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Culturama

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Com o encerramento da folia, soberanos de 2026 deixam seus nomes na memória de Juazeiro

| Foto: redes sociais |

O Carnaval de Juazeiro 2026 encerrou seu ciclo deixando marcos na história da corte momesca. A edição foi definida por dois momentos distintos: a consagração definitiva de um veterano e a estreia de uma nova face na passarela. Flávio Fonseca, ao conquistar sua quinta coroa, tornou-se o maior vencedor do concurso de Rei Momo em Juazeiro, enquanto Mariane Reis cumpriu seu primeiro e, segundo ela, único reinado como Rainha do Carnaval.

Depois de quase 14 anos longe da disputa, Flávio decidiu retornar ao concurso movido por um empate simbólico no número de títulos. “Resolvi ser candidato para poder eternizar meu nome na história do Carnaval. Porque havia um empate entre eu e Negão de Judite. Ele tinha quatro campeonatos e eu também tinha quatro. Então eu resolvi entrar esse ano pra poder ganhar. Tentar ganhar o concurso e eternizar meu nome no Carnaval de Juazeiro.”

| Foto: redes sociais |


Veterano na avenida, ele destaca que a experiência não elimina a tensão. “A gente nunca pode subestimar o adversário. Cada ano é uma experiência diferente. Você nunca sabe o que o jurado quer ver naquela noite, então a gente tenta ler, adivinhar, mas sempre entra pensando que pode perder”.

O resultado veio quase como um gabarito: apenas um ponto abaixo da nota máxima. “Graças a Deus saí vitorioso”, afirma o Rei Momo, que agora viveu o último reinado. “Quem é rei não perde a majestade”.

A estreia e o ciclo de Mariane Reis


Estreante na corte, Mariane chega ao reinado carregando emoção e surpresa. "Foi a minha primeira vez. Eu me inscrevi no último dia do concurso, por insistência dos meus amigos, porque eles disseram que eu tinha perfil, mas eu sempre resisti a essa ideia”.

| Foto: redes sociais |


Sem patrocínios oficiais, a Rainha utilizou recursos próprios e criatividade para viabilizar sua participação nos dias de festa. "Foi um processo legal e divertido. Acredito que a roupa foi a minha maior dificuldade, já que fui com a cara e com a coragem, apenas com criatividade e fé de que tudo daria certo".

O Carnaval foi uma maratona de superação física e de adaptação à rotina. Durante a folia, Mariane focou na produção de conteúdo para redes sociais, buscando aproximar o público da rotina real. No entanto, o encerramento dos festejos também marcou o fim de suas pretensões em concursos futuros. "A experiência foi incrível, mas não pretendo me inscrever novamente", afirma, tratando o título como um ciclo único e concluído em sua vida.

Com trajetórias diferentes, mas unidas pela mesma paixão, Rei e Rainha chegam ao fim do Carnaval de Juazeiro 2026 com a sensação de dever cumprido.



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#bahia #arte #agendacultural #juazeiro

| Camila Yasmine | Foto das redes sociais da cantos |

Carnavalizou por aí???

😍 Trazemos uma sequência de dicas culturais para você curtir no Vale do São Francisco seja no carnaval ou fora dele.

🥰 Compartilhe pros amigos que vão pegar esse rolê com você!!!




✍️ @adriano.alves
📷 reprodução

❣️ Portal Culturama:
Este projeto foi contemplado nos Editais da Paulo Gustavo Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. Paulo Gustavo Bahia (PGBA) foi criada para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, visando cumprir a Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022.


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Entre encontros e trocas, a arte inspira e constroem imaginários possíveis para corpos trans e dissidentes na arte

| Foto: redes sociais |

por Iasmin Monteiro 

Núbia Kalumbi é uma artista e mulher trans. Ela constrói sua trajetória entre a imagem e a palavra, criando pontes entre sua própria experiência e as criações de outras artistas que a atravessam, provocam e inspiram. 

Sua arte nasce do encontro diálogo com outras mulheres trans e travestis, da escuta sensível, da troca de saberes e da construção coletiva de imaginários sobre raça, gênero e existência.

Neste post, reunimos algumas das referências que caminham com Núbia e ajudam a alimentar esse percurso criativo. Um convite para conhecer essas mulheres e mergulhar em seus trabalhos. Confira! 

Sobre Núbia Kalumbi:

Siga nas redes sociais!

Arte-educadora, atriz, escritora e produtora cultural. Nascida em Salvador (BA), cresceu e desenvolveu sua trajetória artística em Petrolina, sertão de Pernambuco. Desenvolve trabalhos no campo da imagem e da palavra promovendo imaginários acerca de raça e gênero.

Referências:

| Foto: redes sociais |

Gabi Beneditta 


Multiartista, travesti negra, sertaneja e periférica, atua em Arcoverde, no Sertão de Pernambuco. Sua pesquisa parte do corpo dissidente como território político e poético, transitando entre performance, fotoperformance, curadoria e produção cultural.
Entre os trabalhos de destaque estão a fotoperformance “Cadê Minhas Irmãs”, que denuncia o apagamento e o extermínio de travestis e mulheres trans negras.

Acompanhe: https://www.instagram.com/gabibeneditta/ 

| Redes sociais |


Abigail Marianno 


Travesti e pesquisadora nas áreas de imagem e memória no audiovisual e no cinema, atua na construção de estéticas mais fiéis à realidade da população brasileira. Especialista em peles negras, tem como foco relacionar beleza, memória e autoestima.
Possui experiência em efeitos especiais (FXs) no cinema, como criação de queimaduras, hematomas, ferimentos, envelhecimento e cicatrizes. 

