Entrevista: Luana Blü, uma voz com muita identidade e canções envolventes
Cantora fala sobre raízes, transição musical e o novo projeto 'Escorpiana', que mistura piseiro e referências do Pará
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| | Foto: redes sociais | |
por Iasmin Monteiro
Luana Blü inaugura uma nova fase na carreira com o lançamento de “Escorpiana”. O single marca um momento de transformação artística e afirmação de identidade. Natural do Vale do São Francisco, a cantora e compositora mergulha em vivências pessoais para traduzir em som intensidade, intuição e profundidade emocional, características que atravessam sua trajetória e agora ganham novos contornos.
A faixa, construída em parceria com Tainahakã na produção musical, ganhou ainda um videoclipe com estética onírica e, dias depois, uma versão especial para o Carnaval ao lado do DJ Werson, ampliando a proposta sonora com batidas mais dançantes e populares. Antes conhecida como Luana Alcântara, a artista assume o nome Luana Blü e apresenta ao público um trabalho mais pop, contemporâneo e autoral, sem abrir mão da sensibilidade que sempre marcou sua arte.
É possível conferir seu trabalho em suas redes sociais. Na entrevista a seguir, ela fala sobre essa transição, o processo criativo de “Escorpiana” e os caminhos que deseja trilhar nesta nova etapa. Confira!
Como você chegou na música?
A música sempre esteve presente na minha vida, desde muito cedo. Comecei cantando de forma mais espontânea, em casa, com amigos, e aos poucos fui entendendo que aquilo era mais do que um hobby. Os covers surgiram como uma forma de experimentar, de estudar diferentes estilos, testar minha voz e criar conexão com o público. Eles foram fundamentais para o meu amadurecimento artístico e para eu entender melhor qual caminho queria seguir de forma autoral.
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| | Foto: redes sociais | |
Fala um pouco sobre a sua transição de identidade musical:
Minha transição de identidade musical aconteceu de forma muito natural. No início, eu explorava sonoridades mais próximas do que eu consumia, mas com o tempo senti a necessidade de me aprofundar em ritmos que dialogassem mais com quem eu sou hoje e com o lugar de onde eu venho. Escorpiana marca muito esse momento de virada, onde me permito ousar mais, misturar referências e assumir uma identidade mais dançante, popular e conectada com o Brasil.
Como você misturou o seu trabalho com o de Tainahakã e DJ Werson para sair essa musicalidade?
A construção dessa musicalidade veio do encontro de ideias. Cada um trouxe sua bagagem e suas referências. Com Tainahakã, houve uma troca muito rica no sentido criativo, de conceito e sensibilidade musical. Já com o DJ Werson, a colaboração veio muito forte na parte rítmica e de batidas, trazendo uma pegada mais envolvente e dançante. Essa soma permitiu misturar piseiro com elementos da música do Pará, resultando em algo diferente e com muita identidade.
Como foi pensado o trabalho em vídeo? A ideia, as gravações etc.
O trabalho em vídeo foi pensado para traduzir visualmente a energia da música. A ideia era criar algo simples, mas impactante, que valorizasse movimento, expressão e atitude. A escolha do Bairro Angary foi muito especial, porque é um lugar pelo qual tenho um carinho enorme e onde sempre fui muito bem acolhida pela comunidade. Gravar ali teve um significado afetivo muito forte. Além disso, o visual do bairro conversou diretamente com a estética da música, trazendo verdade, identidade e reforçando essa conexão com minhas raízes e com a atmosfera vibrante de Escorpiana.
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