na música ou no empreendedorismo criativo, este é um bom momento do ano para ficar de olho nas oportunidades do mercado cultural.

Reunimos abaixo editais, mostras, festivais e chamadas públicas abertas em diferentes regiões do país, com foco em fortalecer a produção cultural, a diversidade, a geração de renda e o acesso a espaços de circulação. 

Confira as oportunidades, prazos e veja como se inscrever.

Loja Colaborativa AfroColab


O edital de seleção para a Loja Colaborativa AfroColab, que será instalada na Nova Rodoviária de Salvador, busca fortalecer a geração de renda, o empreendedorismo negro e indígena e o combate ao racismo por meio da valorização de produtos identitários.

Serão selecionadas até 20 propostas nos segmentos de moda, acessórios, artesanato, cosméticos, decoração e utensílios. As inscrições seguem até 10 de fevereiro de 2026, às 18h. 

Veja outros detalhes no formulário de inscrição. 

15ª Mostra Ecofalante de Cinema 


As inscrições para a 15ª Mostra Ecofalante de Cinema foram prorrogadas. 

Podem participar filmes brasileiros realizados a partir de 2024, independente de gênero ou duração:  temas ligados a questões socioambientais, povos tradicionais, questões étnico-raciais, questões de gênero, direitos LGBTQIA+, desigualdade social, ativismo, políticas públicas, cidade, entre outras.

Na categoria Competição Territórios e Memória, as inscrições vão até o dia 31 de janeiro. Já para o Concurso Curta Ecofalante, os interessados podem se inscrever até 15 de fevereiro. Os filmes selecionados receberão prêmios em dinheiro. Saiba mais detalhes neste link.

9º Festival de Música da Paraíba


Este ano o Festival homenageia o compositor e músico Luiz Ramalho, nascido em Bonito de Santa Fé/PB.

As inscrições podem ser feitas até o dia 13 de fevereiro de 2026, pelo formulário de inscrição online. Esta edição vai acontecer nos dias 22 de maio (1ª eliminatória), 23 de maio (2ª eliminatória), no município de Bonito de Santa Fé/PB, e 30 de maio de 2026 (Finalíssima), no Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa-PB. 

Mostra Sesc Cariri de Culturas 2026


As inscrições estarão abertas de 12 de janeiro a 13 de fevereiro de 2026, destinadas a artistas e grupos de qualquer estado do país, desde que possuam um representante legal Pessoa Jurídica. 

A participação é gratuita e deve ser realizada exclusivamente pela internet, por meio de formulário disponível no site. Serão selecionadas propostas nas linguagens de Artes Cênicas (Teatro, Circo, Dança), Artes Visuais, Audiovisual, Literatura e Música.

Confira o edital completo aqui.

Edital Sesc RJ Pulsar 25/2026


O Edital Sesc RJ Pulsar reforça seu compromisso de democratizar o acesso à cultura, reconectar o artista com o palco, aproximar a relação dele com o público e impulsionar o fazer artístico em todas as suas esferas.

Os projetos selecionados receberão aporte financeiro para a realização da proposta apresentada, que deverá ser acompanhada de orçamento detalhado, cronograma, da documentação jurídica e técnica descrita no Edital e nos Cadernos Técnicos.

As inscrições são gratuitas e estarão abertas de 29 de janeiro de 2025 até 28 de março de 2025. Confira mais detalhes aqui.

Quarta que Dança — Circuitos Artísticos


O Edital Quarta que Dança – Circuitos Artísticos é voltado ao fortalecimento de circuitos de difusão da dança no estado da Bahia, conectando uma rede de espaços, artistas, produtores, técnicos e o público. 

Por meio do fomento à circulação de produções artísticas da dança e a realização de ações de formação, o edital se destina a promover o encontro e articulação da rede criativa da dança, estimulando relações de troca, interação e aprendizado mútuo.

As categorias são: Espetáculos de Dança, com bolsas no valor de R$100 mil; Trabalhos em processo de criação, com ajuda de custo de R$25 mil. Para se inscrever e obter outras informações, só acessar este link até o dia 06 de março de 2026. 
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Adriano Alves é jornalista por formação e artista por vocação. Passeia pelo Teatro, a Dança e produção em diversas linguagens. Escreve sobre o que gosta e o que quer entender melhor.

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