Acompanhe: https://www.instagram.com/abigailmarianno/ 

| Foto: redes sociais |


Thiffany Odara 


Ialorixá, mãe, autora do livro "Pedagogia da desobediência: travestilizando a educação" é também Doutoranda em Educação pela UFBA, e Mestra em Educação e Contemporaneidade e especialista em Gênero, Raça e Sexualidade na Formação de Educadores. 

Acompanhe: https://www.instagram.com/thiffanyodara/ 



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Mostra reúne registros fotográficos de mais de um século do carnaval juazeirense e presta homenagem ao artista Geraldo Pontes

| Foto: divulgação |

por Eduarda Silva

A exposição “Juazeiro é Carnaval” está em cartaz no Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro, e reúne registros fotográficos que documentam mais de um século de carnaval na cidade. A mostra apresenta imagens produzidas entre 1914 e 2023, evidenciando o carnaval como parte da memória cultural e da identidade local.

A exposição marca o encerramento do projeto Acervo Maria Franca Pires: memória e história cultural de Juazeiro, contemplado pelo edital nº 029/25. Ao longo do projeto, foram realizadas ações formativas com professores e escolas, voltadas à importância dos acervos históricos e da pesquisa com memória. 



A mostra surge como desdobramento desse percurso e tinha como objetivo um tema que dialogasse como a memória afetiva dos juazeirenses. Segundo Laís Lino, uma das curadoras do projeto, o Carnaval foi escolhido quase de forma imediata, devido a sua presença contínua na história da cidade. 

“O carnaval de Juazeiro reúne histórias de celebração popular, fantasias, troças, blocos, clubes e música, atravessando gerações e construindo parte significativa da identidade cultural local.”

A exposição também presta homenagem a Geraldo Pontes, artista, carnavalesco e educador juazeirense. Atuando desde 1981 na criação de fantasias, Geraldo acumula premiações e reconhecimentos em nível nacional. 

Parte das imagens, fantasias e registros apresentados integra o acervo pessoal do artista, reunido pela curadoria como forma de reconhecer sua contribuição para o carnaval de Juazeiro.

A mostra segue aberta à visitação até o dia 10 de março, de terça a domingo, das 08h às 21h, no Centro de Cultura João Gilberto.



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De passo em passo, ritmo se espalha do litoral ao sertão

| Foto: redes sociais |

9 de fevereiro, dia do Frevo. O ritmo que nasceu da resistência, começou como ocupação de rua, e hoje é identidade reconhecida mundialmente.

Vem conhecer essa história com a gente!



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Um post compartilhado por Culturama (@portalculturama)

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Atriz de Vidas Secas transformou sua própria história em símbolo de um cinema comprometido com o Brasil real

| Foto: reprodução do filme Vidas Secas |

por Iasmin Monteiro

Natural de Sento Sé, no interior da Bahia, Maria Ribeiro construiu uma trajetória singular no cinema brasileiro. Imortalizada como Sinhá Vitória no clássico longa-metragem “Vidas Secas” (1963), dirigido por Nelson Pereira dos Santos, a atriz tornou-se um dos grandes símbolos do Cinema Novo, movimento que redefiniu a linguagem audiovisual no país ao colocar em cena o verdadeiro Brasil com suas desigualdades e resistências.

Registrada como Maria Ramos da Silva —nome escolhido por ter nascido no Domingo de Ramos, em 25 de março de 1923, embora o cartório indique o dia 26—, ela foi a caçula de sete filhos de uma família de trabalhadores rurais. A infância começou no povoado do Boqueirão, em Sento Sé, área que décadas depois seria submersa pelas águas da Barragem de Sobradinho. 

Ainda muito pequena, aos três anos, mudou-se para Juazeiro (BA), para viver com um casal de tios. O que seria uma estadia temporária acabou se transformando em um novo destino: aos cinco anos, seguiu viagem de vapor pelo rio São Francisco até Pirapora, em Minas Gerais.

Todos os caminhos levaram ao cinema 


Foi em Pirapora que Maria passou boa parte da infância e adolescência. Aos 15 anos, mudou-se novamente, desta vez para o Rio de Janeiro, onde começou a trabalhar em diferentes áreas para sobreviver: atuou em fábricas de gêneros alimentícios, indústrias farmacêuticas e tipografias. A virada em sua vida profissional aconteceu quando passou a trabalhar na Líder Cine Laboratórios, um dos mais importantes centros de revelação de filmes do país naquele período.

Na Líder Cine, Maria iniciou como funcionária e chegou ao cargo de chefe de expedição. Era responsável por receber os negativos dos filmes e devolver os copiões aos diretores — um trabalho técnico, mas estratégico. Foi ali que ela passou a conviver diariamente com jovens cineastas que, pouco tempo depois, se tornaram nomes centrais do Cinema Novo, como Nelson Pereira dos Santos, Glauber Rocha e Cacá Diegues.

O encontro decisivo com o cinema aconteceu no início dos anos 1960, de forma quase casual. Durante uma pausa para o almoço no laboratório, Nelson Pereira dos Santos observou Maria e identificou nela a imagem exata que tinha de Sinhá Vitória, personagem criada por Graciliano Ramos. O convite para o papel, porém, não foi recebido com entusiasmo. Maria, então com quase 40 anos e ainda conhecida como Maria Ramos, resistiu. Temia perder o emprego e desconfiava de um cinema brasileiro pouco valorizado e cheio de incertezas.

