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 Com 21 episódios, iniciativa valoriza memórias e fortalece a cultura regional

| Fundadoras da Casa do Cordel Mulheres Cordelistas | Foto: reprodução |

O projeto Trajetórias lançou uma plataforma digital dedicada a preservar, registrar e difundir histórias que constroem a cultura nordestina, com foco inicial em artistas e agentes culturais do Vale do São Francisco. A iniciativa reúne 21 episódios audiovisuais que apresentam percursos artísticos, processos criativos e memórias que ajudam a compreender a identidade cultural da região.

Com recorte especial voltado à cidade de Petrolina (PE), o projeto busca dar visibilidade a artistas, mestres da cultura, espaços e organizações que historicamente contribuem para a produção cultural local, mas que muitas vezes permanecem à margem dos grandes circuitos. Ao reunir essas narrativas em um acervo digital acessível, a plataforma também atua na preservação da memória coletiva e no fortalecimento da cultura como patrimônio vivo.




O projeto tem coordenação geral de José Charger e Tandie Sogo, direção de produção de Nicole Bartor e direção criativa de Gustavo Costa. A realização é da Astre Filmes e Tandipie Cultural, com apoio do Coletivo Por Um Fio Filmes.

Assista todos os episódios aqui! 


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Cine Gestão une empreendedorismo e audiovisual com ações em Petrolina

| Foto: Freepik |

Estão abertas as inscrições para a primeira edição do "Cine Gestão", projeto que oferece formação gratuita em gestão de projetos no setor audiovisual. A formação ocorrerá entre os dias 07 e 14 de março em Petrolina (PE), com 30 vagas disponíveis. As inscrições devem ser feitas até o dia 05 de março por meio deste link: formulário.

Serão três módulos, com encontros presenciais e virtuais: Capacitação Técnica em Audiovisual (30h); Produção Executiva e Gestão de Pessoas em Projetos Audiovisuais (20h); e Projetos Audiovisuais - Branding E Identidade (30h). A carga horária total é de 80 horas e as aulas presenciais serão realizadas no cineteatro da Praça CEU das Águas, no bairro Rio Corrente.

O “Cine Gestão” é realizado pela Jota Lens, com apoio da WW Filmes (@wwfilmes ) e incentivo da Lei Paulo Gustavo, via Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco, direcionado pelo Ministério da Cultura – Governo Federal.

SERVIÇO:


Projeto: Cine Gestão – Empreendedorismo e Audiovisual no Sertão
Dias: 07 a 14 de março
Local: Céu das Águas - R. do Tamarindo - Rio Corrente - Petrolina – PE
Participação: gratuita
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Produtora do premiado “Saudade fez Morada aqui Dentro” realiza seletivas presenciais no interior da Bahia

| Foto: divulgação do filme 'Saudade Faz Morada Aqui Dentro' |

A produtora baiana Plano 3 Filmes está em busca de novos rostos para compor o elenco de sua próxima produção. As seletivas presenciais ocorrem entre os dias 23 e 26 de fevereiro nas cidades de Euclides da Cunha, Uauá e Juazeiro.

Podem participar pessoas a partir de 16 anos, com ou sem experiência prévia em atuação. O processo busca tanto artistas profissionais quanto interessados em participar de um projeto cinematográfico pela primeira vez.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas previamente através do formulário oficial. Após o cadastro digital, os candidatos devem comparecer às entrevistas presenciais nos locais e horários definidos.

Confira o cronograma de seletivas:


Euclides da Cunha
Data: 23/02 (segunda-feira)
Local: Casa de Cultura
Horário: Das 16h às 20h

Uauá
Data: 24/02 (terça-feira)
Local: CETEP
Horário: Das 18h às 20h

Juazeiro
Data: 26/02 (quinta-feira)
Local: Centro Cultural João Gilberto
Horário: Das 14h às 16h e das 17h às 19h

Para mais informações e atualizações sobre o projeto, acompanhe o perfil oficial da produtora no Instagram.