Quem primeiro lhe contou sobre o convite foi Glauber Rocha. Ainda assim, ela só considerou a possibilidade depois de buscar autorização dos patrões porque era mãe solo de sua única filha, Wilma Lindomar da Silva, e precisava garantir estabilidade financeira. Os sócios da Líder Cine hesitaram, temendo que ela não retornasse ao trabalho após o filme. A situação só se resolveu com a intervenção do produtor Herbert Richers, cliente frequente do laboratório, que fez um pedido decisivo para que Maria fosse liberada. Para evitar confusões com o sobrenome de Graciliano Ramos, foi adotado o nome artístico Maria Ribeiro, aquele que entraria definitivamente para a história do cinema brasileiro.

| Foto: reprodução do filme Vidas Secas |


Atuação, realidade e o nascimento de um novo cinema 


O impacto de Vidas Secas foi imediato e duradouro. A atuação contida, firme e profundamente humana de Maria Ribeiro ajudou a consolidar o filme como um dos maiores clássicos do cinema nacional. A partir dali, ela participou de outras obras importantes, como A Hora e a Vez de Augusto Matraga (1965), Os Herdeiros (1969), O Amuleto de Ogum (1974) e A Terceira Margem do Rio (1994), mantendo uma relação constante com o audiovisual até os anos 2000.

Seus últimos trabalhos no cinema foram o documentário Como Se Morre no Cinema (2002), no qual revisitou sua própria trajetória, e o longa de ficção As Tranças de Maria, dirigido por Pedro Carlos Rovai, inspirado em um poema de Cora Coralina e lançado nacionalmente em 2003.



Encontros no interior, nas telas e na escrita 


A história e a memória de Maria Ribeiro também foram acompanhadas de perto pelo jornalista Luis Osete, que ajudou a reconstruir sua trajetória. Em relato, ele conta que conheceu a atriz em 2010, por intermédio do jornalista Rafael Soriano, após um encontro casual envolvendo sua filha, Wilma. Naquele período, Maria tinha 87 anos e havia decidido retornar ao Brasil para viver mais próxima de sua terra natal. Instalou-se em Sobradinho (BA), onde realizou um antigo desejo de sua mãe: construiu uma capela dedicada a São Gonçalo em um povoado de Sento Sé.

Segundo Osete, a aproximação inicial tinha como objetivo a criação de um site biográfico —projeto que não avançou por questões contratuais, mas que deu origem ao curta-metragem Maria Ribeiro, vencedor da Mostra Regional do Vale Curtas 2010—. A partir daí, ele manteve contato próximo com a atriz, visitando-a sempre que ela retornava de suas longas temporadas na Europa. Em 2023, ano de seu centenário, publicou um texto sobre sua trajetória na seção Esquina, da Revista Piauí, que teve ampla repercussão.

O último encontro entre os dois aconteceu em outubro de 2024, quando Maria Ribeiro deixou definitivamente Sobradinho para viver em Madri e, depois, em Genebra. Osete acompanhou a atriz em uma despedida marcada por memória e afeto, revisitando lugares importantes de sua história pessoal.

Maria Ribeiro permanece como uma presença rara e essencial: uma mulher que atravessou o Brasil, os bastidores do cinema e a tela grande, deixando uma marca definitiva na história cultural do país.



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Iniciativa do Coletivo Ônibus disponibiliza gratuitamente obras de autores locais com acessibilidade e resgate da tradição oral

| Foto: divulgação |

O projeto Boca de Livro, desenvolvido pelo Coletivo Ônibus em Petrolina (PE), utiliza a tecnologia dos audiolivros para ampliar o alcance da produção literária do Vale do São Francisco. A iniciativa estabelece uma ponte entre autores regionais e o ambiente digital, consolidando atualmente dois títulos em seu catálogo: “Tábua de Marés”, de Cátia Cardoso, e o recente lançamento “Ato Contínuo”, de Elisabet Moreira.

As produções recuperam a prática de ouvir e contar histórias,e conecta a literatura regional aos novos suportes digitais. Mas, mais do que uma mudança de suporte, o projeto é desenhado para democratizar o acesso à leitura, atendendo públicos que enfrentam barreiras físicas ou educacionais, como pessoas com deficiência visual, idosos e cidadãos não alfabetizados ou em processo de alfabetização. 

Oralidade e Inclusão


A decisão pelo formato de audiolivro fundamenta-se na democratização do acesso à produção literária regional. O Coletivo Ônibus é composto por mulheres com trajetória nas áreas de educação e artes, como a professora e escritora Cátia Cardoso, e identifica no suporte sonoro uma ferramenta para transpor barreiras físicas e educacionais. 

A experiência profissional das integrantes permite que o projeto seja direcionado não apenas ao entretenimento, mas também como um recurso de inclusão. Essa perspectiva pedagógica e artística transforma o audiolivro em um instrumento de difusão que alcança públicos historicamente afastados do livro físico e em diferentes contextos de aprendizado.

“Rememora, de certa forma, a própria origem dos contos, né? Porque os contos, eles têm a sua origem em pessoas contando histórias em volta de fogueiras, em terreiros, em espaços noturnos em que as pessoas estão mais fragilizadas e as histórias eram, de certa forma, reconfortantes. Então, ouvir histórias é algo muito primordial e primário na nossa formação humana.” Diz Cátia Cardoso.

A voz de Elisabet Moreira


O lançamento mais recente do projeto é o audiolivro “Ato Contínuo”, da escritora e professora Elisabet Moreira. A produção não se limitou à leitura dos textos. A autora teve uma participação direta na construção do material sonoro, atuando na curadoria das vozes e registrando sua própria narração em pontos específicos.

De acordo com Cátia: “Ela entra no projeto, a contribuição é exatamente como autora do livro. Mas ela também participou do processo de seleção, ela foi jurada na seleção de leitoras lá no colégio. E ela também faz uma participação especial lendo partes do autorretrato. Então ela está nesses momentos no livro. É alguém que está na obra, né? Porque se é sobre o livro dela, não tem como a essência dela não perpassar todo o projeto.” 

Como ouvir e sugerir obras


As obras produzidas pelo Boca de Livro são de acesso gratuito e aberto ao público geral. O projeto segue em fase de pesquisa para selecionar os próximos autores da região que terão suas obras adaptadas para o formato sonoro.

O público também pode participar ativamente da continuidade do projeto sugerindo autores e obras do Vale através do perfil oficial do coletivo no Instagram. 

O conteúdo do projeto pode ser acessado através das plataformas Spotfy e YouTube.  



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 #arte #bahia #juazeiro #petrolina #shows #agendacultural

| Foto: Fernando Pereira |

A folia não para no Vale do São Francisco 😍 temos roteiros de ressaca do Carnaval de Juazeiro e as prévias do oficial que já tão rolando!

Trazemos uma sequência de dicas culturais para você curtir no Vale do São Francisco seja no carnaval ou fora dele.


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Este projeto foi contemplado nos Editais da Paulo Gustavo Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. Paulo Gustavo Bahia (PGBA) foi criada para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, visando cumprir a Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022.


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Seleções e chamadas públicas que ampliam o acesso ao empreendedorismo criativo.

| Loja Afrocolab | Foto: Secom/BA |

Se você é artista, realizador(a), empreendedor(a) ou atua na cultura, no audiovisual, na música ou no empreendedorismo criativo, este é um bom momento do ano para ficar de olho nas oportunidades do mercado cultural.

Reunimos abaixo editais, mostras, festivais e chamadas públicas abertas em diferentes regiões do país, com foco em fortalecer a produção cultural, a diversidade, a geração de renda e o acesso a espaços de circulação. 

Confira as oportunidades, prazos e veja como se inscrever.

Loja Colaborativa AfroColab


O edital de seleção para a Loja Colaborativa AfroColab, que será instalada na Nova Rodoviária de Salvador, busca fortalecer a geração de renda, o empreendedorismo negro e indígena e o combate ao racismo por meio da valorização de produtos identitários.

Serão selecionadas até 20 propostas nos segmentos de moda, acessórios, artesanato, cosméticos, decoração e utensílios. As inscrições seguem até 10 de fevereiro de 2026, às 18h. 

Veja outros detalhes no formulário de inscrição. 

15ª Mostra Ecofalante de Cinema 


As inscrições para a 15ª Mostra Ecofalante de Cinema foram prorrogadas. 

Podem participar filmes brasileiros realizados a partir de 2024, independente de gênero ou duração:  temas ligados a questões socioambientais, povos tradicionais, questões étnico-raciais, questões de gênero, direitos LGBTQIA+, desigualdade social, ativismo, políticas públicas, cidade, entre outras.

Na categoria Competição Territórios e Memória, as inscrições vão até o dia 31 de janeiro. Já para o Concurso Curta Ecofalante, os interessados podem se inscrever até 15 de fevereiro. Os filmes selecionados receberão prêmios em dinheiro. Saiba mais detalhes neste link.

9º Festival de Música da Paraíba


Este ano o Festival homenageia o compositor e músico Luiz Ramalho, nascido em Bonito de Santa Fé/PB.

As inscrições podem ser feitas até o dia 13 de fevereiro de 2026, pelo formulário de inscrição online. Esta edição vai acontecer nos dias 22 de maio (1ª eliminatória), 23 de maio (2ª eliminatória), no município de Bonito de Santa Fé/PB, e 30 de maio de 2026 (Finalíssima), no Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa-PB. 

Mostra Sesc Cariri de Culturas 2026


As inscrições estarão abertas de 12 de janeiro a 13 de fevereiro de 2026, destinadas a artistas e grupos de qualquer estado do país, desde que possuam um representante legal Pessoa Jurídica. 

A participação é gratuita e deve ser realizada exclusivamente pela internet, por meio de formulário disponível no site. Serão selecionadas propostas nas linguagens de Artes Cênicas (Teatro, Circo, Dança), Artes Visuais, Audiovisual, Literatura e Música.

Confira o edital completo aqui.

Edital Sesc RJ Pulsar 25/2026


O Edital Sesc RJ Pulsar reforça seu compromisso de democratizar o acesso à cultura, reconectar o artista com o palco, aproximar a relação dele com o público e impulsionar o fazer artístico em todas as suas esferas.

Os projetos selecionados receberão aporte financeiro para a realização da proposta apresentada, que deverá ser acompanhada de orçamento detalhado, cronograma, da documentação jurídica e técnica descrita no Edital e nos Cadernos Técnicos.

As inscrições são gratuitas e estarão abertas de 29 de janeiro de 2025 até 28 de março de 2025. Confira mais detalhes aqui.

Quarta que Dança — Circuitos Artísticos


O Edital Quarta que Dança – Circuitos Artísticos é voltado ao fortalecimento de circuitos de difusão da dança no estado da Bahia, conectando uma rede de espaços, artistas, produtores, técnicos e o público. 

Por meio do fomento à circulação de produções artísticas da dança e a realização de ações de formação, o edital se destina a promover o encontro e articulação da rede criativa da dança, estimulando relações de troca, interação e aprendizado mútuo.

As categorias são: Espetáculos de Dança, com bolsas no valor de R$100 mil; Trabalhos em processo de criação, com ajuda de custo de R$25 mil. Para se inscrever e obter outras informações, só acessar este link até o dia 06 de março de 2026. 
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Primeiro afoxé do Vale do São Francisco, Filhos de Zaze marcam carnaval de Juazeiro

| Afoxé Filhos de Zaze | Foto: reprodução |

O Afoxé Filhos de Zaze desfilou na Avenida Adolfo Viana no último dia do Carnaval de Juazeiro. Além de muita música, resistência, fé e combate à intolerância religiosa, o grupo também levou para o circuito uma luta muito importante: não ao feminicídio!