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Orçamento de 2026 voltado à titulação quilombola será 11% inferior ao proposto em 2025

| Casa de Mãe Bernadete, no Quilombo Pitanga dos Palmares | Crédito: Janaína Nery |

por Brasil de Fato

A Constituição Federal garante às comunidades quilombolas o direito à terra. No entanto, em 2026, um novo desafio se impõe a uma luta historicamente marcada por obstáculos: um orçamento público menor para a regularização desses territórios. No Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado pelo governo federal ao Congresso Nacional, a principal política voltada à titulação quilombola aparece com R$ 92,3 milhões previstos, valor 11% inferior ao proposto em 2025, que era de R$ 103,6 milhões.

Os números ajudam a dimensionar o tamanho do desafio. Atualmente, há centenas de processos em andamento no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), enquanto o número de decretos de regularização publicados segue aquém da demanda existente. A Fundação Cultural Palmares já reconheceu milhares de comunidades quilombolas em todo o país, mas a lentidão na titulação permanece. Levantamentos de organizações da sociedade civil indicam que, mantido o ritmo de anos anteriores, a conclusão desse processo levaria séculos.

Esse cenário contrasta com os recursos destinados a outros setores do campo, especialmente ao agronegócio, que concentra investimentos na casa dos bilhões de reais. A assimetria evidencia como as políticas públicas rurais ainda não incorporam plenamente a reparação histórica prevista constitucionalmente para os povos quilombolas, tampouco reconhecem seu papel estratégico na agricultura familiar, na preservação ambiental e no enfrentamento das mudanças climáticas. 

Muito além da ideia colonial que reduzia quilombos a refúgios de pessoas escravizadas em fuga, hoje o termo expressa uma identidade política e coletiva, que articula território, memória, espiritualidade e organização social. Diante do avanço das violações de direitos e da criminalização das lutas quilombolas, o audiovisual tem cumprido um papel fundamental: registrar histórias silenciadas, denunciar violências e fortalecer a memória como instrumento cotidiano de resistência.

Para refletir sobre essas trajetórias, desafios e formas de organização dos povos quilombolas no Brasil, reunimos uma seleção de produções nacionais que abordam desde quilombos urbanos até conflitos fundiários, racismo ambiental, educação, espiritualidade e protagonismo das mulheres negras. 

Confira:

Bernadete: 70 Anos de Luta – Uma Vida Dedicada à Resistência


Produzido pela TV Kirimurê, o documentário é um testemunho da vida e da luta de Mãe Bernadete, liderança do Quilombo Pitanga dos Palmares, localizado em Simões Filho (BA), onde foi assassinada a tiros em agosto de 2023. O filme, lançado em 2021, celebra os 70 anos da ativista e registra sua trajetória marcada pela defesa do território, da ancestralidade e da espiritualidade. A obra evidencia como a especulação imobiliária e a violência contra lideranças seguem ameaçando esses territórios. Disponível no YouTube.

Ôrí


Narrado pela historiadora e militante Beatriz Nascimento, o clássico dirigido por Raquel Gerber acompanha a atuação dos movimentos negros nas décadas de 1970 e 1980, conectando a luta quilombola às diásporas africanas e às resistências negras no Brasil. Com imagens registradas entre 1977 e 1988, o filme articula política, cultura e história, compreendendo os quilombos como espaços civilizatórios de resistência, da África do século XV ao Brasil contemporâneo. Disponível no Canal Curta.

Mátrias que tecem o Bem Viver


Lançado pela jornalista Luana Luizy e pela comunicadora Maysa Pereira, com apoio da Revista Afirmativa, o documentário revela os impactos do racismo ambiental na vida de mulheres quilombolas de diferentes regiões do país. A obra destaca a atuação dessas mulheres na defesa dos territórios, na denúncia de invasões e na construção cotidiana do Bem Viver, mesmo diante da ausência de políticas públicas, da violência ambiental e do adoecimento provocado pela sobrecarga. O filme integra as ações de fortalecimento da Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver. Disponível no YouTube.