O Filhos de Zaze pede respeito por sua crença e, também, pela vida das mulheres.




✍️ @iasminas3
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 Cantora juazeirense voltou à folia de sua terra natal após 10 anos

| Foto: Prefeitura de Juazeiro |

A última vez que o Carnaval de Juazeiro tinha recebido a Ivete Sangalo era 2016, 10 anos depois a dona do circuito voltou e fez a Avenida Adolfo Viana ficar pequena.


🥰 quem vai hoje???

✍️ @adriano.alves
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 Carnaval da cidade terá quatro dias com mais de 50 atrações

| Foto: Prefeitura de Juazeiro |

O primeiro dia de carnaval em Juazeiro, que abre a folia baiana, teve Bell Marques, Edcity Fantasmão e muito mais.


🥰 quem vai hoje???

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#bahia #show #culturadiversa #arte #música

| Foto: redes sociais | Mádara |

Minha carne é de Carnaval, meu coração é igual 😍 avisa que TODO MUNDO VAI para o carnaval de Juazeiro!

Mas, nos trazemos uma sequência de dicas culturais para você curtir no Vale do São Francisco seja no carnaval ou fora dele.


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 #carnaval #juazeiro #bahia

| Foto: Eduarda Silva |

É tempo de preparação. É tempo de festa.
Estruturas sendo montadas, cartazes espalhados pela cidade e até bloquinho antecipado encontramos. Há música por todo lugar anunciando que o Carnaval tá chegando.
Juazeiro já entrou no clima. E você, vem curtir a folia?


🥰 Compartilhe pros amigos que vão pegar esse rolê com você!!!

✍️ @marii_gaudencio
📷 reprodução

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Lista traz atrações dos blocos independentes e também o palco alternativo com atrações diferenciadas

| Foto: Prefeitura de Juazeiro |

por Eduarda Silva

Juazeiro está em clima de Carnaval e tem muita coisa rolando para além dos trios no Circuito Ivete Sangalo. Se você quer saber o que tem pra fazer fora da Avenida, aqui vai um guia com alguns blocos e artistas para acompanhar de perto.

Palco Alternativo


Instalado na Orla II, o Palco Alternativo Circuito Luiz Galvão concentra uma programação entre os dias 29 de janeiro e 1º de fevereiro. Uma opção para quem prefere shows em palco fixo, sem cordas e com circulação mais livre.

A programação reúne artistas da região e nomes já consolidados do cenário nacional. Estão confirmados no palco nomes como Edson Gomes, Edu Casa Nova, Camila Yasmine  e João Gomes.

As apresentações seguem entre o fim da tarde e a noite, permitindo conciliar o palco com a programação dos trios. Atualizações e horários são divulgados pelo perfil oficial @prefeituradejuazeiro no Instagram.

Encrespa


O Encrespa integra oficialmente a programação de blocos do Carnaval de Juazeiro e sai na quinta-feira (29), a partir das 18h30, no Circuito Ivete Sangalo. O bloco se constrói como um movimento cultural ligado à valorização da cultura afro-brasileira, da estética negra e da percussão. 

Há um abadá solidário com troca mediante a doação de 2 kg de alimentos não perecíveis. Para mais informações acesse o perfil @encrespa_percussiva no Instagram.

Bloco Tolerância Zero


Também na quinta-feira (29), o Bloco Tolerância Zero ocupa o circuito com uma proposta que une carnaval e mobilização social. Puxado pela cantora Mádara e convidadas, integra a campanha de enfrentamento à violência contra a mulher. Para acompanhar o circuito acompanhe os perfis @empoderajua e @madaracantora.

Bloco Carrancuda


O Bloco Carrancuda sai no sábado (31), a partir das 16h, com concentração na Praça Simões Filho, no centro de Juazeiro. A proposta aposta em um carnaval de rua com bateria, DJs, performances e apresentações musicais. 

A programação costuma reunir grupos como Baque Opará, referências visuais ligadas à carranca e participações de artistas locais, entre eles DJ Werson. Todas as informações são divulgadas no perfil @blococarrancuda.

Carnaval do Beco


O Carnaval do Beco será no Braz Bar Club e se firma como o after oficial do Carnaval de Juazeiro. A lógica é simples: quando o trio passa, a festa continua. A programação ocupa os quatro dias de carnaval, sempre após o encerramento do circuito.

Diferente dos blocos de rua, funciona como um polo fixo de shows e DJs. Reúne artistas locais e convidados em uma programação noturna voltada para quem segue em clima de carnaval depois da avenida. Para saber mais sobre a programação acesse o perfil @brazbarclub no Instagram.


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Entre memórias e afetos, “Tem Café” chega ao segundo volume com autores de todo o Brasil

| Ilustração de divulgação |

A antologia literária “Tem Café”, organizada por Nivânia Arruda e reunindo dezesseis autores de diferentes regiões do Brasil, será lançada nesta terça-feira (27), a partir das 18h30, no Reduto Coffice, em Petrolina (PE).

Em seu segundo volume, a obra chega após a boa recepção da primeira edição e convida o público a mergulhar em textos que transitam por imaginação, memória e afeto, tendo o café como fio condutor. A proposta é transformar o grão e o ritual da bebida em narrativa, sensações e encontros, trazendo ao leitor diferentes olhares sobre o que o café representa no cotidiano.

Para a organizadora, o livro revela a força simbólica presente em algo tão comum e ao mesmo tempo tão marcante. “Há quem veja no café a pausa necessária, quem o associe a encontros e despedidas, e quem transforme o grão em metáfora de vida, resistência e calor humano”, destaca a escritora Nivânia Arruda.

A antologia conta com textos de Ágatha Müller, Aline Evangelista, Aline Melo, Ariadne Medeiros, Écio Duarte, Francisca Santiago, Gislene Camargos, Ionete Cavalcante, Isadora Cavalcanti, Letícia Barcelos, Lucas Rocha, Nivânia Arruda, Raquel Figueiredo, Rodolfo Marins, Tatiana C. Martins e Vitória Reis.

O lançamento é gratuito e aberto ao público, oferecendo um convite especial para quem aprecia literatura, música ambiente e boas conversas, com o café como cenário e inspiração. Durante o evento, o livro estará à venda pelo valor de R$ 35,00. Após o lançamento, a obra também ficará disponível para compra pelo site www.editoravecchio.com.br/loja.

SERVIÇO:

Lançamento da antologia “Tem Café” (vol. 2)
Quando: Terça-feira (27), às 18h30.
Onde: Reduto Coffice - Rua Manoel Clementino, 1201 - Centro, Petrolina (PE).
Entrada: Gratuita.



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Pesquisa da FGV mostra que projetos captados pela Lei Rouanet movimentaram R$7,59 a cada R$ 1 investido

| Foto: Victor Vec/MinC |

Por Anna Ortega / Nonada Jornalismo

Uma pesquisa inédita divulgada nesta terça-feira (13) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pelo Ministério da Cultura (MinC) revela que projetos realizados pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) impactam 89,3 milhões de pessoas por ano, além de gerarem 228 mil postos de trabalho, dos quais 120 mil são empregos diretos. O Nonada esteve na apresentação do estudo na sede da FGV, em São Paulo (SP). A iniciativa destrincha como o investimento cultural retorna para economia e para sociedade. 

Os dados levantados analisam 4.939 projetos executados em 2024. Segundo a pesquisa, a maioria dos projetos (76,7%) atuam com orçamento de até R$ 1 milhão captado. O total de projetos gerou R$ 25 bilhões para a economia, sendo que a cada R$ 1,00 investido na execução, movimenta-se R$ 7,59 economia brasileira. 

Outra informação importante é relativa ao pagamento de fornecedores e prestadores de serviço, dos quais 90% são de até 10 mil reais. “Isso significa que estamos falando de um efeito distributivo na economia, não de cachês milionários”, explicou o Secretário de Economia Criativa e Fomento Cultural Henilton Menezes. 

O estudo constatou que, somente em 2024, 576 mil pagamentos foram realizados pelos proponentes de projetos, para mais de 1.800 tipos de serviços diferentes. Ou seja, os recursos contemplam uma variedade de despesas, como pagamento de pessoal, infraestrutura, cachê, acessibilidade, transporte, custos legais, etc. A análise foi desdobrada a partir da prestação de contas dos projetos realizados, do gasto real, e não do plano orçamentário. Nessas contratações, quase 90% são direcionadas a Pessoas Jurídicas (PJs), micro e pequenas empresas. 

“A Lei Rouanet gera uma credibilidade nos mercado para aqueles projetos culturais aprovados. Isso tem um efeito multiplicador, porque além do recurso da Rouanet, os produtores culturais passam a captar outros fomentos”, explica o gerente executivo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Luiz Carlos Duque. Um dos diferenciais do estudo recém-lançado é o reconhecimento e a análise da captação de recursos de outras fontes, como patrocínios e apoios. Em 2018, a FGV havia estudado o impacto econômico da Lei Rouanet, porém de forma menos detalhada e abrangente.

A nova pesquisa contempla duas áreas não abarcadas anteriormente: os valores gastos com recursos de outras fontes, como patrocínios, e os recursos despendidos pelo público visitante e consumidor dos projetos culturais. “O grande diferencial é o público. Se o público vai a um espetáculo de teatro, identificamos os gastos desde o transporte utilizado, por exemplo”, explica Luiz. A pesquisa mostrou que a Rouanet movimenta diferentes setores da economia brasileira. 

Aumentos observados


Ao longo da história, o mecanismo se transformou, alcançando um quantitativo maior de projetos culturais em todo país. Em 2024, a renúncia efetiva, ou seja, o valor total captado junto às empresas, atingiu pouco mais de R$ 3 bilhões. O estudo mostra que esta é a primeira vez que existem projetos culturais aprovados  e em execução em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.

Festivais culturais do norte buscam protagonismo na agenda sobre cultura e clima em preparação para a COP30. Em 2018, por exemplo, mais de 5.300 projetos foram apresentados para captação. Em 2024, esse número saltou para quase 14 mil projetos. O maior crescimento de captação foi na região Norte, um total de 439,39% em relação à 2022. 

Os dados obtidos são provenientes da plataforma SALIC, sistema que reúne dados a respeito de propostas de projetos culturais a serem incentivados pelo MinC por meio da Lei Rouanet. Na etapa qualitativa, a pesquisa ouviu proponentes responsáveis por projetos de diferentes áreas. No total, 7 áreas contempladas são: Artes Cênicas; Artes Visuais; Audiovisual; Humanidades; Museus e Memória; Música; Patrimônio Cultural. Segmentos como a literatura, editorial ou digital não são mencionadas. A área que mais captou foi a das Artes Cênicas. 

O perfil dos proponentes revela que 86%,7 são pessoas jurídicas, sendo que 35,8% são microempresas e 54% estão agrupadas em uma categoria múltipla, porque há uma alta participação de Entidades Sem Fins Lucrativos. Segundo o relatório da pesquisa, “tal dado demonstra que a Lei Rouanet atinge, sobretudo, empresas de pequeno porte e entidades com finalidade social.”