Pernambués – Quilombo Urbano


Com direção de Lúcio Lima, o documentário lança um olhar sensível sobre Pernambués, um dos bairros mais negros de Salvador (BA), oriundo do antigo Quilombo do Cabula. Conduzido pelo rapper Negro Davi, o filme percorre a história do território desde os antigos laranjais até sua configuração atual, marcada pela resistência negra em meio às desigualdades urbanas. A obra foi lançada em 2020 com apoio do edital Arte Todo Dia, da Fundação Gregório de Mattos, e fortalece o protagonismo juvenil e tensiona a visão marginalizada historicamente atribuída ao bairro. Assista ao trailer.

Vozes da resistência: os quilombos urbanos de Belo Horizonte


Dirigido por Zuleide Filgueiras, o longa-metragem acompanha a luta pela regularização fundiária de três comunidades quilombolas da capital mineira: Luízes, Mangueiras e Manzo Ngunzo Kaiango. O documentário evidencia como o quilombo também se constitui no espaço urbano, enfrentando o apagamento histórico, o racismo institucional e a disputa pela terra em grandes cidades. A obra revela o cotidiano dessas comunidades e suas estratégias de resistência para permanecer no território. Disponível no YouTube.


Aprender a Sonhar


O documentário baiano retrata o impacto das políticas de cotas na trajetória de estudantes indígenas e quilombolas que ingressam na universidade. Dirigido por Vítor Rocha, e gravado entre 2016 e 2023, o filme acompanha as dificuldades e transformações vividas por jovens de territórios historicamente marginalizados, revelando como o acesso ao ensino superior também se torna uma ferramenta de fortalecimento comunitário, afirmação identitária e disputa por direitos. Assista ao trailer. 

Memórias de um povo


Resultado do projeto Cinemando no Quilombo, o filme registra o cotidiano e as memórias da comunidade quilombola Engenho da Ponte, em Cachoeira (BA). A obra nasce de um processo formativo em cinema dentro da própria comunidade, reforçando o audiovisual como instrumento de autonomia narrativa e preservação da memória coletiva. O projeto é realizado pela Associação da comunidade quilombola Engenho da Ponte, em parceria com a Articulação de Mulheres Negras no Engenho da Ponte, Rosza Filmes Produções e Odé Produções. Assista ao trailer.

Quilombo Rio dos Macacos


Premiado e exibido em diversas mostras por várias capitais brasileiras, o documentário de 2017 aborda a luta da comunidade pela garantia da propriedade da terra, de uso tradicional, reivindicada pela Marinha do Brasil, localizada entre os municípios de Salvador e Simões Filho, na Bahia. A obra denuncia violações de direitos humanos, restrições à circulação e dificuldades de acesso a serviços básicos, revelando como o Estado atua, historicamente, contra a permanência dos quilombos em seus territórios. Mas documenta também aspectos culturais, simbólicos e características do território, como paisagens e memórias individuais e coletivas. Disponível no YouTube.






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Dos clássicos aos filmes atuais, passando por documentários e histórias de ação, o audiovisual brasileiro existe fora do circuito pago

| Arte digital |

por Iasmin Monteiro

Os serviços pagos de streaming para assistir a filmes e séries estão cada vez mais caros. Já no cinema, o valor do ingresso também nem sempre é convidativo para todos os públicos. Com a internet, no entanto, é possível acessar diversas plataformas gratuitas que disponibilizam filmes e documentários do audiovisual brasileiro presentes em acervos e mostras de cinema.

Além dos títulos disponíveis no YouTube, outras plataformas se destacam pela versatilidade, originalidade e por uma curadoria afinada, voltada à valorização do que é produzido no país. Neste texto, elencamos quatro serviços de streaming gratuitos para quem deseja mergulhar ainda mais no audiovisual brasileiro. Vem ver!

Itaú Cultural Play

https://www.itauculturalplay.com.br/ 

Dedicada exclusivamente a produções nacionais, a plataforma gratuita do Itaú reúne um catálogo diverso, que inclui filmes, séries, programas de TV e animações de diferentes épocas. O acervo também é organizado em mostras temáticas, como terror à brasileira, narrativas negras e histórias do cinema brasileiro, oferecendo um panorama dos múltiplos caminhos trilhados pelo audiovisual nacional desde suas origens. Entre as sugestões estão O Homem que Copiava, Saneamento Básico, Homenagem ao Grande Othelo e documentários musicais. 