O evento de lançamento contou com a presença da Ministra Margareth Menezes, o Secretário Henilton Menezes, o economista Luiz Carlos Duque (FGV) e Jane Diehl, Gerente de Cultura e Direitos Humanos da Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI). Para Henilton, “a pesquisa é uma forma de identificar quais territórios ainda precisam de investimento.” Segundo ele, os gestores culturais e os investidores podem ter ideia do impacto. “É o mecanismo mais longevo da política cultural brasileira. Precisamos chegar ainda em mais lugar e, para isso, é preciso ter indução para que todos tenham o mesmo dinheiro para acessar os recursos públicos.”

Geração de emprego e renda na cultura


A pesquisa analisou as quatro etapas do ciclo de fomento da Lei, desde a aprovação do projeto na plataforma até à devolução de tributos, geração de renda, obtenção de apoios financeiros e não financeiros. Todo projeto aprovado e captado através da Rouanet tem uma conta bancária própria, da qual saem os recursos. A FGV mapeou que os valores estavam sendo direcionados e fez uma categorização a partir deste levantamento. 

Quanto ao gasto do público, os dados revelam que a Lei Rouanet beneficia um total de 89,3 milhões de pessoas, enquanto visitantes e espectadores dos projetos, sendo que 69,3 milhões tem potencial de consumo, ou seja pode despender recursos através do pagamento de ingresso, por exemplo. “O elo mais importante entre a economia e a cultura são as pessoas, a presença de público”, afirma Luiz. 

Considerando todos os projetos da Lei Rouanet que realizaram gastos em 2024, a execução foi responsável pela criação/manutenção de pouco mais de 228 mil postos de trabalho diretos e indiretos na economia do país. O número de postos de trabalho gerados na economia é a quantidade anualizada de ocupações em tempo integral gerados pelos gastos na execução dos projetos e pelo público participante, ou seja, é a quantidade de empregos que existe devido a estes gastos.

A cada R$ 12,3 mil investidos diretamente pela Lei Rouanet foi mantido, gerando 1 posto de trabalho na economia brasileira. “Se você comparar o setor cultural com outro, como a indústria automobilística, poderá ver que estamos gerando postos de trabalhos a custos razoáveis”, analisa o Doutor em Gestão Empresarial Aplicada. 

Revelou-se também que projetos estão sendo realizados em regiões periféricas das cidades brasileiras, mesmo que os proponentes sejam, ainda em maioria, oriundos das capitais. Segundo o estudo, 58,9% dos projetos atuam em áreas periféricas, urbanas ou rurais, ou em regiões consideradas vulneráveis. 

Foco no Norte, Nordeste e Centro-Oeste


Os dados apresentados por Henilton Menezes revelam um aumento expressivo de investimento nas regiões Norte e Nordeste. O secretário atribuiu o crescimento aos Programas Especiais e a uma retomada de interesse no investimento em cultura. “Temos feito reuniões setoriais para que as empresas invistam em projetos culturais”. O número de pessoas físicas, porém, ainda é baixo, representando 2% do total. 

Para Henilton, o processo de nacionalização é lento. “Um programa como o Rouanet Norte, de 24 milhões, se ampliou em 54 milhões. Colocamos o Norte na pauta, precisamos dialogar com as empresas da região”, afirma. “Neste ano, vamos lançar o programa Rouanet Centro-Oeste até que se tenha um equilíbrio e uma distribuição mais justa. Às vezes as pessoas perguntam se haverá Rouanet Sudeste, porém não haverá. Precisamos de um equilíbrio e uma distribuição mais justa”, afirma. O Secretário apresentou dados que mostram um aumento geral de empresas investidoras na Lei Rouanet. Em  2023, eram 4.626 pessoas jurídicas investidoras. Em 2025, são 6.253.

Em dados complementares, o Rio Grande do Sul aparece como um dos estados com maior investimento. O secretário comenta como os programas especiais tendem a induzir novos investidores. No caso do Rio Grande do Sul, após a tragédia climática de 2024, houve um efeito perceptível de maior investimento de empresas através do Programa Rouanet Emergencial RS. “Os estados de Roraima, Acre, Alagoas são os que menos têm projetos, mas ainda assim, temos. Alguns anos atrás nem mesmo havia”, analisa.

No final da apresentação, a ministra anunciou que o Ministério da Cultura deve encomendar uma pesquisa detalhada sobre o impacto econômico da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Anunciou também a modernização do Sistema SALIC, o que trará “mais eficiência, transparência e segurança para a política”.

Nota de transparência: O Nonada tem projetos aprovados e já realizados com apoio da Lei Rouanet

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Orçamento de 2026 voltado à titulação quilombola será 11% inferior ao proposto em 2025

| Casa de Mãe Bernadete, no Quilombo Pitanga dos Palmares | Crédito: Janaína Nery |

por Brasil de Fato

A Constituição Federal garante às comunidades quilombolas o direito à terra. No entanto, em 2026, um novo desafio se impõe a uma luta historicamente marcada por obstáculos: um orçamento público menor para a regularização desses territórios. No Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado pelo governo federal ao Congresso Nacional, a principal política voltada à titulação quilombola aparece com R$ 92,3 milhões previstos, valor 11% inferior ao proposto em 2025, que era de R$ 103,6 milhões.

Os números ajudam a dimensionar o tamanho do desafio. Atualmente, há centenas de processos em andamento no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), enquanto o número de decretos de regularização publicados segue aquém da demanda existente. A Fundação Cultural Palmares já reconheceu milhares de comunidades quilombolas em todo o país, mas a lentidão na titulação permanece. Levantamentos de organizações da sociedade civil indicam que, mantido o ritmo de anos anteriores, a conclusão desse processo levaria séculos.

Esse cenário contrasta com os recursos destinados a outros setores do campo, especialmente ao agronegócio, que concentra investimentos na casa dos bilhões de reais. A assimetria evidencia como as políticas públicas rurais ainda não incorporam plenamente a reparação histórica prevista constitucionalmente para os povos quilombolas, tampouco reconhecem seu papel estratégico na agricultura familiar, na preservação ambiental e no enfrentamento das mudanças climáticas. 

Muito além da ideia colonial que reduzia quilombos a refúgios de pessoas escravizadas em fuga, hoje o termo expressa uma identidade política e coletiva, que articula território, memória, espiritualidade e organização social. Diante do avanço das violações de direitos e da criminalização das lutas quilombolas, o audiovisual tem cumprido um papel fundamental: registrar histórias silenciadas, denunciar violências e fortalecer a memória como instrumento cotidiano de resistência.

Para refletir sobre essas trajetórias, desafios e formas de organização dos povos quilombolas no Brasil, reunimos uma seleção de produções nacionais que abordam desde quilombos urbanos até conflitos fundiários, racismo ambiental, educação, espiritualidade e protagonismo das mulheres negras. 

Confira:

Bernadete: 70 Anos de Luta – Uma Vida Dedicada à Resistência


Produzido pela TV Kirimurê, o documentário é um testemunho da vida e da luta de Mãe Bernadete, liderança do Quilombo Pitanga dos Palmares, localizado em Simões Filho (BA), onde foi assassinada a tiros em agosto de 2023. O filme, lançado em 2021, celebra os 70 anos da ativista e registra sua trajetória marcada pela defesa do território, da ancestralidade e da espiritualidade. A obra evidencia como a especulação imobiliária e a violência contra lideranças seguem ameaçando esses territórios. Disponível no YouTube.

Ôrí


Narrado pela historiadora e militante Beatriz Nascimento, o clássico dirigido por Raquel Gerber acompanha a atuação dos movimentos negros nas décadas de 1970 e 1980, conectando a luta quilombola às diásporas africanas e às resistências negras no Brasil. Com imagens registradas entre 1977 e 1988, o filme articula política, cultura e história, compreendendo os quilombos como espaços civilizatórios de resistência, da África do século XV ao Brasil contemporâneo. Disponível no Canal Curta.

Mátrias que tecem o Bem Viver


Lançado pela jornalista Luana Luizy e pela comunicadora Maysa Pereira, com apoio da Revista Afirmativa, o documentário revela os impactos do racismo ambiental na vida de mulheres quilombolas de diferentes regiões do país. A obra destaca a atuação dessas mulheres na defesa dos territórios, na denúncia de invasões e na construção cotidiana do Bem Viver, mesmo diante da ausência de políticas públicas, da violência ambiental e do adoecimento provocado pela sobrecarga. O filme integra as ações de fortalecimento da Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver. Disponível no YouTube.

Pernambués – Quilombo Urbano


Com direção de Lúcio Lima, o documentário lança um olhar sensível sobre Pernambués, um dos bairros mais negros de Salvador (BA), oriundo do antigo Quilombo do Cabula. Conduzido pelo rapper Negro Davi, o filme percorre a história do território desde os antigos laranjais até sua configuração atual, marcada pela resistência negra em meio às desigualdades urbanas. A obra foi lançada em 2020 com apoio do edital Arte Todo Dia, da Fundação Gregório de Mattos, e fortalece o protagonismo juvenil e tensiona a visão marginalizada historicamente atribuída ao bairro. Assista ao trailer.

Vozes da resistência: os quilombos urbanos de Belo Horizonte


Dirigido por Zuleide Filgueiras, o longa-metragem acompanha a luta pela regularização fundiária de três comunidades quilombolas da capital mineira: Luízes, Mangueiras e Manzo Ngunzo Kaiango. O documentário evidencia como o quilombo também se constitui no espaço urbano, enfrentando o apagamento histórico, o racismo institucional e a disputa pela terra em grandes cidades. A obra revela o cotidiano dessas comunidades e suas estratégias de resistência para permanecer no território. Disponível no YouTube.


Aprender a Sonhar


O documentário baiano retrata o impacto das políticas de cotas na trajetória de estudantes indígenas e quilombolas que ingressam na universidade. Dirigido por Vítor Rocha, e gravado entre 2016 e 2023, o filme acompanha as dificuldades e transformações vividas por jovens de territórios historicamente marginalizados, revelando como o acesso ao ensino superior também se torna uma ferramenta de fortalecimento comunitário, afirmação identitária e disputa por direitos. Assista ao trailer. 

Memórias de um povo


Resultado do projeto Cinemando no Quilombo, o filme registra o cotidiano e as memórias da comunidade quilombola Engenho da Ponte, em Cachoeira (BA). A obra nasce de um processo formativo em cinema dentro da própria comunidade, reforçando o audiovisual como instrumento de autonomia narrativa e preservação da memória coletiva. O projeto é realizado pela Associação da comunidade quilombola Engenho da Ponte, em parceria com a Articulação de Mulheres Negras no Engenho da Ponte, Rosza Filmes Produções e Odé Produções. Assista ao trailer.

Quilombo Rio dos Macacos


Premiado e exibido em diversas mostras por várias capitais brasileiras, o documentário de 2017 aborda a luta da comunidade pela garantia da propriedade da terra, de uso tradicional, reivindicada pela Marinha do Brasil, localizada entre os municípios de Salvador e Simões Filho, na Bahia. A obra denuncia violações de direitos humanos, restrições à circulação e dificuldades de acesso a serviços básicos, revelando como o Estado atua, historicamente, contra a permanência dos quilombos em seus territórios. Mas documenta também aspectos culturais, simbólicos e características do território, como paisagens e memórias individuais e coletivas. Disponível no YouTube.






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Adriano Alves é jornalista por formação e artista por vocação. Passeia pelo Teatro, a Dança e produção em diversas linguagens. Escreve sobre o que gosta e o que quer entender melhor.

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