Sesc Digital

https://sesc.digital/colecao/cinema-em-casa-com-sesc 

O Sesc São Paulo mantém o Cinema #EmCasaComSesc, plataforma de streaming gratuita que exibe filmes selecionados pela curadoria do CineSesc. O catálogo, disponível no site e no aplicativo Sesc Digital, é renovado semanalmente e reúne dezenas de títulos. Como as obras ficam no ar por tempo limitado, é importante verificar o período de exibição de cada filme. Atualmente, a programação inclui Branco Sai, Preto Fica, Arquitetura da Destruição, O Avô na Sala de Estar: a Prosa Leve de Antonio Candido e mais opções. 

SPCine Play

https://www.spcineplay.com.br/pages/127

O Spcine Play, streaming público e gratuito, disponibiliza mais de 400 títulos que vão além do recorte regional paulistano (por estar ligado à Secretária Municipal de Cultura do estado), oferecendo clássicos do cinema brasileiro, títulos exibidos em mostras e festivais, além de obras de diretores estreantes. Entre os destaques estão os filmes como Carandiru, a coleção dedicada à Zé do Caixão, o documentário Secos & Molhados, filmes do Mazzaropi entre outros 

cultne.tv 

https://cultne.tv/ 

A Cultne.tv é o primeiro canal de televisão e plataforma de streaming do Brasil totalmente dedicada à valorização da cultura negra. Com mais de 40 anos de atuação voltada ao registro e à difusão cultural, reúne o maior acervo audiovisual de cultura negra da América Latina. A programação abrange música com clipes de artistas negros, documentários, movimentos sociais, educação e entretenimento. 
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Plataforma digital reúne 41 curtas-metragens produzidos por estudantes de Jornalismo em Multimeios da universidade

| arte de divulgação |

por Iasmin Monteiro

Uma galeria virtual passou a reunir produções audiovisuais feitas por estudantes do curso de Jornalismo em Multimeios da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), com foco nas histórias, paisagens e singularidades do Território do Sertão do São Francisco. O acervo é resultado da pesquisa científica “O Semiárido na tela do Curta na Uneb” e reúne 41 curtas-metragens produzidos ao longo de diferentes edições do projeto.

As produções valorizam o Vale do São Francisco como cenário cinematográfico e colocam os próprios estudantes no centro do processo criativo, que envolve tanto o olhar jornalístico quanto o artístico. Os filmes abordam temas variados, sempre conectados à realidade do Semiárido, transformando a região em protagonista das narrativas.

A pesquisa resgata cerca de 20 anos de história do evento anual, criado para apresentar à comunidade externa os trabalhos audiovisuais desenvolvidos pelos alunos do curso. O material está organizado em uma plataforma digital.




Para a construção da galeria, foi realizada uma pesquisa documental que envolveu arquivos físicos e digitais de dez edições do projeto. O trabalho incluiu o levantamento de vídeos publicados em redes sociais e no YouTube, a digitalização de DVDs, CDs e memoriais produzidos pelas turmas, além da organização de fotos e matérias veiculadas na imprensa. Todo o conteúdo foi reunido em um único site, que seguirá sendo atualizado conforme novas edições do Curta na Uneb aconteçam.

Além de ampliar o acesso às produções, a galeria também cumpre um papel de preservação da memória audiovisual do curso e dos estudantes que passaram pela experiência ao longo dos anos. O acervo registra diferentes olhares sobre o Semiárido e contribui para manter viva a trajetória do projeto.

As produções estão disponíveis na plataforma Substack, onde o público pode acessar os conteúdos das edições anteriores e acompanhar atualizações do projeto, que também divulga novidades pelas redes sociais.


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Jornalista, repórter em TV e impresso. Pernambuco-Bahia.

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